Mediugórie - Eco221
Fevereiro/2005 - Abril/2005


Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.2005

    Queridos filhos! Neste tempo de graça, novamente os convido à oração. Rezem, filhinhos, pela unidade dos cristãos, a fim de que sejam todos um só coração. A unidade será realidade entre vocês na medida em que vocês rezarem e perdoarem. Não se esqueçam: o amor vencerá somente se rezarem e seus corações se abrirem. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

 

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.2005

    Queridos filhos! Hoje os convido a serem minhas mãos estendidas neste mundo que coloca Deus em último lugar. Vocês, filhinhos, coloquem Deus em primeiro lugar em suas vidas. Deus os abençoará e dar-lhes-á força para testemunhar o Deus de amor e de paz. Eu estou com vocês e intercedo por todos vocês. Filhinhos, não se esqueçam de que os amo com terno amor. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

 

Deus em primeiro lugar

 

    A Virgem Maria nos convida também hoje. Convida-nos a que sejamos suas mãos estendidas neste mundo. Ela nos estendeu e estende suas mãos e seu Coração. Deseja que A tomemos pela mão, que Lhe abramos o coração e escutemos Sua voz. Por isso, nosso olhar para seu Coração ajuda-nos a perseverar no caminho que devemos percorrer, o caminho que Deus destinou para nós. Nossa Senhora deseja, por meio de nossa vida e de nosso agir, estar presente em nossas famílias, em nossas relações interpessoais, em nossas conversas. Ela não espera que façamos obras magníficas. Nem Ela mesma realizou grandes projetos. Sua atividade consistia em realizar as tarefas domésticas simples e comuns. Realizava essas pequenas tarefas com amor extraordinário. A grandeza não está em fazer algo extraordinário, senão em fazer o cotidiano com um amor extraordinário.
    Maria oferecia ao Senhor, com amor, as pequenas obras diárias. Ela somente queria agradar ao Senhor em sua intimidade. Sua vontade não diminuiu. Para Ela, Deus estava em primeiro lugar. Por isso, Ela é nossa Mãe e Mestra. Como Mãe, deseja acordar-nos e ensinar-nos que não é importante o que fazemos, mas como o fazemos.
    Com esta mensagem mostra-nos a importância de colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida. Quando Deus está em primeiro lugar, então tudo o mais fica em ordem. O mal maior é o esquecimento de Deus pelo homem e, a partir daí, tudo o que acontece na vida são apenas conseqüências. É estranho que o homem não perceba o Criador e  autor de sua vida. Mais estranho ainda é o homem afastar-se de Deus e, dessa forma, destruir-se a si mesmo e os que o rodeiam.
    Se o homem colocar Deus em primeiro lugar, seguramente encontrará tempo para a oração, para o encontro com Deus. Se o homem realmente procura Deus, mas não sabe onde encontrá-lo, é importante que comece a rezar, que se esforce para rezar diariamente. Nem sempre será fácil, mas é importante para a salvação. Sempre temos tempo para aquilo que mais nos agrada na vida. Se o homem deseja  bem a si próprio, lutará e procurará encontrar tempo para a oração, para o encontro com Deus que cura, salva e dá força para viver e testemunhá-Lo, que é paz e amor. Sem Deus, somos todos fracos e impotentes, incapazes de perdoar, amar e testemunhar Deus que está vivo e se interessa por nós, seus filhos. Crer em Deus significa abandonar-se a Ele. Ter coragem de  lançar-se aos braços de Deus e, assim, experimentar que Ele nos conduz e nos sustenta em cada momento de nossa vida.
    Nossa Senhora nos conduz a Deus e promete Sua intercessão. Dá-nos o amor de seu Coração que é terno, suave e salvífico. Rezemos a Nossa Senhora, e com Ela. Assim Ela não nos será uma pessoa desconhecida e distante, mas uma Mãe presente que não recusa a quem recorre a sua intercessão e busca sua ajuda. Prestemos atenção no que Ela fala e experimentaremos, já aqui na terra, em nossa vida e em nossas famílias, a alegria do Céu.          Fr. Liubo Kurtovic

        

 

