Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.6.05.
Queridos filhos!
Hoje lhes agradeço cada
sacrifício que ofereceram por
minhas intenções. Filhinhos, convido-os a serem meus
apóstolos de paz e de amor
em suas famílias e no mundo. Rezem para que o Espírito
Santo os ilumine e os
conduza pela estrada da santidade. Eu estou com vocês e os
abençôo a todos com
a minha bênção maternal. Obrigada por terem
correspondido a Meu apelo.
Apóstolos
da paz
Nossa
Senhora conclui cada mensagem Sua com estas palavras: "Obrigada por
terem
correspondido a Meu apelo." Como se quisera, com Seu agradecimento,
estimular, despertar nossos corações para que A escutemos
e nos decidamos a
caminhar pela estrada da conversão e da santidade.
Hoje, Ela nos agradece por cada sacrifício que oferecemos
por
Suas intenções. Em Suas mensagens precedentes, no
aniversário de Suas aparições,
disse-nos: "Hoje, desejo agradecê-los por todos os seus
sacrifícios e por
todas as suas orações" (25.6.90). "Hoje estou feliz,
mesmo que em meu
Coração sinta ainda um pouco de tristeza por causa de
todos aqueles que
começaram este caminho e depois o abandonaram" (25.6.92). Embora
saiba que
nem todos seus filhos aceitaram suas palavras maternais, Ela não
desiste, mas
crê e não perde a esperança. Por isso diz:
"São muitos os que não querem
escutar minhas mensagens nem aceitar com seriedade o que lhes digo. Por
isso,
convido-os e peço para que, com sua vida, e no cotidiano,
dêem testemunho de
minha presença” (25.6.91). As mensagens de Nossa Senhora
revelam-nos e nos
falam do Coração de Maria. É o
Coração da Mãe que ama seus filhos. É um
Coração
que agradece cada sacrifício que Lhe oferecemos por Suas
intenções. É preciso
rezar e, dia após dia, oferecer
nosso coração ao Coração de Maria
Santíssima, para que também nos tornemos
agradecidos.
Somente
uma pessoa cega não enxerga que tudo na vida nos é
ofertado e que nada nos
pertence: a terra, as pessoas, nosso
corpo e a vida. Tudo a Deus pertence. Tudo é um dom de Deus.
Somente um coração
humilde, puro e simples descobre a grandeza do amor de Deus e do dom de
Deus. Somente um coração
como o de
Santa Isabel, pleno do Espírito Santo, pôde exclamar: "De
onde me vem a
graça de ser visitada pela Mãe do meu Senhor?" (Lc 1, 43). O coração de Isabel
se sente agradecido porque, na
Visitação de Maria, reconhece o dom e a
bênção.
Deus
criou todos nós, e não por qualquer outro motivo, ou de
qualquer maneira, mas
de forma maravilhosa, divina, e por amor. É preciso aprender de
novo o alfabeto
da fala e do diálogo com Deus. É preciso aprender a dizer
“obrigado”; e não
apenas falar “obrigado” superficialmente com a boca, com a
língua, com a inteligência,
mas com nosso ser e com toda nossa vida.
Deus
deu-nos mais do que a vida e também tudo quanto criou; deu-nos a
Si próprio na
pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo se deu a Si mesmo na plenitude da
vida e
do amor, na Igreja e, por meio dEla, nos sacramentos, especialmente na
Eucaristia.
Nestes
dias e em nossos tempos, Deus envia-nos também a Mãe de
seu Filho Jesus, nossa
Mãe, para que nos tornemos seus apóstolos da paz e do
amor em nossas famílias e
no mundo. Nossas famílias e o mundo necessitam de pessoas que
divulgem a paz e
o amor, porque há muita desordem, muito medo, muita
escuridão e muita maldade
entre nós. Nossa Senhora, que vive na glória do
Céu, e que vem e nos fala, sabe
que o amor e a paz são mais poderosos, que vale a pena difundir
o amor e a paz.
