Mensagem
da Rainha da Paz, de 25.01.2005
Queridos filhos!
Neste tempo de graça, novamente os
convido à oração. Rezem, filhinhos, pela unidade
dos cristãos, a fim de que
sejam todos um só coração. A unidade será
realidade entre vocês na medida em
que vocês rezarem e perdoarem. Não se esqueçam: o
amor vencerá somente se
rezarem e seus corações se abrirem. Obrigada por terem
correspondido a Meu
apelo.
Mensagem
da Rainha da Paz, de 25.02.2005
Queridos filhos! Hoje os convido a serem minhas mãos
estendidas neste mundo que coloca Deus em último lugar.
Vocês, filhinhos, coloquem Deus em primeiro lugar em suas vidas.
Deus os
abençoará e dar-lhes-á força para
testemunhar o Deus de amor e de paz. Eu estou
com vocês e intercedo por todos vocês. Filhinhos,
não se esqueçam de que os amo
com terno amor. Obrigada por terem correspondido a Meu
apelo.
Deus em primeiro lugar
A Virgem Maria nos convida também
hoje. Convida-nos a que sejamos suas mãos estendidas neste
mundo. Ela nos
estendeu e estende suas mãos e seu Coração. Deseja
que A tomemos pela mão, que
Lhe abramos o coração e escutemos Sua voz. Por isso,
nosso olhar para seu
Coração ajuda-nos a perseverar no caminho que devemos
percorrer, o caminho que
Deus destinou para nós. Nossa Senhora deseja, por meio de nossa
vida e de nosso
agir, estar presente em nossas famílias, em nossas
relações interpessoais, em
nossas conversas. Ela não espera que façamos obras
magníficas. Nem Ela mesma
realizou grandes projetos. Sua atividade consistia em realizar as
tarefas
domésticas simples e comuns. Realizava essas pequenas tarefas
com amor extraordinário.
A grandeza não está em fazer algo extraordinário,
senão em fazer o cotidiano
com um amor extraordinário.
Maria oferecia ao Senhor, com amor,
as pequenas obras diárias. Ela somente queria agradar ao Senhor
em sua intimidade.
Sua vontade não diminuiu. Para Ela, Deus estava em primeiro
lugar. Por isso,
Ela é nossa Mãe e Mestra. Como Mãe, deseja
acordar-nos e ensinar-nos que não é
importante o que fazemos, mas como o fazemos.
Com esta mensagem mostra-nos a
importância de colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida.
Quando Deus está
em primeiro lugar, então tudo o mais fica em ordem. O mal maior
é o
esquecimento de Deus pelo homem e, a partir daí, tudo o que
acontece na vida
são apenas conseqüências. É estranho que o
homem não perceba o Criador e autor
de sua vida. Mais estranho ainda é o
homem afastar-se de Deus e, dessa forma, destruir-se a si mesmo e os
que o rodeiam.
Se o homem colocar Deus em primeiro
lugar, seguramente encontrará tempo para a oração,
para o encontro com Deus. Se
o homem realmente procura Deus, mas não sabe onde
encontrá-lo, é importante que
comece a rezar, que se esforce para rezar diariamente. Nem sempre
será fácil,
mas é importante para a salvação. Sempre temos
tempo para aquilo que mais nos agrada
na vida. Se o homem deseja bem a si
próprio, lutará e procurará encontrar tempo para a
oração, para o encontro com
Deus que cura, salva e dá força para viver e
testemunhá-Lo, que é paz e amor.
Sem Deus, somos todos fracos e impotentes, incapazes de perdoar, amar e
testemunhar Deus que está vivo e se interessa por nós,
seus filhos. Crer em
Deus significa abandonar-se a Ele. Ter coragem de lançar-se
aos braços de Deus e, assim, experimentar que Ele nos
conduz e nos sustenta em cada momento de nossa vida.
Nossa Senhora nos conduz a Deus e
promete Sua intercessão. Dá-nos o amor de seu
Coração que é terno, suave e salvífico.
Rezemos a Nossa Senhora, e com Ela. Assim Ela não nos
será uma pessoa
desconhecida e distante, mas uma Mãe presente que não
recusa a quem recorre a
sua intercessão e busca sua ajuda. Prestemos
atenção no que Ela fala e experimentaremos,
já aqui na terra, em nossa vida e em nossas famílias, a
alegria do
Céu.
