Mensagem da Rainha da
Paz,
de 25.NOV.2004:
Queridos filhos! Neste
tempo convido todos vocês a
rezar por minhas intenções. De modo particular,
filhinhos, rezem por aqueles
que não conhecem o amor de Deus e não procuram Deus
Salvador. Sejam vocês,
filhinhos, minhas mãos estendidas;
com
o exemplo de vocês, aproximem-nos de meu Coração e
do Coração de meu Filho.
Deus os recompensará com graças e toda
bênção. Obrigada por
terem correspondido a Meu apelo.
Mensagem
da
Rainha da
Paz,
de 25.DEZ.2004:
Queridos
filhos! Com grande alegria, também hoje, trago-lhes em meus
braços meu Filho
Jesus, que os abençoa e os convida à paz. Rezem,
filhinhos, e sejam corajosas
testemunhas da Boa Nova em todas as situações. Somente
assim, Deus os abençoará
e dar-lhes-á tudo quanto Lhe pedirem com fé. Eu estou com
vocês enquanto o
Altíssimo o permitir. Com grande amor intercedo por cada um de
vocês. Obrigada
por terem correspondido a Meu apelo.
Maria nos dá segurança
Nossa
Senhora está alegre porque vem a nós da Pátria
celeste, da alegria, da glória, à qual devemos ainda
chegar. Por isso, aparece
e deseja que também nós cheguemos onde Ela está.
Como é grande a alegria que
possui em seu Coração, é imenso Seu desejo
maternal de que cheguemos onde Ela
se encontra. Como no primeiro dia das aparições, 24 de
junho de 1981, também
hoje traz nos braços seu Filho Jesus, Nosso Salvador. Em seus
braços e em seu
Coração carrega Deus, nô-Lo dá e a Ele nos
conduz. Nossa Senhora deseja que
também nós possamos escutar e acolher as palavras do Anjo
aos pastores: “Não
temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será grande alegria
para todo o
povo: hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é
Cristo Senhor” (Lc
2, 10-11). Nasceu o Salvador do
mundo para você e para mim, para cada
pessoa. Deus nasceu para que todos
aqueles que o receberem, aos que crerem
no seu nome, se tornem filhos de Deus (Jo 1, 12).
Jesus é uma pessoa única na história da
humanidade, do
gênero humano. Justamente pelo fato de ter vindo aqui, vivido
aqui na terra,
não podemos nos desesperar, qualquer que seja a cruz, a
enfermidade e o
sofrimento que recaiam sobre nós.
“Com
efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu
seu Filho único, para que todo o que nEle crer não
pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo 3,16). Deus deu seu
Filho Jesus para nos salvar, a você e a mim. Deus amou de tal
forma ao homem,
que também desejou fazer-se homem e assumir sua vida, suas dores
e a própria
morte para, finalmente, vencê-la.
Nós celebramos o Natal, o aniversário de Jesus. É
um dia
de alegria e bênção para esta Terra, para toda a
humanidade. A partir de sua
vinda, já nada é igual na história da humanidade.
“O povo que andava nas
trevas viu uma grande luz; sobre
aqueles que habitavam na região tenebrosa resplandeceu uma luz” (Is 9,1). Também
nós podemos
sair de nossa escuridão, das enfermidades e do medo, porque Deus
veio à nossa escuridão,
a nossos pecados e enfermidades para destruir tudo isso em nós.
O
nascimento de Jesus não foi alegre, idílico. Nasceu num
presépio entre animais, “porque não havia lugar para
eles na hospedaria”(Lc
2,7). Estábulo é lugar onde vivem os animais. É um
assunto que preferiríamos
esconder de nós mesmos e das pessoas. Envergonhamo-nos porque
é um lugar que
não é limpo nem agradável. Ele também hoje
deseja nascer no presépio de nosso
coração, naquele que não está totalmente
perfumado nem arrumado. Jesus, porém,
deseja vir a nosso coração para iluminar tudo com sua
bênção, com Ele mesmo.
É
esse Deus que Nossa Senhora hoje deseja também
trazer-nos e dar-nos... Também nós podemos unir-nos a
Jesus, porque Ele está
em nós...