Nossa Senhora, nossa Mãe, sabe também que não
podemos fazê-lo com nossas
próprias forças. Por isso nos recomenda rezar ao
Espírito Santo pelo Qual
concebeu Jesus. Ela nos estimula a rezar ao Espírito Santo, por
cuja força e
poder os Apóstolos se transformaram em corajosas testemunhas de
Jesus, chegando
mesmo a derramar seu sangue por Ele. Não podemos, mas o
Espírito Santo o pode
em nós. Somos chamados à santidade e à
santificação de nossa vida. Por isso,
também São Paulo nos adverte:
"esta é a vontade de Deus, que sejais santos" (1 Ts 4,3). Somente no caminho da
consagração
e da santidade podemos experimentar a alegria e a autenticidade das
palavras da
Sagrada Escritura: "Estejam sempre alegres. Rezem sem cessar.
Dêem graças
a Deus em todas os momentos: isto é o que Deus quer de todos
vocês, em Cristo
Jesus" (1 Ts 5,16). Não estamos sozinhos nem fomos abandonados.
Nossa
Senhora, nossa Mãe, está conosco e dá-nos sua
benção maternal.
Frei Liubo Kurtovic
Mediugórie, 26.6.2005
Mensagem da Rainha da
Paz, de 25.05.05
Queridos filhos! Convido-os,
novamente, a viver minhas mensagens com humildade. De maneira especial,
dêem testemunho
delas, agora que nos aproximamos do aniversário de minhas
aparições. Filhinhos,
sejam sinal para aqueles que estão longe de Deus e de Seu amor.
Eu estou com
vocês e os abençôo a todos com minha
benção maternal. Obrigada por terem
correspondido
a Meu apelo.
Mensagem da Rainha da
Paz, de 25.04.05.
Queridos filhos! Também
hoje os convido a
renovar a oração em suas famílias. Que, com a
oração e a leitura da Sagrada
Escritura, entre em suas famílias o Espírito Santo que os
renovará. Assim vocês
se tornarão educadores da fé em suas famílias. Com
a oração e o amor de vocês o
mundo andará por um caminho melhor e o amor
começará a reinar no mundo. Obrigada por terem
correspondido
a Meu apelo.
Maria
com João Paulo II
Nos últimos dias foram difundidas
algumas notícias
relativas a Mediugórie e é bom clarificá-las. Eis
como as coisas se passaram:
O
Papa deixou-nos no sábado, 2 de abril, às 9h37, de Roma,
na vigília da
Solenidade da Divina Misericórdia, Solenidade que ele instituiu
em abril de
2000.
Nessa manhã, como no dia 2 de cada
mês, Miriana Soldo
teve a aparição de Nossa Senhora no novo edifício
do Cenáculo e, com a Virgem
Santíssima, rezou pelos ateus. A atmosfera estava carregada de
emoção, porque
sabíamos que o Santo Padre se encontrava entre a vida e a morte.
A multidão de
fiéis rezou por ele com intenso fervor durante a
aparição e confiou-o à Mãe de
Deus.
Quando terminou o êxtase, Miriana
disse: «Nossa
Senhora abençoou-nos a todos com Sua bênção
maternal. Ela disse que a maior
bênção que podemos receber na terra é a de
um sacerdote. Também abençoou os
objetos religiosos que trouxemos. E, depois, Nossa Senhora disse: “Neste
tempo, peço-lhes que renovem a Igreja”. Miriana
respondeu-Lhe: “É um
pedido difícil! Serei eu capaz? Seremos nós capazes
disso?” Então a Virgem
disse: “Meus queridos filhos, Eu estarei com vocês! Meus
apóstolos, Eu estarei
sempre com vocês e os ajudarei! Primeiro, renovem-se vocês
mesmos, renovem suas
famílias, e então tudo será fácil”.
Depois, Miriana disse-nos que fez uma
pergunta a Nossa Senhora sobre o Papa, mas que Ela não lhe
respondeu. No
entanto rezaram juntas pelo Papa.
Ivan Dragicevic (um dos seis
videntes) não
estava em Mediugórie nesse dia, 2 de abril, porque se encontrava
em missão nos
Estados Unidos. No domingo da Divina Misericórdia, 3 de abril,
Ivan foi a
Bangor, no Estado de Maine, para fazer uma conferência. Toda a
assembléia
estava profundamente triste pela morte do Santo Padre. Então
Ivan contou que,
na véspera, sábado, 2 de abril, encontrava-se numa
paróquia de New Hampshire
(EUA). Por causa da diferença horária com a Europa, teve
a aparição da Virgem
Santíssima apenas algumas horas após a morte do Papa.
