Mediugórie - Eco220
Dezembro-2004 / Janeiro-2005 - Epifania do Senhor


Mensagem da Rainha da Paz, de 25.NOV.2004:
    Queridos filhos! Neste tempo convido todos vocês a rezar por minhas intenções. De modo particular, filhinhos, rezem por aqueles que não conhecem o amor de Deus e não procuram Deus Salvador. Sejam vocês, filhinhos, minhas mãos  estendidas; com o exemplo de vocês, aproximem-nos de meu Coração e do Coração de meu Filho. Deus os recompensará com graças e toda bênção. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
 
  Mensagem da Rainha da Paz, de 25.DEZ.2004:
    Queridos filhos! Com grande alegria, também hoje, trago-lhes em meus braços meu Filho Jesus, que os abençoa e os convida à paz. Rezem, filhinhos, e sejam corajosas testemunhas da Boa Nova em todas as situações. Somente assim, Deus os abençoará e dar-lhes-á tudo quanto Lhe pedirem com fé. Eu estou com vocês enquanto o Altíssimo o permitir. Com grande amor intercedo por cada um de vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

 

Maria nos dá segurança

 

     Nossa Senhora está alegre porque vem a nós da Pátria celeste, da alegria, da glória, à qual devemos ainda chegar. Por isso, aparece e deseja que também nós cheguemos onde Ela está. Como é grande a alegria que possui em seu Coração, é imenso Seu desejo maternal de que cheguemos onde Ela se encontra. Como no primeiro dia das aparições, 24 de junho de 1981, também hoje traz nos braços seu Filho Jesus, Nosso Salvador. Em seus braços e em seu Coração carrega Deus, nô-Lo dá e a Ele nos conduz. Nossa Senhora deseja que também nós possamos escutar e acolher as palavras do Anjo aos pastores: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será grande alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo Senhor” (Lc 2, 10-11). Nasceu o Salvador do mundo para você e para mim, para cada pessoa. Deus nasceu para que todos aqueles que o receberem, aos que crerem no seu nome, se tornem filhos de Deus (Jo 1, 12).
    Jesus é uma pessoa única na história da humanidade, do gênero humano. Justamente pelo fato de ter vindo aqui, vivido aqui na terra, não podemos nos desesperar, qualquer que seja a cruz, a enfermidade e o sofrimento que recaiam sobre nós.
    “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo 3,16). Deus deu seu Filho Jesus para nos salvar, a você e a mim. Deus amou de tal forma ao homem, que também desejou fazer-se homem e assumir sua vida, suas dores e a própria morte para, finalmente, vencê-la.
    Nós celebramos o Natal, o aniversário de Jesus. É um dia de alegria e bênção para esta Terra, para toda a humanidade. A partir de sua vinda, já nada é igual na história da humanidade.
“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam na região tenebrosa resplandeceu uma luz” (Is 9,1). Também nós podemos sair de nossa escuridão, das enfermidades e do medo, porque Deus veio à nossa escuridão, a nossos pecados e enfermidades para destruir tudo isso em nós.
    O nascimento de Jesus não foi alegre, idílico. Nasceu num presépio entre animais, “porque não havia lugar para eles na hospedaria”(Lc 2,7). Estábulo é lugar onde vivem os animais. É um assunto que preferiríamos esconder de nós mesmos e das pessoas. Envergonhamo-nos porque é um lugar que não é limpo nem agradável. Ele também hoje deseja nascer no presépio de nosso coração, naquele que não está totalmente perfumado nem arrumado. Jesus, porém, deseja vir a nosso coração para iluminar tudo com sua bênção, com Ele mesmo.
    É esse Deus que Nossa Senhora hoje deseja também trazer-nos e dar-nos... Também nós podemos unir-nos a Jesus, porque Ele está em nós...
    Assim poderemos nos converter em testemunhas valorosas da presença e da onipotência de Deus nesta terra, nas situações e circunstâncias em que vivemos.
    A Mãe está conosco e com Ela nos sentimos seguros. Estamos sob sua proteção e intercessão. Façamos tudo quanto esteja a nosso alcance para estar dia após dia mais próximos dos Corações de Jesus e Maria. Permitamos a Ela que nos tome pela mão e nos conduza à paz que Deus oferece.
Frei Liubo Kurtovic, Mediugórie, 26.12.2004

 

Notícias & Testemunhos

 