Fr. Liubo Kurtovic
Mensagem
da Rainha da Paz, 25.03.2005
Queridos filhos! Hoje os convido
ao amor. Filhinhos,
amem-se com o amor de Deus. Em cada momento, na alegria e na tristeza,
que o
amor prevaleça, e assim o amor começará a reinar
em seus corações. Jesus ressuscitado
estará com vocês e vocês serão suas
testemunhas. Eu me alegrarei com vocês e os
protegerei com meu manto materno. Em particular, filhinhos, verei com
amor sua
conversão diária. Obrigada por terem correspondido a Meu
apelo.
Notícias e Testemunhos
Não fechar a porta a Jesus
O momento mais
difícil em nossa vida é quando tomamos consciência
de nós mesmos, sem nos
deixarmos enganar pela aparência, indo além de nossa
superioridade que
freqüentemente nos ilude a agir sem Deus. A realidade
concreta de nossa existência, que nos associa aos outros
irmãos, é o nosso
pecado. Reconhecer que realmente somos pecadores significa compreender
que
temos necessidade de salvação em cada momento de nossa
vida. No dia em que nos
sentimos melhores, arriscamos a fechar a porta a Jesus, que veio para
curar-nos
justamente porque somos frágeis e doentes.
Nós, que experimentamos Sua Graça, sabemos o quanto
é bom estar com Ele: temos
mais saúde, alegria e força. O mundo tem mais beleza
quando estamos
reconciliados com Deus, conosco mesmos e com os irmãos. Por
isso, Jesus
continua convidando-nos à gruta de Belém, para fazer-nos
ver e compreender que
nosso Deus se fez pequeno e indefeso, assumindo sobre Si nossa
humanidade, para
atrair a Si todos os pecadores e para nos ensinar a viver nossa vida
com Ele!
Só com Ele
podemos entrar na profundidade de nossa história e nos problemas
do mundo. O
segredo é aprender a lê-la diante da Eucaristia: ali passa
a nossa história e a
história do mundo inteiro. Ali, naquele Pão Santo, Jesus
continua a reviver Sua
história conosco, nascendo todos os dias na pobreza de nossa
humanidade,
comendo e deixando-Se comer para purificar nossos pecados, para
salvar-nos de
nossas infidelidades, para repetir-nos que Ele permanecerá fiel
para sempre.
Renovando Sua Misericórdia após cada
queda nossa no mal, escandaliza o mundo, porque Seu Perdão e Seu
Amor são
maiores que nosso pecado. Só quem se sente amado pode amar!
Nosso Deus
nasce hoje e vive Seu Amor, Sua Misericórdia, Seu Perdão
por cada um de nós,
agora! Darei até a última gota de meu sangue para
comunicar a felicidade de
pertencer a Cristo! Somos muito importantes aos olhos de Deus! O mundo
tem
grande necessidade dos que amam a Deus, dos que têm
confiança, simplicidade e
coragem de pedir-Lhe os milagres que só Ele pode e quer fazer no
mais profundo
de nosso ser, transformando o coração do homem e do mundo
inteiro!
Sejamos sem
máscaras, sem medos, sem compromissos, sem falsidade. O mundo
procura
mensageiros de Deus, portadores de Paz e de Amor para não mais
viver na solidão,
porque Jesus nasce agora em nossos corações para dar-nos
Seu Amor.
Muitas vezes,
temos experimentado que nenhum amor
humano pode bastar-nos, tão sedentos e necessitados de cura como
estamos.
Aprendamos a abrir nosso coração, às vezes cansado
e ferido, a Jesus, para
libertar-nos do peso de nosso pecado, através de um único
remédio: a Eucaristia
- capaz de curar as feridas mais profundas de nossa vida. Só
modelando nossos
atos na Palavra de Jesus e alimentando-nos dEle, encontraremos a Paz e
a
alegria, tão necessárias, e alcançaremos a
liberdade e a verdade que nos
permitem viver com a jovialidade e o entusiasmo das crianças em
cada instante
de nossa existência. Continuamos, ainda, pecadores, mas
conscientes de que o
Coração de Deus, que nos oferece Amor, está sempre
aberto para acolher e
perdoar-nos e para recomeçar todos os dias conosco!
Este é o
desejo que dirijo a mim mesma e a todos vocês: que esta
Páscoa nos conceda o
profundo desejo de paz, de sermos perdoados e de perdoar a todos, e
sempre!
Ir.
Elvira
Que esperar
do Futuro?