Ivan explicou que, quando
a Virgem apareceu estava sozinha, como é habitual. Mas logo em
seguida,
apareceu também o Santo Padre, à esquerda de Nossa
Senhora! Estava vestido de
branco e com uma capa comprida dourada! Ivan disse que o Santo Padre
tinha um
ar muito jovem. A Virgem e o Papa mostravam grande alegria. Segundo
Ivan, era
uma beleza incrível.
A Virgem Santíssima disse a Ivan: “É
o Meu filho;
ele está comigo!” Ivan confessou que, nessa noite, quase
não conseguiu
dormir, tão emocionado estava com
esta
aparição! As pessoas presentes no encontro, dizem que
nunca tinham visto Ivan
tão feliz. (Isto é importante, dada a natureza muito
reservada de Ivan).
É claro que nos sentimos
órfãos com a sua ausência.
Mas que alegria saber que está tão feliz no Céu! E
que felicidade podermos
recorrer a ele diretamente pela oração, como fazemos com
os santos da Corte
Celeste! Agora podemos encontrá-lo! Agora, pequenos e grandes
podem ter uma
audiência com ele! Como fizemos com frei Slavko, também
não o vamos deixar
desocupado!
Sabemos que o Santo Padre desejava ir a
Mediugórie,
se tivesse sido convidado pela Diocese de Mostar, como ele mesmo o
disse várias
vezes, inclusive publicamente, em 6 de abril de 1995.
Não pôde realizar esse desejo, mas não nos
entristeçamos, porque
chegou finalmente o tempo de ir ali doutra maneira! A visão que
Ivan nos transmitiu
parece-me que não é mais que uma pálida imagem do
que será o seu ministério em
Mediugórie. Estejam atentos e
verão!
Nunca esquecerei o dia em que vi, com os meus próprios olhos,
uma carta escrita
à mão pelo Santo Padre a Sofia, uma de suas amigas de
Cracóvia. Em resposta ao
testemunho que ela lhe enviara após sua
peregrinação, sobre os frutos de Mediugórie
em sua vida, João Paulo II escreveu-lhe dizendo que
também ele ia todos os
dias, em espírito, em peregrinação a
Mediugórie para unir suas orações às
orações
da multidão de peregrinos que para ali se dirigia.
Ele é o nosso herói e do
alto do céu é já um
intercessor poderoso; trabalhará nos planos que a Rainha da Paz
quer realizar.
Muitos nos perguntam qual é a
posição do Papa Bento
XVI sobre Mediugórie, mas não quero responder a esta
pergunta antes de deixar
ao nosso novo Papa tempo de respirar e de dar sinais tangíveis
de sua pastoral
a este respeito. Mas sei que, num diálogo fraterno, o Cardeal
Schönborn disse
ao Cardeal Ratzinger que, se fechasse Mediugórie teria ele de
fechar seu Seminário
de Viena, porque a maioria dos candidatos recebera o apelo ao
sacerdócio
através de Mediugórie. A isso, o Cardeal Ratzinger
respondeu: “Está fora de
questão fechar Mediugórie!”
Para nós, qual é a melhor
maneira de fazer avançar os
planos da Rainha da Paz em Roma? É viver humildemente as
mensagens que Ela dá e
testemunhar com uma verdadeira vida em Cristo. Do resto, deixemos que
se ocupe
Ela! Creio que o reconhecimento de Mediugórie virá de uma
intervenção do Alto,
muito mais do que de esforços humanos já usados! Querendo
fazer demais,
correríamos o risco de atrapalhar os planos de Maria. O Papa
estará atento à
qualidade de nossa vida em Cristo, na Igreja.
Eco de Maria
Não
tenho medo da
morte
* Maria Pavlovic, vidente de Mediugorie, revela
que
também Nossa Senhora
participou, a Seu modo,
no tratado sobre armas nucleares de médio alcance em 1987, entre
os líderes da
ex-União Soviética, Mikhail Gorbachov e o Presidente dos
Estados Unidos, Ronald
Reagan.
* A
coragem de
rezar - Maria Pavlovic tem
uma visão otimista do futuro. «Nem
mesmo as guerras podem dar a Nossa Senhora um ar desesperado. A muitos
de nós
falta a coragem de rezar diante das desventuras e tragédias, mas
Nossa Senhora
disse, várias vezes, que a oração e o jejum podem
afastar até as guerras».