Aparição anual a Iákov

    Na última aparição diária, no dia 12 de setembro de 1998, Nossa Senhora comunicou ao vidente Iákov que, a partir daquele dia, ele passaria a ter as aparições no dia 25 de dezembro de cada ano, e não mais diariamente. Também este ano Nossa Senhora veio com o Menino Jesus nos braços. A Aparição teve início às 14h30 e durou  7 minutos.
    A Rainha da Paz deixou a seguinte mensagem:
    Queridos filhos! Hoje, neste dia de graça, com o Menino Jesus nos braços, convido-os, de modo particular, a abrirem seus corações e a começarem a rezar. Filhinhos, rezem a Jesus, a fim de que Ele nasça no coração de cada um de vocês e reine na vida de cada um de vocês. Rezem para que tenham a graça de poder reconhecê-Lo sempre e em cada pessoa. Filhinhos, peçam a Jesus o amor, porque só com o amor de Deus podem amar a Deus e a todas as pessoas. Levo-os todos em Meu Coração e dou-lhes Minha bênção materna.

 

Eu preciso de vocês!

    No dia 2 de dezembro, Miriana teve sua aparição mensal no galpão verde do Cenáculo, em Mediugórie. Depois da aparição, para surpresa de todos, Miriana escreveu a mensagem recebida e pediu que fosse traduzida, de imediato, diante das pessoas presentes. É de notar que, habitualmente, Miriana não comunica     mensagens depois das aparições do dia 2. Esta é a mensagem:
    «Eu preciso de vocês! Chamo-os, busco a ajuda de vocês! Reconciliem-se uns com os outros, com Deus e com o próximo. Convertam os que não crêem. Enxuguem as lágrimos do meu rosto!»
    Recordemos que, no dia 2 de cada mês, Nossa Senhora vem rezar com Miriana e com todos os que quiserem juntar-se a elas (só Miriana A vê!), para interceder pelos que não crêem.

 

Vicka tem o segundo filho

    Vicka e Mário Miatovic, seu esposo, acolheram, maravilhados, seu segundo filho, no dia 18 de outubro de 2004, o pequeno Anton. É raro uma família croata não ter um Antônio, porque Santo Antônio de Pádua (de Lisboa), grande amigo de S. Francisco, é o santo mais venerado nesta região evangelizada pelos franciscanos. Além disso, durante os séculos de perseguição, Santo Antônio multiplicou os milagres para os que o pediam... Os agraciados, portanto, não o esquecem!

 

Não morre. Nasce para o Céu

No mês de novembro, intensificamos a intercessão pelos falecidos, porque, como nos disse Nossa Senhora por meio de Suas mensagens: “muitas almas ficam longo tempo no Purgatório por não terem quem peça por elas”. Mas este mês é também aquele em que contemplamos, maravilhados, as realidades que nos esperam “depois desta vida”. De Frei Slavko, Nossa Senhora não disse: “ele morreu”, mas: “ele nasceu para o céu”. É uma mentalidade completamente diferente!

 

Ela não merecia isso!
 