Assim poderemos nos converter em
testemunhas valorosas da
presença e da onipotência de Deus nesta terra, nas
situações e circunstâncias
em que vivemos.
A
Mãe está conosco e com Ela nos sentimos seguros. Estamos
sob sua proteção e intercessão. Façamos
tudo quanto esteja a nosso alcance para
estar dia após dia mais próximos dos
Corações de Jesus e Maria. Permitamos a
Ela que nos tome pela mão e nos conduza à paz que Deus
oferece.
Frei
Liubo Kurtovic, Mediugórie, 26.12.2004
Notícias &
Testemunhos
Aparição
anual a Iákov
Na última
aparição diária, no dia 12 de setembro de 1998,
Nossa Senhora comunicou ao
vidente Iákov que, a partir daquele dia, ele passaria a ter as
aparições no dia
25 de dezembro de cada ano, e não mais diariamente.
Também este ano Nossa
Senhora veio com o Menino Jesus nos braços. A
Aparição teve início às 14h30 e
durou 7 minutos.
A Rainha da Paz deixou a seguinte
mensagem:
Queridos filhos! Hoje,
neste dia de graça, com o Menino
Jesus nos braços, convido-os, de modo particular, a abrirem seus
corações e a
começarem a rezar. Filhinhos, rezem a Jesus, a fim de que Ele
nasça no coração
de cada um de vocês e reine na vida de cada um de vocês.
Rezem para que tenham
a graça de poder reconhecê-Lo sempre e em cada pessoa.
Filhinhos, peçam a Jesus
o amor, porque só com o amor de Deus podem amar a Deus e a todas
as pessoas.
Levo-os todos em Meu Coração e dou-lhes Minha
bênção materna.
Eu preciso de
vocês!
No dia 2 de
dezembro, Miriana teve sua aparição mensal no
galpão verde do Cenáculo, em Mediugórie. Depois da
aparição, para surpresa de
todos, Miriana escreveu a mensagem recebida e pediu que fosse
traduzida, de imediato,
diante das pessoas presentes. É de notar que, habitualmente,
Miriana não comunica
mensagens depois das aparições do dia
2. Esta é a mensagem:
«Eu preciso de
vocês! Chamo-os, busco a ajuda de vocês!
Reconciliem-se uns com os outros, com Deus e com o próximo.
Convertam os que
não crêem. Enxuguem as lágrimos do meu rosto!»
Recordemos que, no dia 2 de cada mês, Nossa Senhora vem
rezar com Miriana e com todos os que quiserem juntar-se a elas
(só Miriana A
vê!), para interceder pelos que não crêem.
Vicka tem o
segundo filho
Vicka e Mário Miatovic, seu esposo, acolheram,
maravilhados, seu segundo filho, no dia 18 de outubro de 2004, o
pequeno Anton.
É raro uma família croata não ter um
Antônio, porque Santo Antônio de Pádua (de
Lisboa), grande amigo de S. Francisco, é o santo mais venerado
nesta região
evangelizada pelos franciscanos. Além disso, durante os
séculos de perseguição,
Santo Antônio multiplicou os milagres para os que o pediam... Os
agraciados,
portanto, não o esquecem!
Não morre. Nasce para o
Céu
No mês de novembro,
intensificamos a intercessão pelos
falecidos, porque, como nos disse Nossa Senhora por meio de Suas
mensagens: “muitas
almas ficam longo tempo no Purgatório por não terem quem
peça por elas”.
Mas este mês é também aquele em que contemplamos,
maravilhados, as realidades
que nos esperam “depois desta vida”. De Frei Slavko, Nossa Senhora
não disse:
“ele morreu”, mas: “ele nasceu para o céu”. É uma
mentalidade completamente
diferente!
Ela não
merecia isso!
O percurso de Patrícia C.
é surpreendente. Jovem de
muitas qualidades, sensível, mãe de quatro belas
crianças, tinha organizado bem
sua vida sem Deus, ou melhor, com Deus num bom último lugar,
visto que Lhe dava
direito a apenas uma hora por semana, aos Domingos. Agora as pessoas
próximas
já não a reconhecem!