Maria
tem 4 filhos. «Se fosse ter
medo do futuro», afirma a vidente ao microfone de Giancarlo
Giojelli, «não
daria filhos ao mundo».
* Uma
beleza que
enamora - Algumas vezes,
Nossa Senhora aparece aos videntes de
Mediugórie com o rosto triste, mas conserva sempre uma beleza
inefável que faz
enamorar quem se aproxima. É o rosto de uma mãe que, como
nenhuma outra,
conhece bem seus filhos.
*
Diariamente com
Nossa Senhora - Nossa Senhora
tomou Maria Pavlovic modificou sua
vida e a vida dos que lhe estão ao lado. Esta
revolução tornou-se um
acontecimento tão rico e belo que a vidente confessa não
ter medo da morte.
* O
maior milagre
á a conversão - Para Maria
Pavlovic, o mais comovente de sua
experiência, desde o dia da primeira aparição de Nossa Senhora, é o que muitas pessoas
dizem: «mudamos nossa
vida». É a conversão pessoal das pessoas, o
método através do qual a mensagem
de Nossa Senhora é transmitida ao mundo.
Família:
célula
base da Igreja
Dom Hieronymus Herculanus
Bumbun,
Arcebispo de Pontiana (Indonésia) disse que veio a
Médiugórie num grupo de peregrinos
de Djacarta, organizado por Harry Karnadi, e permaneceu dois dias, 13 e
14 de
maio.
A Lidia Paris, que o
entrevistou, disse que veio a Mediugórie por
devoção particular à Santíssima
Virgem Maria. Disse estar muito impressionado com as mensagens de
Mediugórie dadas
a seis videntes. Pensa que é um bem oferecido às pessoas
que seguem estas
mensagens, porque conduzem à paz, à esperança e
à fé. Ele as tem como base para
a formação católica das famílias.
Acrescentando, disse que seria
bom que as famílias
prestassem mais atenção a estas mensagens. Na sua Diocese
tem aumentado o
espírito de comunhão. As mensagens de Mediugórie
podem ser aplicadas à
filosofia da vida na Indonésia. Estão estritamente
ligadas à vida das pessoas e
da Igreja. Na atual globalização do mundo, que
está influenciando nas relações
familiares, estas mensagens podem ajudar a família a sentir-se
célula base da
Igreja.
Acerca das suas
impressões sobre Mediugórie, o Arcebispo
disse que ficou muito impressionado com o bom acolhimento e
hospitalidade
oferecidos aos peregrinos. O que se diz não é exagerado,
nem é promoção, é simplesmente
real.
Com relação
à oração na Igreja, disse que é
fácil ver a
forte vida espiritual. Agradece ao Senhor a possibilidade de estar aqui
para
ver com seus olhos e ouvir com seus ouvidos.
Chineses em
Mediugórie
De 13 a
15 de Maio ocorreu em Médiugórie
o segundo Encontro de Oração de chineses, consagrado
à Rainha da Paz, com mais
de 200 participantes. Segundo o Pe. Petter Chin, da
Congregação do Santíssimo
Redentor de Toronto, participaram chineses
da América do Norte, Hong Kong, Taiwan, Maurícias, Ilhas
Caraíbas e da China. A
intenção foi de rezar em Mediugórie pela liberdade
da Fé na China, terra Natal,
onde a atividade da Igreja é proibida.
Pelos
frutos
reconhecereis
O
«Glas Mira» e o «Vecernij list»,
os jornais diários mais lidos na Croácia, publicaram as
impressões do famoso sacerdote
da Igreja croata, Pe. Sudac, sobre Mediugórie.
À
pergunta sobre o que pensa das Aparições
de Nossa Senhora, Pe. Sudac disse: «Mediugórie é o
confessionário do mundo».
Milhões de pessoas vão a Médiugórie,
confessam-se, convertem-se a Deus, fazem
experiência de Deus. Fazem confissões gerais, recebem os
Sacramentos... Estes
são os frutos e Jesus no-lo disse claramente: “Pelos
frutos reconhecereis”.
Estou
profundamente convencido que
Mediugórie é um lugar santo. Nossa Senhora é
paciente e ensina-nos com as Suas
mensagens. Uma vez disse: “Se
vocês não
vierem a Mim, irei Eu a vocês”. Todos
nós
somos Igreja de Cristo e damos graças a Deus por nos reunir em
Mediugórie».