O percurso de Patrícia C. é surpreendente. Jovem de muitas qualidades, sensível, mãe de quatro belas crianças, tinha organizado bem sua vida sem Deus, ou melhor, com Deus num bom último lugar, visto que Lhe dava direito a apenas uma hora por semana, aos Domingos. Agora as pessoas próximas já não a reconhecem!
«Quando Deus visita nossos corações, nunca é para punir, mas para torná-los felizes. Em meio às dores, abraça-nos. Ele transforma, de tal forma todas as coisas, que até uma história de morte se transforma em história de amor.
Perdi minha mãe há 10 meses, no dia 2 de fevereiro, depois de passar 5 meses de vida vegetativa, porque seu cérebro estava quase totalmente morto. Pois é – eu nunca tinha pensado que fosse possível! Meu coração encheu-se de alegria por causa destes últimos meses com ela, humanamente falando, os piores, mas tão ricos de bênçãos e de amor, completamente cheios de Deus.
Nosso Deus é infinitamente mais perspicaz do que nós! Ele sabe do que necessitamos quando nós ainda nem sequer sentimos falta de algo.
Quando minha mãe sofreu um ataque cardíaco, que a deixou suspensa, entre a vida e a morte, entre a terra e o céu, inerte e tão longínqua, prisioneira de um corpo que recusava partir com o cérebro... pusemo-nos a rezar. Suplicamos a Deus que a levasse, que não a deixasse sobreviver nesse estado. Nessa altura, pensávamos que essa não era uma vida digna de nossa mãe, tão ativa e tão maravilhosa. Ela não merecia isso!
No momento eu ainda não sabia... eu ainda não podia saber!
Não sabia que num profundo silêncio se podia ensinar, que de um leito de doente, completamente inerte, se podia amar. Não sabia que, à custa de sua vida, minha mãe ressuscitar-nos-ia. Pensava que éramos nós que tomávamos conta dela... que grande erro! Era ela que continuava a tomar conta de nós e a guiar-nos para nossa origem: o coração de Deus. Querendo fazer-lhe bem, fomos levados para onde ansiávamos ir.
Jamais pensara participar todos os dias da Santa Missa e rezar o Rosário. Comecei a fazê-lo unicamente por ela. Via isso como um meio de lhe agradar, apesar de ela não poder ouvir-me. Oh, como estava longe de pensar que, durante essas Missas, eu iria encontrar meu amor, minha morada e que o Rosário se tornaria minha consolação e minha alegria! Jamais suspeitara que nessas pequenas contas estava contida toda a vida: abençoado cordão estendido entre o céu e a terra!
Antes de perceber isso, reunia-me com minha família e meus amigos, todos os dias, à volta de seu leito, para rezar; e, de repente, esta oração por ela tornou-se oração por nós... Quem teria pensado que a verdadeira doente não era a que jazia no leito!
E, pouco a pouco, de oração em oração, como uma brisa silenciosa, Deus ia tomando conta de mim. Tocou meu coração e mudou minha vida. No dia em que minha mãe partiu, ela já nos tinha colocado no abraço salutar de Deus. Ela tinha ficado apenas o tempo suficiente para assegurar o nosso bom destino. Querida mamãe! É tão tua esta forma de agir! Tu venceste! Tu te tornaste para nós uma hóstia; porque num corpo tão debilitado e reduzido a nada, como num pedacinho insignificante de pão, Deus estava lá. Tu te tornaste o Seu sacrário; e nesta oferta de ti mesma realizou-se o milagre.
Nunca esqueçamos: o que parece um fim é, na realidade, um novo começo. Coloquemos sempre Deus no centro de nossa história, e então nossas vidas serão repletas de começos, e até a história de uma morte se converterá em história de amor.»
 
Se vissem Nossa Senhora
 
Durante uma homilia em Mediugórie, um padre lembrou algumas palavras significativas do vidente Ivan, quando esteve em Dublin (Maria Pavlovic, Vicka e Ivan ainda vêem Nossa Senhora todos os dias): “Se vocês vissem Nossa Senhora, ainda que por apenas um segundo, o mundo perderia imediatamente toda a atração para vocês. Eu rezo muito para poder suportar o fato de continuar na terra”.
 Alguém lhe perguntou:
P.: Ivan, que diria à Virgem se te propusesse levar-te com Ela durante uma aparição?
Sem hesitar, nem sequer um quarto de segundo, Ivan respondeu:
R.: Partiria imediatamente com Ela!

 

Não saia de seu interior
 
    No dia 29 de novembro de 1936, Nossa Senhora apareceu a Ir. Faustina, em seu convento na Polônia, e ensinou-lhe o que Ela própria tinha vivido há 2.000 anos... ouro para nós! Disse irmã Faustina:
    “A Mãe de Deus ensinou-me como me preparar para a festa do Natal. Vi-A hoje sem o Menino Jesus e Ela me disse: “Minha filha, esforce-se para ser mansa e humilde, para que Jesus, que habita constantemente em seu coração, possa repousar. Adore-O em seu coração, não saia de seu interior. Obterei para você, minha filha, a graça de uma vida interior tal que, permanecendo em seu interior, possa cumprir no exterior todos seus deveres, com um cuidado ainda maior. Permaneça continuamente com Ele em seu coração. Ele será sua força; mantenha com as pessoas apenas o contato necessário. Você é morada agradável de Deus vivo, em que Ele permanece constantemente com amor e predileção. A viva presença divina que você sente, de maneira real e distinta, confirmará, minha filha, o que lhe disse. Procure agir assim até o dia de Natal e, em seguida, Ele mesmo a fará conhecer de que modo deve agir e unir-se a Ele!”
                                      Ir. Emmanuel
 