O Senhor, em
Sua bondade, nos dá um tempo novo, uma
nova página de nossa história a ser escrita em plena
liberdade. A nós,
cristãos, é pedido viver cada dia como
insubstituível dom de Deus e
acolhê-Lo com pleno reconhecimento e alegria de quem recebe uma
embalagem com
conteúdo desconhecido, mas bom.
Olhando a
situação mundial e a realidade que, às vezes, nos
circunda, nem sempre é fácil manter viva
nossa esperança. Devemos ter os olhos da alma bem
abertos, porque o inimigo faz tudo
para tirar-nos a alegria da esperança e desmoralizar-nos,
realçando tudo o que,
em nós, é negativo, fazendo-nos cair na
indiferença que se torna pessimismo e,
depois, depressão até ao desespero.
Em Mediugórie,
a Santíssima Virgem Maria, repetindo
regularmente, diz-nos pacientemente : «este é um tempo
de graça». O
que isto quer dizer? Que hoje – hoje mesmo - o Senhor
dá-nos a possibilidade de escolhê-Lo como Senhor de nossa
vida: Seja qual for a
dificuldade, em qualquer situação
de pecado em que nos encontrarmos, sempre temos a possibilidade de
escolher
Deus, de oferecer–Lhe o pouco que temos: nossa vida, nossa pobreza,
nosso
presente. Não há nada, nem ninguém, que possa
impedir nossa livre adesão a
Deus, nossa resposta interior a Sua voz, que continuamente nos chama.
Às vezes,
quanto mais provados somos na vida espiritual, pode parecer-nos nada podermos, e
estarmos verdadeiramente
num beco sem saída, num círculo fechado que nos leva a
recair nos mesmos erros.
É justamente aqui que é necessário elevar o olhar
de nossa alma ao alto, isto é, ao
Altíssimo que, com todo Seu Amor,
não cessa de resplandecer sobre nós. Não devemos
cair no erro de medir a ação
de Deus segundo nossos critérios humanos!
Quantas vezes,
em meu caminho espiritual, tenho a impressão de me encontrar no
ponto de
partida, ou de ter dado «um passo adiante e dois
atrás»! Mas, além de nossa
visão da realidade, parcial e limitada, é importante
permitir a Deus traçar o
percurso de nossa vida até o fim. Ele sabe como guiar-nos e
fá-lo também através
de determinadas provações que nem sempre conseguimos
reconhecer como passos
adiante.
O Senhor realiza seu
projeto e atua poderosamente na
história da humanidade. «Este
é
um tempo de graça». Isso
significa
que, dia após dia, vai-se preparando o acontecimento do Seu
Reino, como Ele nos
manda pedir no «Pai Nosso».
No Livro do
Apocalipse está representado o destino último do
universo, a nova Jerusalém,
que não é outra coisa senão a nova Igreja na qual
Cristo será o Emanuel, o
Deus conosco. Ali, os redimidos O verão face a face «e
não haverá mais a
morte, nem luto, nem gemidos, nem dor» (Ap 21,4).
Este é o
desejo de Deus para a humanidade, este é o
desígnio que levará a termo. A resposta de
cada alma é fundamental, porque pode acelerar ou retardar os
tempos da
realização, mas o projeto de Deus, de qualquer maneira,
seguirá adiante. O
Reino de Deus virá e crescerá em cada alma, exceto nos
que deliberadamente decidirem
fugir até à hora da morte.
Egoísta e
ilusório é o desejo de esperar que em nossa vida tudo
corra bem, sem
transtornos, sem sofrimento. Vivo e sincero deve ser o desejo de
avançar na via
da santidade, de aprender, no dia a dia, a aceitar o sofrimento. Devemos saber enfrentar as pequenas dificuldade
terrenas e entrar em estreita relação com Nosso Senhor.
É esta a esperança de
cada cristão, virtude fundamental no plano da fé e do
amor.
Que esperamos para
nossa vida no futuro? Se esperamos realmente a
realização do Reino de Deus em
nossas almas, alegremo-nos juntos, exultemos com toda a Igreja, pois
é também
esse o desejo de nosso Rei Onipotente! Tenhamos esperança firme,
como uma
pérola preciosíssima, pois somos membros vivos de Cristo
que nos espera e prepara
para nós o que Ele deseja: nossa
esperança é Sua esperança!