«Quando Deus visita nossos
corações, nunca é para punir, mas
para torná-los felizes. Em meio às dores,
abraça-nos. Ele transforma, de tal
forma todas as coisas, que até uma história de morte se
transforma em história
de amor.
Perdi minha mãe há 10
meses, no dia 2 de fevereiro,
depois de passar 5 meses de vida vegetativa, porque seu cérebro
estava quase
totalmente morto. Pois é – eu nunca tinha pensado que fosse
possível! Meu
coração encheu-se de alegria por causa destes
últimos meses com ela,
humanamente falando, os piores, mas tão ricos de
bênçãos e de amor, completamente
cheios de Deus.
Nosso Deus é infinitamente
mais perspicaz do que nós! Ele
sabe do que necessitamos quando nós ainda nem sequer sentimos
falta de algo.
Quando minha mãe sofreu um
ataque cardíaco, que a deixou
suspensa, entre a vida e a morte, entre a terra e o céu, inerte
e tão longínqua,
prisioneira de um corpo que recusava partir com o cérebro...
pusemo-nos a
rezar. Suplicamos a Deus que a levasse, que não a deixasse
sobreviver nesse
estado. Nessa altura, pensávamos que essa não era uma
vida digna de nossa mãe,
tão ativa e tão maravilhosa. Ela não merecia isso!
No momento eu ainda não
sabia... eu ainda não podia
saber!
Não sabia que num profundo
silêncio se podia ensinar, que
de um leito de doente, completamente inerte, se podia amar. Não
sabia que, à
custa de sua vida, minha mãe ressuscitar-nos-ia. Pensava que
éramos nós que tomávamos
conta dela... que grande erro! Era ela que continuava a tomar conta de
nós e a
guiar-nos para nossa origem: o coração de Deus. Querendo
fazer-lhe bem, fomos
levados para onde ansiávamos ir.
Jamais pensara participar todos os
dias da Santa Missa e
rezar o Rosário. Comecei a fazê-lo unicamente por ela. Via
isso como um meio de
lhe agradar, apesar de ela não poder ouvir-me. Oh, como estava
longe de pensar
que, durante essas Missas, eu iria encontrar meu amor, minha morada e
que o Rosário
se tornaria minha consolação e minha alegria! Jamais
suspeitara que nessas pequenas
contas estava contida toda a vida: abençoado cordão
estendido entre o céu e a
terra!
Antes de perceber isso, reunia-me com
minha família e
meus amigos, todos os dias, à volta de seu leito, para rezar; e,
de repente,
esta oração por ela tornou-se oração por
nós... Quem teria pensado que a
verdadeira doente não era a que jazia no leito!
E, pouco a pouco, de
oração em oração, como uma brisa
silenciosa, Deus ia tomando conta de mim. Tocou meu
coração e mudou minha vida.
No dia em que minha mãe partiu, ela já nos tinha colocado
no abraço salutar de
Deus. Ela tinha ficado apenas o tempo suficiente para assegurar o nosso
bom
destino. Querida mamãe! É tão tua esta forma de
agir! Tu venceste! Tu te tornaste
para nós uma hóstia; porque num corpo tão
debilitado e reduzido a nada, como
num pedacinho insignificante de pão, Deus estava lá. Tu
te tornaste o Seu
sacrário; e nesta oferta de ti mesma
realizou-se o milagre.
Nunca esqueçamos: o que parece
um fim é, na realidade, um
novo começo. Coloquemos sempre Deus no centro de nossa
história, e então nossas
vidas serão repletas de começos, e até a
história de uma morte se converterá em
história de amor.»
Se vissem Nossa Senhora
Durante uma homilia em
Mediugórie, um padre lembrou
algumas palavras significativas do vidente Ivan, quando esteve em
Dublin (Maria
Pavlovic, Vicka e Ivan ainda vêem Nossa Senhora todos os dias):
“Se
vocês vissem Nossa Senhora, ainda que por apenas um segundo, o
mundo perderia
imediatamente toda a atração para vocês. Eu rezo
muito para poder suportar o
fato de continuar na terra”.