 Mensagem da  Rainha da  Paz,   25.03.2005

    Queridos filhos! Hoje os convido ao amor. Filhinhos, amem-se com o amor de Deus. Em cada momento, na alegria e na tristeza, que o amor prevaleça, e assim o amor começará a reinar em seus corações. Jesus ressuscitado estará com vocês e vocês serão suas testemunhas. Eu me alegrarei com vocês e os protegerei com meu manto materno. Em particular, filhinhos, verei com amor sua conversão diária. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

 

 

Notícias e Testemunhos

Não fechar a porta a Jesus  

O momento mais difícil em nossa vida é quando tomamos consciência de nós mesmos, sem nos deixarmos enganar pela aparência, indo além de nossa superioridade que freqüentemente nos ilude a agir sem Deus. A realidade concreta de nossa existência, que nos associa aos outros irmãos, é o nosso pecado. Reconhecer que realmente somos pecadores significa compreender que temos necessidade de salvação em cada momento de nossa vida. No dia em que nos sentimos melhores, arriscamos a fechar a porta a Jesus, que veio para curar-nos justamente porque somos frágeis e  doentes. Nós, que experimentamos Sua Graça, sabemos o quanto é bom estar com Ele: temos mais saúde, alegria e força. O mundo tem mais beleza quando estamos reconciliados com Deus, conosco mesmos e com os irmãos. Por isso, Jesus continua convidando-nos à gruta de Belém, para fazer-nos ver e compreender que nosso Deus se fez pequeno e indefeso, assumindo sobre Si nossa humanidade, para atrair a Si todos os pecadores e para nos ensinar a viver nossa vida com Ele!
    Só com Ele podemos entrar na profundidade de nossa história e nos problemas do mundo. O segredo é aprender a lê-la diante da Eucaristia: ali passa a nossa história e a história do mundo inteiro. Ali, naquele Pão Santo, Jesus continua a reviver Sua história conosco, nascendo todos os dias na pobreza de nossa humanidade, comendo e deixando-Se comer para purificar nossos pecados, para salvar-nos de nossas infidelidades, para repetir-nos que Ele permanecerá fiel para sempre. Renovando Sua Misericórdia após  cada queda nossa no mal, escandaliza o mundo, porque Seu Perdão e Seu Amor são maiores que nosso pecado. Só quem se sente amado pode amar!
    Nosso Deus nasce hoje e vive Seu Amor, Sua Misericórdia, Seu Perdão por cada um de nós, agora! Darei até a última gota de meu sangue para comunicar a felicidade de pertencer a Cristo! Somos muito importantes aos olhos de Deus! O mundo tem grande necessidade dos que amam a Deus, dos que têm confiança, simplicidade e coragem de pedir-Lhe os milagres que só Ele pode e quer fazer no mais profundo de nosso ser, transformando o coração do homem e do mundo inteiro!
    Sejamos sem máscaras, sem medos, sem compromissos, sem falsidade. O mundo procura mensageiros de Deus, portadores de Paz e de Amor para não mais viver na solidão, porque Jesus nasce agora em nossos corações para dar-nos Seu Amor.
    Muitas vezes, temos experimentado que nenhum amor humano pode bastar-nos, tão sedentos e necessitados de cura como estamos. Aprendamos a abrir nosso coração, às vezes cansado e ferido, a Jesus, para libertar-nos do peso de nosso pecado, através de um único remédio: a Eucaristia - capaz de curar as feridas mais profundas de nossa vida. Só modelando nossos atos na Palavra de Jesus e alimentando-nos dEle, encontraremos a Paz e a alegria, tão necessárias, e alcançaremos a liberdade e a verdade que nos permitem viver com a jovialidade e o entusiasmo das crianças em cada instante de nossa existência. Continuamos, ainda, pecadores, mas conscientes de que o Coração de Deus, que nos oferece Amor, está sempre aberto para acolher e perdoar-nos e para recomeçar todos os dias conosco!
    Este é o desejo que dirijo a mim mesma e a todos vocês: que esta Páscoa nos conceda o profundo desejo de paz, de sermos perdoados e de perdoar a todos, e sempre!
Ir.  Elvira

 

Que esperar do Futuro?