Francesco
Cavagna
O silêncio do
coração
Neste tempo, Nossa Senhora deseja levar-nos a celebrar, com Ela, o
grande
mistério nupcial da aliança entre seus filhos e o
Cordeiro Imaculado e
Ressuscitado, vivo e presente em nós. «Regozijemo-nos,
alegremo-nos e demos-Lhe
glória, porque chegaram as núpcias do Cordeiro. A
Sua esposa já está preparada»
(Ap. 19,7).
Por meio da voz da Mãe, Deus chama-nos, hoje como antes, ao
fecundo
deserto, onde Ele quer falar ao coração dos filhos, para
comunicar-nos todo o poder
do Amor encerrado em Seu Coração Divino: «Eu
a atrairei a mim, conduzi-la-ei ao deserto
e falarei a
seu coração... desposar-te-ei para sempre» (Os
2,15-21). Por isso, em Suas
mensagens, a Rainha da Paz chama-nos insistentemente a entrar em
profundo
silêncio interior, onde o mistério da presença
viva do Altíssimo se manifesta
em nós. «Procurem, durante o dia, momentos de
recolhimento interior no silêncio»
(26.06.83). Por isso, de hoje em diante, decidam-se a consagrar
um
momento de cada dia ao encontro com Deus, no silêncio»
(25.07.04).
Isto, antes de tudo, é um dom a implorar continuamente, um
dom precioso
que abre todos os sentidos da alma à escuta do Esposo, um
espaço de Luz dado do
Alto que se abre inesperadamente no coração e
faz-nos tocar o mistério de Deus
Vivo presente em nós; uma oração profunda que
renova as raízes da alma e
introduz-nos numa estável comunhão com o
Coração de Deus: «Rezem a Jesus,
para que lhes conceda o dom do silêncio interior. Com o dom do
silêncio,
poderão aprender a rezar continuamente» (20.02.86).
De fato, o vozerio ensurdecedor dos inúmeros ídolos de
nosso tempo e o
irreprimível turbilhão de palavras mortas que se abatem
sobre a consciência das
pessoas tendem a embotar a única Palavra de Vida que o
Altíssimo continua a sussurrar
ao coração dos filhos, o «murmúrio de uma
brisa leve» (1Re 19,12) que regenerou
o coração de Elias no Horeb e que ainda hoje veicula
inesgotáveis correntes de
graça e de vida nova na terra devastada por mortal
doença...
Por isso, Maria, incansavelmente, chama-nos a
unir nossa vida ao Coração Eucarístico de
Cristo, a fim de que
o antigo silêncio de morte que oprime nossos pobres
corações seja transformado
em espaço resplandecente de novos céus e terra nova
estavelmente iluminados
pela Luz não criada do Cordeiro (Ap 21,23).
Realmente, só por meio da comunhão viva com o Amor
sacrificado do Filho,
que livremente ofereceu Sua vida para a salvação dos
irmãos, o silêncio do
coração se tornará o lugar mais radical para a
regeneração da alma, uma
verdadeira fonte inesgotável de vida nova para o mundo. «Por
isso,
filhinhos, no silêncio do coração,
permaneçam com Jesus, para que Ele os mude e
os transforme com Seu Amor» (25.07.98).
Este é o altar onde se consome o
sacerdócio real do novo povo da Aliança, o lugar
onde toda nossa história pessoal
e comunitária, com toda sua carga de sofrimentos, de alegrias e
de esperanças,
é oferecida ao Pai, para ser acolhida no Seu
Coração e transformada numa
Luz de nova criação. Este é o espaço
espiritual
que Maria abre a seus filhos, em que a alma adora seu Senhor e se une
misticamente a Ele para gerar a vida divina nas almas de
multidões de irmãos
no Universo: «Convertam-se, filhinhos, e ajoelhem-se no
silêncio de seus
corações. Coloquem Deus no centro de seu
recolhimento» (25.05.01); «...esta
noite, recolham-se em silêncio. A missão de vocês,
repito-lhes, reduz-se à
adoração a Deus e a estar em Sua presença» (24.06.86).
Giuseppe
Ferraro
O sentido dos Segredos
Nossa Senhora permanece fiel às
promessas feitas aos videntes: disse que lhes aparecerá
até ao fim da vida.
Ainda aparece diariamente a três videntes: Maria Pavlovic, Vicka
e Ivan. Aos
outros três – Miriana, Ivanka e Íakov, depois de
confiar-lhes os segredos,
aparece uma vez por ano. Obviamente, Nossa Senhora deseja permanecer em
contato
direto, sendo, em todo o caso, um grande dom para os videntes e
também para
todos nós.