Alguém
lhe
perguntou:
P.: Ivan, que diria à Virgem
se te propusesse levar-te com Ela durante uma aparição?
Sem hesitar, nem sequer um quarto de
segundo, Ivan respondeu:
R.: Partiria imediatamente com Ela!
Não
saia de
seu interior
No dia 29 de
novembro de 1936, Nossa Senhora apareceu a
Ir. Faustina, em seu convento na Polônia, e ensinou-lhe o que Ela
própria tinha
vivido há 2.000 anos... ouro para nós! Disse irmã
Faustina:
“A Mãe de
Deus ensinou-me como me preparar para a festa
do Natal. Vi-A hoje sem o Menino Jesus e Ela me disse: “Minha filha,
esforce-se
para ser mansa e humilde, para que Jesus, que habita constantemente em
seu coração,
possa repousar. Adore-O em seu coração, não saia
de seu interior. Obterei para
você, minha filha, a graça de uma vida interior tal que,
permanecendo em seu
interior, possa cumprir no exterior todos seus deveres, com um cuidado
ainda
maior. Permaneça continuamente com Ele em seu
coração. Ele será sua força;
mantenha com as pessoas apenas o contato necessário. Você
é morada agradável de
Deus vivo, em que Ele permanece constantemente com amor e
predileção. A viva
presença divina que você sente, de maneira real e
distinta, confirmará, minha
filha, o que lhe disse. Procure agir assim até o dia de Natal e,
em seguida,
Ele mesmo a fará conhecer de que modo deve agir e unir-se a Ele!”
Ir.
Emmanuel
Segredo
de casamento
“Casamo-nos em 1960 e temos 6 filhos. No início, moramos
no exterior, longe de nossas raízes familiares e de nosso
país, a Espanha. Durante
esses oito anos, era indispensável podermos contar um com o
outro. Quando ainda
estávamos noivos, a mãe de minha mulher revelou-me, mais
de uma vez, o segredo
de seu casamento: “Não se ponha o sol sobre o vosso
ressentimento!”
Trata-se de uma palavra de S. Paulo na carta aos Efésios (4,
26). Então
aplicamo-nos em pôr isso em prática, sobretudo quando a
situação era difícil.
Sabemos, por experiência, que a atitude interior, com que
adormecemos à noite,
“amadurece” durante o sono de tal maneira, que, uma coisa de
mínima
importância, pode, no dia seguinte, tornar-se uma verdadeira
montanha. Era esta
a nossa regra: Rezar juntos todas as noites, até que a
reconciliação fosse
efetiva entre nós, se nos tínhamos ofendido. Viver a
palavra de Deus construiu-nos
dia a dia e protegeu-nos de andar sem rumo.”
Pedro(Irmã Emanuel)
A Cruz gera
liberdade
«Levar a Cruz atrás de Jesus» significa estar
disposto a
qualquer sacrifício por amor a Ele. Significa não
pôr nada nem ninguém à frente
dEle, nem as pessoas mais queridas, nem a própria vida. Aderir a
Cristo é uma
escolha exigente. Não é por acaso que Jesus fala de
«Cruz». Ele diz «atrás de
Mim». Esta é a grande Palavra: não estamos sozinhos
carregando a cruz. Ele caminha
diante de nós abrindo-nos o caminho com a Luz de Seu exemplo e
com a força de
Seu Amor.
O acolhimento da Cruz com amor gera liberdade. Aceitou-a
o Apóstolo S. Paulo, «idoso e agora também
prisioneiro por Jesus Cristo»
como ele se define na carta a Filémon, mas, interiormente, plenamente
livre:
seu coração livre, porque está habitado pelo Amor
de Cristo. Por isso, desde o
escuro da prisão onde sofre por seu Senhor, ele pode falar de
liberdade a um amigo
que está fora do cárcere. A lição que brota
de toda a vivência é clara: não há
amor maior do que o da cruz; não há liberdade mais
verdadeira que a do amor;
não há fraternidade mais plena do que a que nasce da Cruz
de Jesus.”