      O Senhor, em Sua bondade, nos dá um tempo novo, uma nova página de nossa história a ser escrita em plena liberdade. A nós, cristãos, é pedido viver cada dia como insubstituível dom de Deus e acolhê-Lo com pleno reconhecimento e alegria de quem recebe uma embalagem com conteúdo desconhecido, mas bom.
    Olhando a situação mundial e a realidade que, às vezes, nos circunda, nem sempre é fácil manter viva nossa esperança. Devemos ter os olhos da alma bem abertos, porque o inimigo faz tudo para tirar-nos a alegria da esperança e desmoralizar-nos, realçando tudo o que, em nós, é negativo, fazendo-nos cair na indiferença que se torna pessimismo e, depois, depressão até ao desespero.
    Em Mediugórie, a Santíssima Virgem Maria, repetindo regularmente, diz-nos pacientemente : «este é um tempo de graça». O que isto quer dizer? Que hoje – hoje mesmo - o Senhor dá-nos a possibilidade de escolhê-Lo como Senhor de nossa vida: Seja qual for a dificuldade, em qualquer situação de pecado em que nos encontrarmos, sempre temos a possibilidade de escolher Deus, de oferecer–Lhe o pouco que temos: nossa vida, nossa pobreza, nosso presente. Não há nada, nem ninguém, que possa impedir nossa livre adesão a Deus, nossa resposta interior a Sua voz, que continuamente nos chama.
    Às vezes, quanto mais provados somos na vida espiritual, pode parecer-nos nada podermos, e estarmos verdadeiramente num beco sem saída, num círculo fechado que nos leva a recair nos mesmos erros. É justamente aqui que é necessário elevar o olhar de nossa alma ao alto,  isto é, ao Altíssimo que, com todo Seu Amor, não cessa de resplandecer sobre nós. Não devemos cair no erro de medir a ação de Deus segundo nossos critérios humanos!
    Quantas vezes, em meu caminho espiritual, tenho a impressão de me encontrar no ponto de partida, ou de ter dado «um passo adiante e dois atrás»! Mas, além de nossa visão da realidade, parcial e limitada, é importante permitir a Deus traçar o percurso de nossa vida até o fim. Ele sabe como guiar-nos e fá-lo também através de determinadas provações que nem sempre conseguimos reconhecer como passos adiante.
    O Senhor realiza seu projeto e atua poderosamente na história da humanidade. «Este é um tempo de graça».  Isso significa que, dia após dia, vai-se preparando o acontecimento do Seu Reino, como Ele nos manda pedir no «Pai Nosso».
    No Livro do Apocalipse está representado o destino último do universo, a nova Jerusalém, que não é outra coisa senão a nova Igreja na qual Cristo será o Emanuel, o Deus conosco. Ali, os redimidos O verão face a face «e não haverá mais a morte, nem luto, nem gemidos, nem dor» (Ap 21,4).
    Este é o desejo de Deus para a humanidade, este é o desígnio que levará a termo. A resposta de cada alma é fundamental, porque pode acelerar ou retardar os tempos da realização, mas o projeto de Deus, de qualquer maneira, seguirá adiante. O Reino de Deus virá e crescerá em cada alma, exceto nos que deliberadamente decidirem fugir até à hora da morte.
    Egoísta e ilusório é o desejo de esperar que em nossa vida tudo corra bem, sem transtornos, sem sofrimento. Vivo e sincero deve ser o desejo de avançar na via da santidade, de aprender, no dia a dia, a aceitar o sofrimento. Devemos  saber enfrentar as pequenas dificuldade terrenas e entrar em estreita relação com Nosso Senhor. É esta a esperança de cada cristão, virtude fundamental no plano da fé e do amor.
    Que esperamos para nossa vida no futuro? Se esperamos realmente a realização do Reino de Deus em nossas almas, alegremo-nos juntos, exultemos com toda a Igreja, pois é também esse o desejo de nosso Rei Onipotente! Tenhamos esperança firme, como uma pérola preciosíssima, pois somos membros vivos de Cristo que nos espera e prepara para  nós o que Ele deseja: nossa esperança é Sua esperança!             Francesco Cavagna

 