O ritmo das aparições
Com as aparições compreende-se o
significado de: «Emmanuel, Deus conosco». E
também Maria, como Mãe do
Emmanuel e nossa Mãe, está sempre presente entre
nós. Alguns interrogam-se:
«Por que aparições diárias?». Outros
rezam agradecidos porque Deus está no meio
de nós e Nossa Senhora caminha conosco. No início das
aparições em Mediugórie, pessoas
diziam que era impossível haver
aparições diárias...
Não sabemos o que acontecerá quando
cessarem as aparições diárias também a
Maria Pavlovic, Vicka e Ivan, e qual
será o calendário de suas aparições anuais.
Contudo, as atuais aparições anuais
estão bem distribuídas ao longo de todo o ano: em
março (a Miriana), em junho
(a Ivanka) e no Natal (a Iákov).
Quando as aparições diárias aos
outros videntes cessarem, imagino que Nossa Senhora aparecerá
talvez a cada
dois meses. Assim será muito bom, porque, depois das
aparições diárias, continuaremos
a ter conosco a Rainha da Paz.
A Santíssima Virgem Maria
permanecerá conosco e, portanto, tudo continuará na mesma
direção. No início,
dava-nos mensagens com intervalos muito curtos, depois, a partir de
março de
1984, todas as quintas - feiras. Mais tarde, a partir de janeiro de
1987, até
hoje, dá mensagens universais no dia 25 de cada mês.
Após
as aparições diárias a Miriana,
a Ivanka e Iákov, começou uma nova estrutura, uma nova
escola e um novo ritmo.
Devemos reconhecê-lo e aceitá-lo como tal.
O
sentido dos segredos
Falei com teólogos e com muitos peritos
em aparições, mas pessoalmente não encontrei
nenhuma explicação teológica sobre
o porquê dos segredos. Nossa Senhora talvez queira dizer-nos que
não sabemos
tudo, que devemos ser humildes.
Por que, então, os segredos e qual a
razão?
O mais importante para mim é que a
Rainha da Paz disse: «Deus está conosco! Rezem,
convertam-se, Deus dar-lhes-á a
paz»! O fim do mundo sabe-o somente Deus. Nós não
nos devemos preocupar,
criando problemas para nós mesmos. Há pessoas que,
após terem ouvido falar de
aparições, logo falam sobre catástrofes, como se
Nossa Senhora só anunciasse
catástrofes. Esta é uma interpretação
errada. A Mãe de Deus vem a nós, Seus
filhos, sempre que precisamos dEla.
Pedagogia
materna
Vejo a pedagogia materna nas
aparições verdadeiras. Todas as mães poderiam, por
exemplo, dizer a seu filho:
«Se fores bom durante a semana, haverá uma surpresa para
ti no Domingo».
Todas as crianças são curiosas e logo
querem conhecer a surpresa da mãe. Mas a Mãe quer,
sobretudo, que o filho seja
bom e obediente e, por isso, dá-lhe
um
certo espaço de tempo para depois o recompensar. Se o filho
não se comportar
bem, não haverá nenhuma surpresa, e o filho dirá
que a mãe mentiu. A mãe queria
apenas indicar um caminho. Quem espera só a surpresa, e
não aceita o caminho,
jamais compreenderá que tal surpresa seja real.
Com respeito aos segredos que Nossa
Senhora confiou aos videntes de Mediugórie, pode ser que eles
desconheçam seu
total conteúdo.
Na Bíblia, o profeta Ezequiel fala
de um grande banquete que Deus prepara para todos os povos de
Sião, que todos
virão e poderão comer e beber sem pagar. Se alguém
tivesse tido a possibilidade
de perguntar ao profeta se se tratava daquele Sião que
conhecemos, certamente
teria confirmado positivamente. Mas Sião é, ainda hoje,
um deserto. Vejamos que
ali não há qualquer banquete. Jesus, no Sacrário,
é o novo Sião. A Eucaristia,
em todo o mundo, é o Sião onde os homens se juntam para
participar no banquete
que Deus preparou para todos nós.
A
justa preparação
Relativamente aos
segredos, é bom não querer adivinhar. É melhor
rezar mais
um Rosário, em vez de falar dos segredos... Todos os dias
há catástrofes,
inundações, terremotos, guerras. Mas, se não me
atingirem pessoalmente, a situação
não é catastrófica para mim... Façamos o
que estiver a nosso alcance e os
segredos deixarão de ser um problema para nós.