Segredo de casamento
 
    “Casamo-nos em 1960 e temos 6 filhos. No início, moramos no exterior, longe de nossas raízes familiares e de nosso país, a Espanha. Durante esses oito anos, era indispensável podermos contar um com o outro. Quando ainda estávamos noivos, a mãe de minha mulher revelou-me, mais de uma vez, o segredo de seu casamento: “Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento!” Trata-se de uma palavra de S. Paulo na carta aos Efésios (4, 26). Então aplicamo-nos em pôr isso em prática, sobretudo quando a situação era difícil. Sabemos, por experiência, que a atitude interior, com que adormecemos à noite, “amadurece” durante o sono de tal maneira, que, uma coisa de mínima importância, pode, no dia seguinte, tornar-se uma verdadeira montanha. Era esta a nossa regra: Rezar juntos todas as noites, até que a reconciliação fosse efetiva entre nós, se nos tínhamos ofendido. Viver a palavra de Deus construiu-nos dia a dia e protegeu-nos de andar sem rumo.”
Pedro(Irmã Emanuel)
  
A Cruz gera liberdade
 
    «Levar a Cruz atrás de Jesus» significa estar disposto a qualquer sacrifício por amor a Ele. Significa não pôr nada nem ninguém à frente dEle, nem as pessoas mais queridas, nem a própria vida. Aderir a Cristo é uma escolha exigente. Não é por acaso que Jesus fala de «Cruz». Ele diz «atrás de Mim». Esta é a grande Palavra: não estamos sozinhos carregando a cruz. Ele caminha diante de nós abrindo-nos o caminho com a Luz de Seu exemplo e com a força de Seu Amor.
    O acolhimento da Cruz com amor gera liberdade. Aceitou-a o Apóstolo S. Paulo, «idoso e agora também prisioneiro por Jesus Cristo» como ele se define na carta a Filémon, mas, interiormente, plenamente livre: seu coração livre, porque está habitado pelo Amor de Cristo. Por isso, desde o escuro da prisão onde sofre por seu Senhor, ele pode falar de liberdade a um amigo que está fora do cárcere. A lição que brota de toda a vivência é clara: não há amor maior do que o da cruz; não há liberdade mais verdadeira que a do amor; não há fraternidade mais plena do que a que nasce da Cruz de Jesus.”
                                      João Paulo II 
 