O silêncio do coração

      Neste tempo, Nossa Senhora deseja levar-nos a celebrar, com Ela, o grande mistério nupcial da ali­ança entre seus filhos e o Cordeiro Imaculado e Ressuscitado, vivo e pre­sente em nós. «Regozijemo-nos, alegre­mo-nos e de­mos-Lhe glória, porque che­garam as núpcias do Cordeiro. A Sua esposa já está preparada» (Ap. 19,7).
    Por meio da voz da Mãe, Deus cha­ma-nos, hoje como antes, ao fecundo deserto, onde Ele quer falar ao coração dos filhos, para comunicar-nos todo o poder do Amor encerrado em Seu Cora­ção Divino: «Eu a atrairei a  mim, conduzi-la-ei ao deserto e falarei a seu cora­ção... desposar-te-ei para sempre» (Os 2,15-21). Por isso, em Suas mensagens, a Rainha da Paz chama-nos insistente­mente a entrar em profundo silêncio interior, onde o mistério da presen­ça viva do Altíssimo se manifesta em nós. «Procurem, durante o dia, momentos de recolhimen­to interior no silêncio» (26.06.83). Por isso, de hoje em diante, decidam-se a consagrar um momento de cada dia ao en­contro com Deus, no silêncio» (25.07.04).
    Isto, antes de tudo, é um dom a im­plorar continuamente, um dom precioso que abre todos os sentidos da alma à escuta do Esposo, um espaço de Luz dado do Alto que se abre inesperada­mente no coração e faz-nos tocar o mistério de Deus Vivo presente em nós; uma oração profunda que renova as raízes da alma e introduz-nos numa estável comunhão com o Coração de Deus: «Rezem a Jesus, para que lhes conceda o dom do silêncio interior. Com o dom do silêncio, poderão aprender a rezar conti­nuamente» (20.02.86).
    De fato, o vozerio ensurdecedor dos inúmeros ídolos de nosso tempo e o irreprimível turbilhão de palavras mortas que se abatem sobre a consciência das pessoas tendem a embotar a única Pala­vra de Vida que o Altíssimo continua a sussurrar ao coração dos filhos, o «murmúrio de uma brisa leve» (1Re 19,12) que regenerou o coração de Elias no Horeb e que ainda hoje veicula inesgotáveis correntes de graça e de vida nova na terra devastada por mortal doença...
    Por isso, Maria, incan­savelmente, chama-nos  a unir nossa vida ao Co­ração Eucarístico de Cristo, a fim de que o antigo silêncio de morte que oprime nossos pobres corações seja transformado em espaço res­plandecente de novos céus e terra nova es­tavelmente iluminados pela Luz não cria­da do Cordeiro (Ap 21,23).
    Realmen­te, só por meio da comunhão viva com o Amor sacrificado do Filho, que livremente ofereceu Sua vida para a salva­ção dos irmãos, o silêncio do coração se tornará o lugar mais radical para a regeneração da alma, uma verdadeira fonte inesgotável de vida nova para o mundo. «Por isso, filhinhos, no silêncio do coração, permaneçam com Jesus, para que Ele os mude e os transforme com Seu Amor» (25.07.98).
    Este é o altar onde se consome  o sacerdócio real do novo povo da Ali­ança, o lugar onde toda nossa história pessoal e comunitária, com toda sua carga de sofrimentos, de alegrias e de esperanças, é oferecida ao Pai, para ser acolhida no Seu Coração  e transformada numa Luz de nova criação. Este é o espaço espiritual que Maria abre a seus filhos, em que a alma adora seu Senhor e se une misticamente a Ele para gerar a vida divina nas almas de multidões de ir­mãos no Universo: «Convertam-se, fi­lhinhos, e ajoelhem-se no silêncio de seus corações. Coloquem Deus no centro de seu recolhimento» (25.05.01); «...esta noite, recolham-se em silêncio. A missão de vocês, repito-lhes, reduz-se à adoração a Deus e a estar em Sua presença» (24.06.86).
Giuseppe Ferraro

  