João Paulo II
Por que Mediugórie
Para ouvir e compreender a Rainha da
Paz que nos fala em Mediugórie, para ir lá, no meio de
montes de um País pobre
e martirizado pela guerra e divisões étnicas, é
necessário ser convidado.
Sou simples, fraco na fé, mas sinto-me
chamado, porque a Bem-Aventurada Virgem Maria vê minha fraqueza.
Isto ajuda-me
a não dar ares de um privilegiado e afasta-me da
tentação de julgar os outros,
como se eles não fossem chamados... Todos somos chamados pelo
Senhor e pela
Santíssima Virgem, mesmo permanecendo o mistério: «muitos
são os chamados,
e poucos os escolhidos» (Mt.
22,14).
Outra luz vem de uma mensagem que li
recentemente; a de 25 de agosto de 1991: «Queridos filhos,
desejo salvar
todas as almas e oferecê-las a Deus. Por isso, rezemos para que
se realize
completamente tudo que iniciei. Obrigada por terem correspondido a Meu
apelo». Estas palavras
são iluminadoras,
porque afugentam em mim as dúvidas. As mensagens que a Rainha da
Paz dá em
Mediugórie são um refúgio, uma segurança e
uma garantia de salvação, são
um pensamento de salvação da
própria
alma angustiada por qualquer sentimento de culpa ou
de terror por tudo o que acontece à volta. Nossa Senhora fala
de «todas as almas» e abre-nos um horizonte espiritual que
vence todos os medos
e impele a abraçar todo o mundo.
Agora, interroguemo-nos também: mas «salvar
as almas e apresentá-las a Deus» não é a
razão única e essencial pela qual
Ele mesmo enviou Seu Filho ao mundo? E não foi «por
nós homens e para a
nossa salvação» que Jesus «desceu do
céu» que «padeceu sob Pôncio
Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à
mansão dos mortos e
ressuscitou ao terceiro dia»? Este é o
«Creio», estamos no centro da nossa
fé. E não é para salvar almas que há um
Papa, Bispos, Sacerdotes, igrejas, oratórios,
Sacramentos, paróquias, planos pastorais,
etc. etc.? E não é a missão de todos,
pastores
e leigos «salvar almas», evangelizar e testemunhar a
fé com as obras?
Nossa Senhora, Estrela da Nova Evangelização, sabe e, por
isso, está no meio da obra. Agora
compreende-se o motivo de tantas solicitações Suas, de
tantas exortações
maternas de Sua parte. Ela interessa-se verdadeiramente pelos
corações, pelas
almas de todos nós. A
Santíssima Virgem
Maria quer salvar a todos, porque ama a todos com o
coração de Deus e, por
isso, pede nossas orações
unidas às
Suas. Nossa Senhora repetiu muitas vezes: «Rezem...» mas
neste caso
disse assim: «rezemos a fim de que tudo o que comecei
seja realizado
completamente».
Aqui tocamos um outro mistério: Quando se realizará isto
completamente? É a mesma pergunta que Jesus deixou sem resposta:
quando virá o
Reino de Deus? Ninguém o sabe, só o Pai. Até
aquele momento o bem e o mal
estarão misturados, no mundo, na Igreja, em nossas comunidades e
em nós mesmos.
Deus continuará a semear o grão bom e o inimigo, o diabo,
espalhará a cizânia.
Por isso, não nos escandalizemos pela
recusa de muitos frente à Verdade, mas continuemos esperando que
Deus, também através
das Mensagens e das orações da Virgem, se preocupe com
a salvação de todos, bons e
maus, até os que parecem não ter limites na
prática do mal, os que gostaríamos
de ver mortos e malditos.
Como se pode
ver, estamos no coração da missão da Igreja,
da pastoral e agora como se faz para dizer: «não me
interessa»? Sabemos bem que
o Papa e os Bispos não podem ainda exercer sua autoridade e seu
Magistério sobre
os acontecimentos em Mediugórie, mas para todos os outros, que
são livres de
acreditar e de ir, que sentido tem tanta superficialidade, tanto
medo...?