Por que Mediugórie
 
    Para ouvir e compreender a Rainha da Paz que nos fala em Mediugórie, para ir lá, no meio de montes de um País pobre e martirizado pela guerra e divisões étnicas, é necessário ser convidado.
    Sou simples, fraco na fé, mas sinto-me chamado, porque a Bem-Aventurada Virgem Maria vê minha fraqueza. Isto ajuda-me a não dar ares de um privilegiado e afasta-me da tentação de julgar os outros, como se eles não fossem chamados... Todos somos chamados pelo Senhor e pela Santíssima Virgem, mesmo permanecendo o mistério: «muitos são os chamados, e  poucos os escolhidos» (Mt. 22,14).
    Outra luz vem de uma mensagem que li recentemente; a de 25 de agosto de 1991: «Queridos filhos, desejo salvar todas as almas e oferecê-las a Deus. Por isso, rezemos para que se realize completamente tudo que iniciei. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo».  Estas palavras são iluminadoras, porque afugentam em mim as dúvidas. As mensagens que a Rainha da Paz dá em Mediugórie são um refúgio, uma segurança e uma garantia de salvação, são um  pensamento de salvação da própria alma angustiada por qualquer sentimento de culpa  ou de terror por tudo o que acontece à volta. Nossa Senhora fala de «todas as almas» e abre-nos um horizonte espiritual que vence todos os medos e impele a abraçar todo o mundo.
    Agora, interroguemo-nos também: mas «salvar as almas e apresentá-las a Deus» não é a razão única e essencial pela qual Ele mesmo enviou Seu Filho ao mundo? E não foi «por nós homens e para a nossa salvação» que Jesus «desceu do céu» que «padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia»? Este é o «Creio», estamos no centro da nossa fé. E não é para salvar almas que há um Papa, Bispos, Sacerdotes, igrejas, oratórios,     Sacramentos, paróquias, planos pastorais, etc. etc.? E não é a missão de todos, pastores e leigos «salvar almas», evangelizar e testemunhar a fé com as obras?
    Nossa Senhora, Estrela da Nova Evangelização, sabe e, por isso, está  no meio da obra. Agora compreende-se o motivo de tantas solicitações Suas, de tantas exortações maternas de Sua parte. Ela interessa-se verdadeiramente pelos corações, pelas almas de todos nós.  A Santíssima Virgem Maria quer salvar a todos, porque ama a todos com o coração de Deus e, por isso, pede  nossas orações unidas às Suas. Nossa Senhora repetiu muitas vezes: «Rezem...» mas neste caso disse assim: «rezemos a fim de que tudo o que comecei seja realizado completamente».
    Aqui tocamos um outro mistério: Quando se realizará isto completamente? É a mesma pergunta que Jesus deixou sem resposta: quando virá o Reino de Deus? Ninguém o sabe, só o Pai. Até aquele momento o bem e o mal estarão misturados, no mundo, na Igreja, em nossas comunidades e em nós mesmos. Deus continuará a semear o grão bom e o inimigo, o diabo, espalhará a cizânia.
    Por isso, não nos escandalizemos pela recusa de muitos frente à Verdade, mas continuemos esperando que Deus, também através das Mensagens e das orações da Virgem, se preocupe com a salvação de todos, bons e maus, até os que parecem não ter limites na prática do mal, os que gostaríamos de ver mortos e malditos.
Como se pode ver, estamos no coração da missão da Igreja, da pastoral e agora como se faz para dizer: «não me interessa»? Sabemos bem que o Papa e os Bispos não podem ainda exercer sua autoridade e seu Magistério sobre os acontecimentos em Mediugórie, mas para todos os outros, que são livres de acreditar e de ir, que sentido tem tanta superficialidade, tanto medo...?
    O projeto de Deus para todo o mundo é maravilhoso e realizar-se-á completamente: Nossa Senhora está encarregada de sua realização. Deste projeto virão céus novos e tempos novos. É um projeto que requer toda a nossa atenção e toda a nossa colaboração.
    Se Nossa Senhora está assim tanto  no coração deste programa, significa que Sua presença e importância são vitais. Não está em causa algo de momentâneo, mas a salvação eterna ou a eterna perdição para muitos irmãos nossos e para nós mesmos.
    Então, não é inútil escutar e viver as mensagens que vêm de Mediugórie, ou melhor, é preciso dizer como Maria Santíssima, com todo o coração e com toda a gratidão: «Obrigado porque me chamaste»!
Isto compreendeu um santo médico, minado por uma doença incurável, que um mês antes de morrer acompanhei a Mediugórie. Ele tinha todas as razões para não se deslocar a Mediugórie, mas quis cumprir este último gesto convicto de que: «Se Nossa Senhora se preocupa, vindo do Céu até nós, e por tão longo tempo, deve ter motivos  sérios: talvez veja a nossa humanidade em grande perigo e, então, é justo que alguém A espere e A escute».
             Pe. Nicolino Mori
 
Caminho da salvação
                     Pe. Tomislav Vlasic

    Quando o povo hebreu partiu do Egito, não conhecia o caminho que o conduzia à Terra Prometida. Deus era seu caminho. Aquele povo devia abrir-se somente a Ele para seguir o caminho que, diariamente, o Senhor lhe indicava.
    Também nós estamos no caminho que conduz a «novos céus e nova terra». E também nos é exigido desconhecer  os caminhos, as estradas e os atalhos. Exceto um que é a  única Via que conduz ao Pai: Jesus Cristo. Ele é o Pastor que nos guia e, com Ele, o Santo Espírito, companheiro de viagem e força para a caminhada. Mas, tal como o povo no deserto, no tempo de Moisés, também hoje a humanidade se revolta, perde o ânimo, nega sua fé e duvida das promessas de Deus.
    É um mundo mau? É um mundo ingrato? Não! É apenas um mundo sem o Amor de Deus. Quando uma alma não é alimentada com o Amor de Deus, nascem todos os mecanismos de rebelião, de divisão, de hostilidade. E então, o homem bloqueia-se porque sente-se paralisado e não consegue sair do turbilhão da negatividade que o envolve.
    Como respondemos a esta situação? Analisando, agredindo, acusando, punindo... e assim fechamos a estrada aos outros e a nós próprios, criando somente frentes de guerra.
    A chave que reabre o caminho é só uma: levar o Amor de Deus às almas. Mesmo quando estas o recusam, devemos continuar a amá-las, devemos permanecer no Amor e fazer crescer este Amor dentro de  nós.
    O Amor de Deus em nós dar-nos-á vista e nós veremos o que vai na alma de quem O recusa e naquele momento saberemos o que fazer. O Amor de Deus dar-nos-á audição e saberemos escutar as razões para lá dos silêncios. O Amor de Deus dar-nos-á um coração novo que sabe amar os outros, além das suas recusas e fechamentos. Deste modo, veremos crescer em nós a paciência, a humildade, a bondade.     É aqui que a estrada se abre dentro de nós: uma estrada onde as almas poderão caminhar para irem ao encontro do Amor. Quem é de boa vontade, antes ou depois, O acolherá, e se nós tivermos a coragem de descer até ao fundo de suas misérias, seremos canais de graça que curará todas as suas feridas.
    Saulo, antes de ser Paulo, era um rebelde, perseguia Jesus e os Apóstolos. Mas mudou de vida, porque Deus o amava a tal ponto de verter o próprio sangue, abrindo seu coração. Eis a chave que abre o caminho da salvação.
    Assim será nos novos céus e na nova terra! Será a vida no Amor, será a liberdade da alma, será o homem novo, o homem transformado, a criatura nova. Mas para conseguirmos isso, devemos abrir o caminho à humanidade. E fazemos isso quando, frente a qualquer acontecimento, formos resposta de Amor apenas.           
  