O sentido dos Segredos

      Nossa Senhora permanece fiel às promessas feitas aos videntes: disse que lhes aparecerá até ao fim da vida. Ainda aparece diariamente a três videntes: Maria Pavlovic, Vicka e Ivan. Aos outros três – Miriana, Ivanka e Íakov, depois de confiar-lhes os segredos, aparece uma vez por ano. Obviamente, Nossa Senhora deseja permanecer em contato direto, sendo, em todo o caso, um grande dom para os videntes e também para todos nós.
     O ritmo das aparições
    Com as aparições compreende-se o significado de: «Emmanuel, Deus conosco». E também Maria, como Mãe do Emmanuel e nossa Mãe, está sempre presente entre nós. Alguns interrogam-se: «Por que aparições diárias?». Outros rezam agradecidos porque Deus está no meio de nós e Nossa Senhora caminha conosco. No início das aparições em Mediugórie,  pessoas diziam que era impossível haver aparições diárias... 
    Não sabemos o que acontecerá quando cessarem as aparições diárias também a Maria Pavlovic, Vicka e Ivan, e qual será o calendário de suas aparições anuais. Contudo, as atuais aparições anuais estão bem distribuídas ao longo de todo o ano: em março (a Miriana), em junho (a Ivanka) e no Natal (a Iákov).
    Quando as aparições diárias aos outros videntes cessarem, imagino que Nossa Senhora aparecerá talvez a cada dois meses. Assim será muito bom, porque, depois das aparições diárias, continuaremos a ter conosco a Rainha da Paz.
    A Santíssima Virgem Maria permanecerá conosco e, portanto, tudo continuará na mesma direção. No início, dava-nos mensagens com intervalos muito curtos, depois, a partir de março de 1984, todas as quintas - feiras. Mais tarde, a partir de janeiro de 1987, até hoje, dá mensagens universais no dia 25 de cada mês.
Após as aparições diárias a Miriana, a Ivanka e Iákov, começou uma nova estrutura, uma nova escola e um novo ritmo. Devemos reconhecê-lo e aceitá-lo como tal.

O sentido dos segredos

    Falei com teólogos e com muitos peritos em aparições, mas pessoalmente não encontrei nenhuma explicação teológica sobre o porquê dos segredos. Nossa Senhora talvez queira dizer-nos que não sabemos tudo, que devemos ser humildes.
    Por que, então, os segredos e qual a razão?
    O mais importante para mim é que a Rainha da Paz disse: «Deus está conosco! Rezem, convertam-se, Deus dar-lhes-á a paz»! O fim do mundo sabe-o somente Deus. Nós não nos devemos preocupar, criando problemas para nós mesmos. Há pessoas que, após terem ouvido falar de aparições, logo falam sobre catástrofes, como se Nossa Senhora só anunciasse catástrofes. Esta é uma interpretação errada. A Mãe de Deus vem a nós, Seus filhos, sempre que precisamos dEla.

Pedagogia materna

    Vejo a pedagogia materna nas aparições verdadeiras. Todas as mães poderiam, por exemplo, dizer a seu filho: «Se fores bom durante a semana, haverá uma surpresa para ti no Domingo».
    Todas as crianças são curiosas e logo querem conhecer a surpresa da mãe. Mas a Mãe quer, sobretudo, que o filho seja bom e obediente  e, por isso, dá-lhe um certo espaço de tempo para depois o recompensar. Se o filho não se comportar bem, não haverá nenhuma surpresa, e o filho dirá que a mãe mentiu. A mãe queria apenas indicar um caminho. Quem espera só a surpresa, e não aceita o caminho, jamais compreenderá que tal surpresa seja real.
    Com respeito aos segredos que Nossa Senhora confiou aos videntes de Mediugórie, pode ser que eles desconheçam seu total conteúdo.
    Na Bíblia, o profeta Ezequiel fala de um grande banquete que Deus prepara para todos os povos de Sião, que todos virão e poderão comer e beber sem pagar. Se alguém tivesse tido a possibilidade de perguntar ao profeta se se tratava daquele Sião que conhecemos, certamente teria confirmado positivamente. Mas Sião é, ainda hoje, um deserto. Vejamos que ali não há qualquer banquete. Jesus, no Sacrário, é o novo Sião. A Eucaristia, em todo o mundo, é o Sião onde os homens se juntam para participar no banquete que Deus preparou para todos nós.

A justa preparação

    Relativamente aos segredos, é bom não querer adivinhar. É melhor rezar mais um Rosário, em vez de falar dos segredos... Todos os dias há catástrofes, inundações, terremotos, guerras. Mas, se não me atingirem pessoalmente, a situação não é catastrófica para mim... Façamos o que estiver a nosso alcance e os segredos deixarão de ser um problema para nós.