O projeto de Deus para todo o mundo é maravilhoso e
realizar-se-á completamente: Nossa Senhora está
encarregada de sua realização.
Deste projeto virão céus novos e tempos novos.
É um projeto que requer
toda a nossa atenção e toda a nossa
colaboração.
Se Nossa Senhora está assim tanto no
coração deste programa, significa que Sua
presença e importância são vitais. Não
está em causa algo de momentâneo, mas a
salvação
eterna ou a eterna perdição para muitos irmãos
nossos e para nós mesmos.
Então, não
é inútil
escutar e viver as mensagens que vêm de Mediugórie, ou
melhor, é preciso dizer
como Maria Santíssima, com todo o coração e com
toda a gratidão: «Obrigado porque
me chamaste»!
Isto
compreendeu um santo médico, minado por uma doença
incurável, que um mês antes de morrer acompanhei a
Mediugórie. Ele tinha todas
as razões para não se deslocar a Mediugórie, mas
quis cumprir este último gesto
convicto de que: «Se Nossa Senhora se preocupa, vindo do
Céu até nós, e por tão
longo tempo, deve ter motivos sérios:
talvez veja a nossa humanidade em grande perigo e, então,
é justo que alguém A
espere e A escute».
Pe. Nicolino Mori
Caminho da
salvação
Pe.
Tomislav Vlasic
Quando o povo hebreu partiu do Egito, não conhecia o
caminho que o conduzia à Terra Prometida. Deus era seu caminho.
Aquele povo
devia abrir-se somente a Ele para seguir o caminho que, diariamente, o
Senhor
lhe indicava.
Também nós estamos no caminho que
conduz a «novos céus e nova terra». E
também nos é exigido
desconhecer os caminhos, as estradas e
os atalhos. Exceto um que é a única
Via
que conduz ao Pai: Jesus Cristo. Ele é o Pastor que nos guia e,
com Ele, o
Santo Espírito, companheiro de viagem e força para a
caminhada. Mas, tal como o
povo no deserto, no tempo de Moisés, também hoje a
humanidade se revolta, perde
o ânimo, nega sua fé e duvida das promessas de Deus.
É um mundo mau? É um mundo ingrato? Não! É
apenas um
mundo sem o Amor de Deus. Quando uma alma não é
alimentada com o Amor de Deus,
nascem todos os mecanismos de rebelião, de divisão, de
hostilidade. E então, o
homem bloqueia-se porque sente-se paralisado e não consegue sair
do turbilhão
da negatividade que o envolve.
Como respondemos a esta situação? Analisando, agredindo,
acusando, punindo... e assim fechamos a estrada aos outros e a
nós próprios,
criando somente frentes de guerra.
A chave que reabre o caminho é só
uma: levar o Amor de Deus às almas. Mesmo quando estas o
recusam, devemos
continuar a amá-las, devemos permanecer no Amor e fazer crescer
este Amor
dentro de nós.
O Amor de Deus em nós dar-nos-á vista
e nós veremos o que vai na alma de quem O recusa e naquele
momento saberemos o
que fazer. O Amor de Deus dar-nos-á audição e
saberemos escutar as razões para
lá dos silêncios. O Amor de Deus dar-nos-á um
coração novo que sabe amar os
outros, além das suas recusas e fechamentos. Deste modo, veremos
crescer em nós
a paciência, a humildade, a bondade. É
aqui que a estrada se abre dentro de
nós: uma estrada onde as almas poderão caminhar para irem
ao encontro do Amor.
Quem é de boa vontade, antes ou depois, O acolherá, e se
nós tivermos a coragem
de descer até ao fundo de suas misérias, seremos canais
de graça que curará
todas as suas feridas.
Saulo, antes de ser Paulo, era um
rebelde, perseguia
Jesus e os Apóstolos. Mas mudou de vida, porque Deus o amava a
tal ponto de
verter o próprio sangue, abrindo seu coração. Eis
a chave que abre o caminho da
salvação.
Assim será nos novos céus e na nova terra! Será a
vida no Amor, será a liberdade da alma, será o homem
novo, o homem
transformado, a criatura nova. Mas para conseguirmos isso, devemos
abrir o
caminho à humanidade. E fazemos isso quando, frente a qualquer
acontecimento,
formos resposta de Amor apenas.