As aparições nos ajudam
 
    Que pensar das Aparições em Mediugórie? A pergunta foi dirigida ao Pe. Stefano de Fiores, um entre muitos notáveis e autorizados mariólogos italianos:
    «De modo breve, posso dizer que, geralmente, quando se seguem aparições já pronunciadas pela Igreja, percorre-se certamente um caminho seguro. Depois de um discernimento, são, freqüentemente, os próprios Papas que dão o exemplo de devoção, como aconteceu com Paulo VI, peregrino de Fátima em 1967 e, sobretudo, João Paulo II que se dirigiu em peregrinação aos principais santuários marianos do mundo.
    Uma vez aceitas pela Igreja, nós as acolhemos como um sinal de Deus em nosso tempo. Porém, devem estar sempre dirigidas ao Evangelho de Jesus, que é a Revelação fundamental e normativa para todas as manifestações. As aparições, de qualquer modo, ajudam-nos. Ajudam não tanto a iluminar o passado, mas sobretudo a preparar a Igreja para os tempos futuros, a fim de que o futuro não a encontre sem preparação.
     Devemos estar mais conscientes das dificuldades da Igreja no caminho do tempo e sempre envolvida na luta entre o bem e o mal. Ela não pode ser deixada sem ajuda, para seguirmos adiante, porque os filhos das trevas progridem, afinando suas astúcias e estratégias até à vinda do Anti-Cristo. Como previu S. Luís Maria de Monfort, elevando um grito a Deus em oração ardente. Nos últimos tempos virá, como um novo Pentecostes, uma efusão abundante do Espírito Santo sobre sacerdotes e leigos, que produzirá dois efeitos: uma mais elevada santidade inspirada na Santa Montanha, que é Maria, e um zelo apostólico que levará a evangelização ao mundo. Para isto, apontam para as Aparições da Santíssima Virgem nos tempos recentes: a fim de provocar a conversão a Cristo mediante a Consagração ao Coração Imaculado de Maria. Podemos, portanto, ver as aparições como um sinal profético que vêm do alto para preparar-nos para o futuro. Contudo, antes que a Igreja se pronuncie, o que devemos fazer? Que pensar das milhares de aparições em Mediugórie? Penso que a passividade deve ser sempre condenada. O desinteresse, o nada fazer em relação às aparições, não é bom. Paulo convida os cristãos a discernirem, a reter aquilo que é bom e a repelir o que é mau.
    As pessoas devem fazer avaliar segundo a experiência feita no lugar ou no contato com os videntes. Certo que ninguém pode negar que em Mediugórie se faz uma profunda experiência de oração, de pobreza, de simplicidade e que muitos cristãos, afastados ou distraídos, sentiram um apelo à conversão e à autêntica vida cristã. Para muitos, Mediugórie representa uma pré-evangelização e um modo de reencontrar o caminho certo. Quando se trata de experiências, estas não podem ser negadas».                            
A redação
                                                                          