Indulgência plenária
O Papa João Paulo II dispôs que, durante o Ano
da Eucaristia, pode-se alcançar a indulgência
plenária, participando-se dos atos de culto e
adoração ao Santíssimo
Sacramento e oração, diante do Sacrário, das
Vésperas e
Completas do Ofício Divino.
A disposição Pontifícia, - conforme o documento,
tem por objetivo «exortar
os fiéis, ao longo deste ano, ao conhecimento mais profundo e a
um amor mais
intenso ao inefável “Mistério da Fé”, para que
tirem frutos espirituais cada
vez mais abundantes».
O Decreto recorda que para se alcançar a indulgência
plenária é necessário
respeitar as «condições habituais»: «confissão
sacramental, comunhão eucarística e oração
pelas intenções do Sumo Pontífice,
com a alma totalmente desprendida do afeto a qualquer pecado».
No Ano da Eucaristia - que começou em outubro de 2004 e
concluir-se-á em
outubro de 2005, quando se celebrará o Sínodo Mundial de
Bispos sobre este
Sacramento, a indulgência plenária tem dois motivos
particulares:
Em
primeiro lugar, segundo o
Decreto, «cada vez que os fiéis participem com
atenção e piedade numa cerimônia
sagrada ou num serviço piedoso em honra do Santíssimo
Sacramento, exposto
solenemente ou conservado no Sacrário»;
Em segundo lugar, «ao clero, aos membros dos Institutos de vida
consagrada,
das sociedades de vida apostólica e aos outros fiéis
obrigados por lei à oração
da Liturgia das Horas, além dos que estão acostumados a
rezar o Ofício Divino
por pura devoção, cada vez que, ao final do dia, rezem
diante do Senhor presente
no Sacrário, seja em grupo ou de forma privada, Vésperas
e Completas».
O Decreto também prevê que possam
alcançar a indulgência plenária aquelas
pessoas, que por causa de uma enfermidade ou de outras causas
justificadas, não
possam participar num ato de culto ao Sacramento da Eucaristia numa
Igreja ou
oratório. Estas pessoas poderão alcançar a
indulgência se «fizerem espiritualmente a
visita com o desejo do coração, com espírito
de fé na presença real de Jesus Cristo no Sacramento do
Altar, e rezarem o Pai
Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa a
Jesus Sacramentado como,
por exemplo: Graças e louvores se dêem, a todo o
momento, ao Santíssimo e
Diviníssimo Sacramento!». Obviamente que, em
todos os casos, se requer
o que respeita às condições estabelecidas para
receber a indulgência plenária.
«Se nem sequer isto for possível - acrescenta o Decreto -
obterão a indulgência
plenária se se unirem interiormente aos que praticam de forma
ordinária a ação
prescrita para a indulgência e oferecerem a Deus Misericordioso a
enfermidade e
os problemas de sua vida, com o propósito de cumprir apenas,
logo que seja
possível, as três condições de
costume».
O Decreto pede aos sacerdotes, sobretudo aos párocos, que
informem os fiéis
destas disposições e a sua generosidade para
«escutar confissões e, nos dias
que se determine, segundo a utilidade dos fiéis, para guiar os
fiéis de forma
solene nas orações públicas diante de Jesus
Sacramentado».
Por
último, exorta também os fiéis a
«testemunhar abertamente e com freqüência
sua fé e adoração ao Santíssimo
Sacramento».
As disposições foram aprovadas pelo Santo Padre durante a
audiência
concedida em 17 de dezembro ao cardeal Stafford e ao padre Girotti.
O Decreto estará em vigor durante o Ano Eucarístico a
partir da data da sua
publicação no «L'Osservatore Romano», jornal
da Santa Sé.
O Catecismo da Igreja Católica, no número 1471, explica
que «a indulgência
é a remissão diante de Deus da pena temporal pelos
pecados, já perdoados,
quanto à culpa, que um fiel disposto e cumprindo determinadas
condições consegue
por mediação da Igreja, a qual, como administradora da
redenção, distribui e
aplica com autoridade o tesouro das satisfações de Cristo
e dos santos».
O número 1479 acrescenta: «Posto que os fiéis
falecidos em via de
purificação são também membros da mesma
comunhão dos santos, podemos ajudá-los,
entre outras formas, obtendo para eles indulgências, de maneira
que se vejam
livres das penas temporais devidas por seus pecados».