 

Indulgência plenária

      O Papa João Paulo II dispôs que, durante o Ano da Eucaristia, pode-se alcançar a indulgência plenária, participando-se dos atos de culto e adoração  ao Santíssimo Sacramento e oração, diante do Sacrário, das Vésperas e Completas do Ofício Divino.
    A disposição Pontifícia, - conforme o documento, tem por objetivo «exortar os fiéis, ao longo deste ano, ao conhecimento mais profundo e a um amor mais intenso ao inefável “Mistério da Fé”, para que tirem frutos espirituais cada vez mais abundantes».
    O Decreto recorda que para se alcançar a indulgência plenária é necessário respeitar as «condições habituais»: «confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice, com a alma totalmente desprendida do afeto a qualquer pecado».
    No Ano da Eucaristia - que começou em outubro de 2004 e concluir-se-á em outubro de 2005, quando se celebrará o Sínodo Mundial de Bispos sobre este Sacramento, a indulgência plenária tem dois motivos particulares:
Em primeiro lugar, segundo o Decreto, «cada vez que os fiéis participem com atenção e piedade numa cerimônia sagrada ou num serviço piedoso em honra do Santíssimo Sacramento, exposto solenemente ou conservado no Sacrário»;
    Em segundo lugar, «ao clero, aos membros dos Institutos de vida consagrada, das sociedades de vida apostólica e aos outros fiéis obrigados por lei à oração da Liturgia das Horas, além dos que estão acostumados a rezar o Ofício Divino por pura devoção, cada vez que, ao final do dia, rezem diante do Senhor presente no Sacrário, seja em grupo ou de forma privada, Vésperas e Completas».
        O Decreto também prevê que possam alcançar a indulgência plenária aquelas pessoas, que por causa de uma enfermidade ou de outras causas justificadas, não possam participar num ato de culto ao Sacramento da Eucaristia numa Igreja ou oratório. Estas pessoas poderão alcançar a indulgência se «fizerem espiritualmente a visita com o desejo do coração, com espírito de fé na presença real de Jesus Cristo no Sacramento do Altar, e rezarem o Pai Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa a Jesus Sacramentado como, por exemplo: Graças e louvores se dêem, a todo o momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!». Obviamente que, em todos os casos, se requer o que respeita às condições estabelecidas para receber a indulgência plenária.
    «Se nem sequer isto for possível - acrescenta o Decreto - obterão a indulgência plenária se se unirem interiormente aos que praticam de forma ordinária a ação prescrita para a indulgência e oferecerem a Deus Misericordioso a enfermidade e os problemas de sua vida, com o propósito de cumprir apenas, logo que seja possível, as três condições de costume».
    O Decreto pede aos sacerdotes, sobretudo aos párocos, que informem os fiéis destas disposições e a sua generosidade para «escutar confissões e, nos dias que se determine, segundo a utilidade dos fiéis, para guiar os fiéis de forma solene nas orações públicas diante de Jesus Sacramentado».
Por último, exorta também os fiéis a «testemunhar abertamente e com freqüência sua fé e adoração ao Santíssimo Sacramento».
    As disposições foram aprovadas pelo Santo Padre durante a audiência concedida em 17 de dezembro ao cardeal Stafford e ao padre Girotti.
    O Decreto estará em vigor durante o Ano Eucarístico a partir da data da sua publicação no «L'Osservatore Romano», jornal da Santa Sé.
    O Catecismo da Igreja Católica, no número 1471, explica que «a indulgência é a remissão diante de Deus da pena temporal pelos pecados, já perdoados, quanto à culpa, que um fiel disposto e cumprindo determinadas condições consegue por mediação da Igreja, a qual, como administradora da redenção, distribui e aplica com autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos».
    O número 1479 acrescenta: «Posto que os fiéis falecidos em via de purificação são também membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los, entre outras formas, obtendo para eles indulgências, de maneira que se vejam livres das penas temporais devidas por seus pecados».
    Decreto da Penitenciaria Apostólica, de 25.12.2004 

 