As aparições nos ajudam
Que pensar das Aparições em Mediugórie?
A pergunta foi dirigida ao Pe. Stefano de Fiores, um entre muitos
notáveis e
autorizados mariólogos italianos:
«De modo breve, posso dizer que,
geralmente, quando se seguem aparições já
pronunciadas pela Igreja, percorre-se
certamente um caminho seguro. Depois de um discernimento, são,
freqüentemente,
os próprios Papas que dão o exemplo de
devoção, como aconteceu com Paulo VI,
peregrino de Fátima em 1967 e, sobretudo, João Paulo II
que se dirigiu em
peregrinação aos principais santuários marianos do
mundo.
Uma vez aceitas pela Igreja, nós as
acolhemos como um sinal de Deus em nosso
tempo. Porém, devem estar
sempre dirigidas ao Evangelho de Jesus, que é a
Revelação fundamental e
normativa para todas as manifestações. As
aparições, de qualquer modo,
ajudam-nos. Ajudam não tanto a iluminar o passado, mas sobretudo
a preparar a
Igreja para os tempos futuros, a fim de que o futuro não a
encontre sem
preparação.
Devemos estar mais
conscientes das dificuldades da Igreja no caminho
do tempo e sempre envolvida na luta entre o bem e o mal. Ela não
pode ser
deixada sem ajuda, para seguirmos adiante, porque os filhos das trevas
progridem,
afinando suas astúcias e estratégias até à
vinda do Anti-Cristo. Como previu S.
Luís Maria de Monfort, elevando um grito a Deus em
oração ardente. Nos últimos
tempos virá, como um novo Pentecostes, uma efusão
abundante do Espírito Santo
sobre sacerdotes e leigos, que produzirá dois efeitos: uma mais
elevada
santidade inspirada na Santa Montanha, que é Maria, e um zelo
apostólico que
levará a evangelização ao mundo. Para isto,
apontam para as Aparições da Santíssima
Virgem nos tempos recentes: a fim de provocar a conversão a
Cristo mediante a
Consagração ao Coração Imaculado de Maria.
Podemos, portanto, ver as aparições
como um sinal profético que vêm do alto para preparar-nos
para o futuro.
Contudo, antes que a Igreja se pronuncie, o que devemos fazer? Que
pensar das
milhares de aparições em Mediugórie? Penso que a
passividade deve ser sempre
condenada. O desinteresse, o nada fazer em relação
às aparições, não é bom.
Paulo convida os cristãos a discernirem, a reter aquilo que
é bom e a repelir o
que é mau.
As pessoas devem fazer avaliar
segundo a experiência feita no lugar ou no
contato com os videntes. Certo que ninguém pode negar que em
Mediugórie se faz
uma profunda experiência de oração, de pobreza, de
simplicidade e que muitos
cristãos, afastados
ou distraídos, sentiram um apelo à conversão e
à autêntica vida cristã. Para
muitos, Mediugórie representa uma
pré-evangelização e um modo de reencontrar o
caminho certo. Quando se trata de experiências, estas não
podem
ser negadas».
A redação
Lágrimas de sangue
A pouco mais de dois meses do 10º aniversário
da lacrimação da pequena imagem branca, Dom Girolamo
Grillo, irrompe sobre o
acontecimento para recordar o evento
através de um belo calendário distribuído na
Igreja de Pantano.
A foto que domina a capa é a preferida
pelo Prelado, isto é, a da terceira lacrimação. As
fotos da primeira e da segunda
foram apreendidas pela magistratura - recorda o Bispo - esta é,
segundo me parece,
a mais bela porque se vê o finíssimo traço de
sangue derramado pelos olhos de
Nossa Senhora». A imagenzinha que chorou
é Maria, Rainha da Paz. Os peregrinos
que continuam chegando de todas as partes do mundo encontram diante
dela um
grande sentimento de paz - continua o Bispo - e muitas são as
conversões e os
testemunhos de graças recebidas.