Decreto da
Penitenciaria Apostólica, de 25.12.2004
Rezar
diante da Cruz
Para viver bem a Quaresma, Vicka disse algumas palavras muito simples
que nos ligam ao essencial.
“Nossa Senhora fica contente quando nos vê viver a Quaresma com o
coração e não de maneira forçada. Podemos
decidir sobre nossos sacrifícios
segundo o que temos no coração, e então
oferecê-los-emos com alegria. É
importante rezar mais, e sobretudo diante da cruz. É bom que
rezemos todos os
dias os mistérios dolorosos diante da cruz, de joelhos (se a
saúde o permite),
que olhemos a cruz e sintamos até que ponto Jesus sofreu por
nós. Todos podemos
rezar o terço! Se isso ainda é difícil para
nós, é preciso pedir a graça e
depois pôr nisso toda a nossa vontade.
O melhor sacrifício é viver a mudança no interior
de nós mesmos, é mudar
a nossa vida, olhando Jesus. É perguntar-Lhe: “Jesus, em que
posso ajudar-Vos?
Como vou caminhar Convosco?”
Menos
palavras e mais
boa vontade de mudar!
Durante a Quaresma, preparamo-nos para ser repletos da alegria e da luz
da Páscoa. Hoje construo-me por dentro, caminhando com Jesus, e,
no dia de
Páscoa, Jesus ressuscitará no meu coração!”
Ir. Emmanuel
Regressar ao fervor
inicial
Por Giuseppe Ferraro
Em Suas mensagens, a Rainha da Paz chama-nos, com
apaixonada insistência e em perfeita sintonia com o
Evangelho, a sermos «Luz
para todos» (05.6.86) e «a testemunhar na
Luz» (idem), ou melhor, «a
difundir a Luz de
Deus por toda a parte» (02.06.87).
A Santíssima Virgem Maria pede-nos,
particularmente, tornarmo-nos «Sua luz»,
para «iluminar
todos os que vivem nas trevas» (idem).
Com
expressões típicas do Evangelho de São
João,
precisamente daquele Apóstolo que a Tradição e as
Escrituras indicam como o
mais próximo de Nossa Senhora, a «Luz» identifica-se
com a inexaurível
corrente de Vida e Amor sacrificado de Deus que brota para sempre do
Coração
traspassado do Cordeiro Imolado, única Fonte de Vida verdadeira,
para as almas
e para o Universo inteiro, verdadeira «nuvem luminosa» (Ex 13,21) que guia o novo povo da Aliança
até
ao abraço com o Pai (Jo 19,35).
Esta é
a Luz que ilumina a Nova Jerusalém: «A cidade que
não necessita do Sol nem da
Lua para a iluminar, porque sua
lâmpada
é o Cordeiro» (Ap 21).
Esta é a luz incriada e vivificante para a qual a
Santíssima Virgem Maria nos chama a fim de a levarmos às
multidões dos irmãos
imersos nas pesadas trevas deste tempo. Convida-nos «a sermos
o reflexo de
Jesus, que iluminará este mundo infiel que caminha no
escuro».
De fato, Aquela que gerou no tempo o Verbo de Deus,
única «Luz do mundo» (Jo 8,12), é hoje
enviada do Pai para regenerar nos
corações e em toda a criação a Vida
inefável do Filho, verdadeira «Luz dos
homens» (Jo 1,4).
Sabemos,
contudo, que o parto de Maria não é
completamente sem dor. Antes, é precisamente Ela, invocada no
«grandioso sinal»
(Ap 12,1), «A mulher vestida de
sol....
grávida que grita com dores de parto, que o Pai envia para
ordenar as fileiras
dos filhos da Luz no decisivo combate contra os filhos do
«dragão» que seduz
toda a terra» (Ap 12,9). Queridos filhos, quero que sejam
filhos da luz e
não das trevas. Por isso, vivam o que lhes digo» (25.08.93);
«Filhinhos,
convido-os a se tornarem paz onde não existe paz e luz onde
existem trevas,
para que cada coração aceite a luz e o caminho da
salvação» (25.02.95).
A presença da Rainha da Paz em Mediugórie
coloca-se, de fato, como sinal de um
decisivo confronto espiritual com as multiformes potestades e
principados das
trevas que têm hoje mais que nunca encantado os
corações dos homens, opondo-se
obstinadamente aos projetos de Vida da Mãe.