Lágrimas de sangue
 
    A pouco mais de dois meses do 10º aniversário da lacrimação da pequena imagem branca, Dom Girolamo Grillo, irrompe sobre o acontecimento  para recordar o evento através de um belo calendário distribuído na Igreja de Pantano.
    A foto que domina a capa é a preferida pelo Prelado, isto é, a da terceira lacrimação. As fotos da primeira e da segunda foram apreendidas pela magistratura - recorda o Bispo - esta é, segundo me parece, a mais bela porque se vê o finíssimo traço de sangue derramado pelos olhos de Nossa Senhora».     A imagenzinha que chorou é Maria, Rainha da Paz. Os peregrinos que continuam chegando de todas as partes do mundo encontram diante dela um grande sentimento de paz - continua o Bispo - e muitas são as conversões e os testemunhos de graças recebidas.
    Hoje, passados 10 anos, posso dizer que Ela está fazendo tudo o que pode. No mundo quase todos a conhecem agora. Os estudiosos dizem que se o fato das lacrimações vier a ser reconhecido verdadeiro é um grande acontecimento, superior ao de Fátima e ao de Lourdes. Dom Grillo mostra-se crítico nos confrontos com a Magistratura de Civitavécchia, que, segundo ele, cometeu muitos erros. Primeiro, entre outros, o de ter apreendido todo o material e tê-lo destruído. Quando Dr. Natalini, médico da casa Gregori, falou-me dos fatos que estavam acontecendo no jardim da casa daquela família, fiquei cético e suspeitoso; e assim permaneci até que Ela chorou em minhas mãos. Aquele momento marcou toda a minha vida, senti-me mal e pasmado. Desde então, tudo em minha vida mudou. Depois deste acontecimento, também do Vaticano disseram-me para não dar a pequena imagem à Magistratura.
    No dia 16 de outubro de 2000, saiu uma sentença que não exclui inteiramente a sobrenaturalidade do evento e, quanto às lacrimações, foram observadas por outras pessoas, sendo que boa parte delas não se conhecia antes. Entre elas podemos destacar o Comandante Municipal, agentes da Polícia Penitenciária e da Polícia do Estado. O possível juízo, porém, sobre a natureza miraculosa do acontecimento espera apenas que a Igreja se pronuncie, à qual compete o direito e dever de explicar à própria comunidade se se trata de milagre ou não.
  
Nasceu para o Céu
 
    Frei Slavko faleceu no dia 24 de novembro de 2000, às 15h30, no Monte Krizevac, ao término da Via-Sacra. Na comemoração do 4º aniversário de sua morte, em Mediugórie, numerosos paroquianos e peregrinos subiram o Krizevac recitando a habitual Via Sacra e no preciso local  onde Frei Slavko faleceu, entre a 13ª e a 14ª estação, recordaram o momento de sua passagem para a vida eterna.
    Dirigiram a Via-Sacra Frei Mario Knezovic e Frei Liubo Kurtovic, acompanhados de numerosos sacerdotes locais e estrangeiros. Ao longo de todo o dia, paroquianos e peregrinos visitaram a sepultura de Frei Slavko, que se tornou mais um lugar de oração em Mediugórie.
    Frei Slavko dedicou toda sua vida à difusão da Mensagem da paz e da reconciliação, da Santíssima Virgem Maria. Era dotado de excepcionais qualidades: conhecedor de muitas línguas, facilidade de comunicar-se, interesse e cuidados com as pessoas em dificuldades, energia inexaurível, generosidade, e, sobretudo, devoção, humildade e amor. Rezava e jejuava muito e amava a Santíssima Virgem com amor de criança. O centro de sua vida era chegar a Deus por meio de Maria, Rainha da Paz, com oração e jejum.
 
Como contribuir para o Eco
 
    As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita­das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.
 
Peregrinações 2005
 
    Maio: Fátima, Mediugórie
    Julho: Itália, Mediugórie
    Setembro: T.Santa, Mediugórie
    Programa completo e preços estarão disponíveis a partir da segunda quinzena de janeiro..
 
 
Participe
 
    Manhã: Santa Missa, diariamente, às 7h.
    Tarde, programa vespertino: Diariamente, das 18h às 20h30 - Santo Rosário, Santa Missa, Confissões.
    Adoração ao SS. Sacramento: nas 2ª.f, 5ª.f e sábados, durante o programa vespertino de orações.
    Aos Domingos, Santa Missa também às 11h. 
    Endereço da Comunidade: Quadra 168, lote 1/5, Bairro Jardim Céu Azul, Valparaíso de Goiás (GO), a 25 km do centro de Brasília.Telefone: 624-5511.