Hoje, passados 10 anos, posso dizer
que Ela está fazendo tudo o que pode. No mundo quase todos a
conhecem agora. Os
estudiosos dizem que se o fato das lacrimações vier a ser
reconhecido verdadeiro
é um grande acontecimento, superior ao de Fátima e ao de
Lourdes. Dom Grillo
mostra-se crítico nos confrontos com a Magistratura de
Civitavécchia, que,
segundo ele, cometeu muitos erros. Primeiro, entre outros, o de ter
apreendido
todo o material e tê-lo destruído. Quando Dr. Natalini,
médico da casa Gregori,
falou-me dos fatos que estavam acontecendo no jardim da casa daquela
família,
fiquei cético e suspeitoso; e assim permaneci até que Ela
chorou em minhas
mãos. Aquele momento marcou toda a minha vida, senti-me mal e
pasmado. Desde
então, tudo em minha vida mudou. Depois deste acontecimento,
também do Vaticano
disseram-me para não dar a pequena imagem à Magistratura.
No dia 16 de outubro de 2000, saiu
uma sentença que não exclui inteiramente a
sobrenaturalidade do evento e,
quanto às lacrimações, foram observadas por outras
pessoas, sendo que boa parte
delas não se conhecia antes. Entre elas podemos destacar o
Comandante
Municipal, agentes da Polícia Penitenciária e da
Polícia do Estado. O possível
juízo, porém, sobre a natureza miraculosa do
acontecimento espera apenas que a
Igreja se pronuncie, à qual compete o direito e dever de
explicar à própria
comunidade se se trata de milagre ou
não.
Nasceu para o
Céu
Frei Slavko faleceu no dia 24 de novembro de 2000,
às 15h30, no Monte
Krizevac, ao término da Via-Sacra. Na comemoração
do 4º aniversário de sua
morte, em Mediugórie, numerosos paroquianos e peregrinos subiram
o Krizevac
recitando a habitual Via Sacra e no preciso local onde
Frei Slavko faleceu, entre a 13ª e a 14ª
estação, recordaram
o momento de sua passagem para a vida eterna.
Dirigiram a Via-Sacra Frei Mario Knezovic e Frei Liubo
Kurtovic, acompanhados de numerosos sacerdotes locais e estrangeiros.
Ao longo
de todo o dia, paroquianos e peregrinos visitaram a sepultura de Frei
Slavko,
que se tornou mais um lugar de oração em
Mediugórie.
Frei Slavko dedicou toda sua vida à difusão da Mensagem
da paz e da reconciliação, da Santíssima Virgem
Maria. Era dotado de
excepcionais qualidades: conhecedor de muitas línguas,
facilidade de
comunicar-se, interesse e cuidados com as pessoas em dificuldades,
energia
inexaurível, generosidade, e, sobretudo, devoção,
humildade e amor. Rezava e
jejuava muito e amava a Santíssima Virgem com amor de
criança. O centro de sua
vida era chegar a Deus por meio de Maria, Rainha da Paz, com
oração e jejum.
Como
contribuir para o Eco
As
contribuições para o Eco de Mediugórie
podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em
nome de
Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a
favor de
Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser
depositadas nas
agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta
600.002-9, bem
como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN,
na mesma conta. Os
comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para
anotação no
cadastro.
Peregrinações
2005
Maio:
Fátima, Mediugórie
Julho:
Itália, Mediugórie
Setembro: T.Santa,
Mediugórie
Programa completo e preços estarão disponíveis a
partir da segunda quinzena de janeiro..
Participe
Manhã:
Santa Missa, diariamente, às 7h.
Tarde,
programa vespertino: Diariamente, das 18h às 20h30 - Santo
Rosário, Santa
Missa, Confissões.
Adoração ao SS.
Sacramento: nas 2ª.f, 5ª.f e sábados, durante o
programa vespertino
de orações.
Aos Domingos, Santa Missa também às 11h.
Endereço
da Comunidade: Quadra 168, lote 1/5, Bairro Jardim Céu
Azul, Valparaíso de Goiás (GO), a 25 km
do centro de Brasília.Telefone: 624-5511.