Rezar diante da Cruz

    Para viver bem a Quaresma, Vicka disse algumas palavras muito simples que nos ligam ao essencial.
    “Nossa Senhora fica contente quando nos vê viver a Quaresma com o coração e não de maneira forçada. Podemos decidir sobre nossos sacrifícios segundo o que temos no coração, e então oferecê-los-emos com alegria. É importante rezar mais, e sobretudo diante da cruz. É bom que rezemos todos os dias os mistérios dolorosos diante da cruz, de joelhos (se a saúde o permite), que olhemos a cruz e sintamos até que ponto Jesus sofreu por nós. Todos podemos rezar o terço! Se isso ainda é difícil para nós, é preciso pedir a graça e depois pôr nisso toda a nossa vontade.
    O melhor sacrifício é viver a mudança no interior de nós mesmos, é mudar a nossa vida, olhando Jesus. É perguntar-Lhe: “Jesus, em que posso ajudar-Vos? Como vou caminhar Convosco?”
Menos palavras e mais boa vontade de mudar!
    Durante a Quaresma, preparamo-nos para ser repletos da alegria e da luz da Páscoa. Hoje construo-me por dentro, caminhando com Jesus, e, no dia de Páscoa, Jesus ressuscitará no meu coração!”                                   
Ir. Emmanuel

 

Regressar ao fervor inicial

Por Giuseppe Ferraro

      Em Suas mensagens, a Rainha da Paz chama-nos, com apaixonada insistência e em perfeita sintonia com o     Evangelho, a sermos «Luz para todos» (05.6.86) e «a testemunhar na Luz»  (idem), ou melhor, «a difundir a Luz de Deus por toda a parte» (02.06.87).
    A Santíssima Virgem Maria pede-nos, particularmente, tornarmo-nos «Sua luz», para «iluminar todos os que vivem nas trevas» (idem).
Com expressões típicas do Evangelho de São João, precisamente daquele Apóstolo que a Tradição e as Escrituras indicam como o mais próximo de Nossa Senhora, a «Luz» identifica-se com a inexaurível corrente de Vida e Amor sacrificado de Deus que brota para sempre do Coração traspassado do Cordeiro Imolado, única Fonte de Vida verdadeira, para as almas e para o Universo inteiro, verdadeira «nuvem luminosa» (Ex  13,21) que guia o novo povo da Aliança até ao abraço com o Pai  (Jo 19,35). Esta é a Luz que ilumina a Nova Jerusalém: «A cidade que não necessita do Sol nem da Lua para a iluminar,  porque sua lâmpada é o Cordeiro» (Ap 21).
    Esta é a luz incriada e vivificante para a qual a Santíssima Virgem Maria nos chama a fim de a levarmos às multidões dos irmãos imersos nas pesadas trevas deste tempo. Convida-nos «a sermos o reflexo de Jesus, que iluminará este mundo infiel que caminha no escuro».
    De fato, Aquela que gerou no tempo o Verbo de Deus, única «Luz do mundo» (Jo 8,12), é hoje enviada do Pai para regenerar nos corações e em toda a criação a Vida inefável do Filho, verdadeira «Luz dos homens» (Jo 1,4).
Sabemos, contudo, que o parto de Maria não é completamente sem dor. Antes, é precisamente Ela, invocada no «grandioso sinal» (Ap 12,1),  «A mulher vestida de sol.... grávida que grita com dores de parto, que o Pai envia para ordenar as fileiras dos filhos da Luz no decisivo combate contra os filhos do «dragão» que seduz toda a terra» (Ap 12,9). Queridos filhos, quero que sejam filhos da luz e não das trevas. Por isso, vivam o que lhes digo» (25.08.93); «Filhinhos, convido-os a se tornarem paz onde não existe paz e luz onde existem trevas, para que cada coração aceite a luz e o caminho da salvação» (25.02.95).
    A presença da Rainha da Paz em Mediugórie coloca-se, de fato, como  sinal de um decisivo confronto espiritual com as multiformes potestades e principados das trevas que têm hoje mais que nunca encantado os corações dos homens, opondo-se obstinadamente aos projetos de Vida da Mãe.
    Este é também o anúncio profético contido no livro do Apocalipse: «O dragão deteve-se diante da mulher que estava para dar à luz, preparando-se para lhe devorar o Filho, logo que nascesse» (Ap 12,14), de que fazem eco pontual as palavras de Nossa Senhora:  «Eu estou com vocês...  apesar de Satanás querer destruir meus projetos  e impedir os planos que o Pai Celestial deseja realizar aqui» (25.09.90).
    Por isso, o «Pai da Luz» quer associar intimamente à missão da Mãe, para dar, de modo especial, a participação no Triunfo de seu Coração Imaculado, multidões de filhos escolhidos para a eternidade, para gerar a Luz de Deus nas almas e no universo inteiro, tornando-se quase um prolongamento da presença viva de Maria entre os homens deste tempo.
    De fato, nosso «sim» incondicional ao chamado da Rainha da Paz a unir nossa vida à oferta pascal do Cordeiro Imaculado é que faz resplandecer novamente em nós a paternidade de Deus, dando-nos a verdadeira Luz «que ilumina a Nova Jerusalém», «cidade santa que desce do Céu resplandecente pela Glória de Deus» (Ap 21,10). Essa luz já brilha plenamente no Coração Imaculado da Mãe, e Ela, por meio da humilde resposta de seus «queridos filhos», deseja estendê-la hoje ao universo inteiro. Daí o apelo a sermos luz e ajudar a luz resplandecer em todas as almas, e toda a criação esteja plenamente envolta na Luz gloriosa do Ressuscitado e, nEle, ser elevada ao eterno abraço do Pai.  