Este é também o anúncio profético contido
no livro
do Apocalipse: «O dragão deteve-se diante da mulher que
estava para dar à luz,
preparando-se para lhe devorar o Filho, logo que nascesse» (Ap
12,14), de que
fazem eco pontual as palavras de Nossa Senhora: «Eu
estou com vocês...
apesar de Satanás querer destruir meus projetos e impedir os planos que o Pai Celestial deseja
realizar aqui» (25.09.90).
Por isso, o «Pai da Luz» quer associar intimamente
à missão da Mãe, para dar, de modo especial, a
participação no Triunfo de seu
Coração Imaculado, multidões de filhos escolhidos
para a eternidade, para gerar
a Luz de Deus nas almas e no universo inteiro, tornando-se quase um
prolongamento da presença viva de Maria entre os homens deste
tempo.
De fato,
nosso «sim» incondicional ao chamado da Rainha da Paz a
unir nossa vida à
oferta pascal do Cordeiro Imaculado é que faz resplandecer
novamente em nós a
paternidade de Deus, dando-nos a verdadeira Luz «que ilumina a
Nova Jerusalém»,
«cidade santa que desce do Céu resplandecente pela
Glória de Deus» (Ap 21,10).
Essa luz já brilha plenamente no Coração Imaculado
da Mãe, e Ela, por meio da
humilde resposta de seus «queridos filhos», deseja
estendê-la hoje ao universo
inteiro. Daí o apelo a sermos luz e ajudar a luz resplandecer em
todas as
almas, e toda a criação esteja plenamente envolta na Luz
gloriosa do
Ressuscitado e, nEle, ser elevada ao eterno abraço do Pai.
Irmã
Lúcia está no Céu
...Era seu desejo, desde que a «Senhora de Branco»
apareceu-lhe na Cova da Iria, em Fátima. Era o longínquo
ano 1917 quando Lúcia,
de 10 anos, recebeu a visita de Nossa Senhora juntamente com seus
primos,
Jacinta e Francisco. Recordar os acontecimentos de Fátima
é desnecessário, mas
nesta circunstância vale a pena lembrar uma particularidade
significativa. Num
de seus encontros, Nossa Senhora disse que, em breve levaria ao
Céu Francisco e
Jacinta, mas Lúcia ficaria ainda mais um tempo, porque «Jesus
quer servir-se
de ti, para fazer-Me conhecida e amada. Quer estabelecer no
mundo a
devoção a Meu Imaculado Coração».
A idéia não agradou à pequena Lúcia que,
pelo
contrário, teria preferido partilhar o mesmo destino de Jacinta
e Francisco.
Mas, aqui está a grandeza de sua resposta. Lúcia
permaneceu na Terra
consagrando-se a Deus com tudo de si mesma, no oculto e na
oração, com
simplicidade de vida e sem procurar protagonismos, a fim de promover
com a própria
imolação a devoção ao Coração
Imaculado, tão querido à Santíssima Virgem Maria.
«A Irmã Lucia inspirava confiança na paz que
vivia», afirmou D. João Alves, Bispo emérito de
Coimbra, «uma paz alicerçada na
fé e numa constante união com Deus». Comunicava
esta paz a quantos a rodeavam
ou simplesmente entravam em contato com ela, mesmo por carta (gostava
de
escrever, tanto que já em idade avançada começou a
usar o computador). Comunicava-a
aos simples e aos «grandes» e encontrou-se com Papas, em
particular João Paulo
II, que foi protagonista de uma parte dos segredos de Fátima, de
que Lúcia foi
depositária e fiel guardiã.
O afeto por ele durou até o fim. Poucas horas antes
de morrer, a anciã carmelita recebeu uma mensagem pessoal do
Santo Padre que,
«tendo conhecimento do momento de sua dor e sofrimento,
acompanha-a com sua oração
e sua bênção, pedindo a Deus que nossa querida
irmã saiba viver este momento
com espírito de oferta pascal». A Irmã
Lúcia, que permaneceu lúcida e
consciente até momentos antes da morte, escutou a mensagem com
grande emoção»,
diz o Bispo de Coimbra. Estava, por sua vez, preocupada com a
saúde do
Pontífice, tendo nos últimos dias, rezado por ele. Faleceu
no dia 13 de
fevereiro, precisamente no mesmo dia em que todos os meses
aparecia-lhe
Nossa Senhora. Logo iria completar 98 anos. Uma longa vida para quem,
pelo
contrário, teria preferido entregá-la logo nas
mãos da Santíssima Virgem Maria.
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