 

Irmã Lúcia está no Céu

      ...Era seu desejo, desde que a «Senhora de Branco» apareceu-lhe na Cova da Iria, em Fátima. Era o longínquo ano 1917 quando Lúcia, de 10 anos, recebeu a visita de Nossa Senhora juntamente com seus primos, Jacinta e Francisco. Recordar os acontecimentos de Fátima é desnecessário, mas nesta circunstância vale a pena lembrar uma particularidade significativa. Num de seus encontros, Nossa Senhora disse que, em breve levaria ao Céu Francisco e Jacinta, mas Lúcia ficaria ainda mais um tempo, porque «Jesus quer servir-se de ti, para fazer-Me conhecida e amada. Quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração».
    A idéia não agradou à pequena Lúcia que, pelo contrário, teria preferido partilhar o mesmo destino de Jacinta e Francisco. Mas, aqui está a grandeza de sua resposta. Lúcia permaneceu na Terra consagrando-se a Deus com tudo de si mesma, no oculto e na oração, com simplicidade de vida e sem procurar protagonismos, a fim de promover com a própria imolação a devoção ao Coração Imaculado, tão querido à Santíssima Virgem Maria.
    «A Irmã Lucia inspirava confiança na paz que vivia», afirmou D. João Alves, Bispo emérito de Coimbra, «uma paz alicerçada na fé e numa constante união com Deus». Comunicava esta paz a quantos a rodeavam ou simplesmente entravam em contato com ela, mesmo por carta (gostava de escrever, tanto que já em idade avançada começou a usar o computador). Comunicava-a aos simples e aos «grandes» e encontrou-se com Papas, em particular João Paulo II, que foi protagonista de uma parte dos segredos de Fátima, de que Lúcia foi depositária e fiel guardiã.
    O afeto por ele durou até o fim. Poucas horas antes de morrer, a anciã carmelita recebeu uma mensagem pessoal do Santo Padre que, «tendo conhecimento do momento de sua dor e sofrimento, acompanha-a com sua oração e sua bênção, pedindo a Deus que nossa querida irmã saiba viver este momento com espírito de oferta pascal». A Irmã Lúcia, que permaneceu lúcida e consciente até momentos antes da morte, escutou a mensagem com grande emoção», diz o Bispo de Coimbra. Estava, por sua vez, preocupada com a saúde do Pontífice, tendo nos últimos dias, rezado por ele. Faleceu no dia 13 de fevereiro, precisamente no mesmo dia em que todos os meses aparecia-lhe Nossa Senhora. Logo iria completar 98 anos. Uma longa vida para quem, pelo contrário, teria preferido entregá-la logo nas mãos da Santíssima Virgem Maria. Eco de Maria

 

Como contribuir para o Eco

      As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita­das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.

 

Peregrinações 2005

    Julho: Itália, Mediugórie
    Setembro: Terra Santa, Mediugórie
    Solicite programa. Tel.: (61) 624-5511

 

Venha rezar conosco

    Programa vespertino: Diariamente, das 18h às 20h30 - Santo Rosário, Santa Missa, Confissões.
    Adoração ao SS. Sacramento: nas 2ª.feira e sábados, durante o programa vespertino de orações.
    Domingos: Santa Missa às 7h, 11h e às 19h. 
    Comunidade Servos da Rainha: Quadra 168, lote 1/5, Bairro Jardim Céu Azul, Valparaíso de Goiás (GO), a 25 km do centro de Brasília.Telefone: 624-5511.