À
pergunta sobre o que pensa das aparições
de Nossa Senhora, em geral, disse: «É apenas uma ulterior
confirmação de quanto
a Santíssima Virgem Maria se preocupa pela humanidade e pela
salvação do mundo.
Jesus veio a primeira vez através de Maria, e estamos esperando
Sua segunda
vinda. Estou profundamente convicto que Jesus
virá através
de Maria».
Que
pensa sobre o reconhecimento da
Igreja em relação a Mediugórie, como reconheceu
Fátima e Lourdes?
Virá
o tempo em que a Igreja reconhecerá
Mediugórie. A Igreja age sempre com sabedoria e examina com o
passar do tempo,
mas isso não significa que Mediugórie não seja um
lugar santo. Cada Igreja é
lugar santo, quanto mais Mediugórie, aonde vão peregrinos
de todo o mundo».
O Papa de
Fátima
Uma amiga de Fátima,
fez-me descobrir um fato muito
interessante. Depois de um diálogo com a Virgem, a Irmã
Lúcia anotou nas suas
memórias uma revelação relacionada com João
Paulo II.
A Santíssima Virgem disse
à Irmã Lúcia que viria buscá-la
num primeiro sábado ou num dia 13. Nossa Senhora veio realmente
buscá-la no dia
13 de fevereiro. Nossa Senhora havia também precisado que pouco
tempo depois
viria buscar o Santo Padre. Foi precisamente o que aconteceu!
João Paulo II foi
chamado 7 semanas depois da Irmã Lúcia.
Este fato é pouco
conhecido mas vale a pena sublinhá-lo.
Com efeito, revela a ligação divina que unia estas duas
almas eleitas e como as
suas vocações se conjugam nos planos da Santíssima
Virgem Maria para o mundo.
João Paulo II, depois do
atentado de 13 de Maio na Praça
de S. Pedro, tornou-se o «Papa de Fátima», o Papa da
vitória de Maria, como
também se tornou o «Papa da Divina
Misericórdia».
Que maravilha! Que alegria receber esta
ternura do Céu! Encoraja-nos e
anima-nos no caminho cheio de espinhos desta vida! E nos recordamos
que, a
despeito de todas a intrigas dos poderes das trevas, a nossa Mãe
é verdadeira
Rainha do Mundo e o tem entre as mãos.
Mãe, realizai vosso
plano! Cada SIM nosso, escondido ou
público, é-Vos precioso para o triunfo do Vosso
Coração Imaculado.
Irmã Emanuel
De mãos
dadas com Ela
Um dia um padre disse-me: “Logo que tiras
o teu terço
do bolso, pela manhã, para começar a rezá-lo, toma
consciência de que, na
realidade, estás dando a mão à Virgem Maria! Fica
de mão dada com Ela durante
todo o dia!” Parece-me que o Papa do Totus Tuus nos deixou um
belo
exemplo disso, e com que frutos! Esta última mensagem recorda-me
uma outra em
que, por Miriana, Nossa Senhora nos convidou a Lhe darmos nossas
mãos.
Notem o plural: não apenas uma mão, mas as duas! Quando
as duas mãos estão presas,
é-nos mais difícil puxar noutra direção!
Nossa Senhora sabe porque nos pede
isso...
Carta
de Bento XVI enviada aos Bispos espanhóis por ocasião da
peregrinação ao Santuário
do Pilar de Saragoça (21 a 22 de maio de 2005) no 150º
aniversário do dogma da Imaculada Conceição e no
50º
aniversário da Consagração da
Espanha ao Coração Imaculado de Maria:
«Amados
irmãos no Episcopado.
Queridos Sacerdotes e Diáconos, Religiosos, Religiosas e
fiéis católicos da
Espanha.
É-me
grato dirigir-vos minha cordial
saudação e unir-me espiritualmente a vós na
peregrinação nacional ao Santuário
de Nossa Senhora do Pilar de Saragoça, para comemorar o 150º
aniversário da definição do dogma da Imaculada
Conceição e renovar a consagração da
Espanha ao Imaculado Coração de Maria, que
aconteceu há cinqüenta anos.
1. Com
esta peregrinação, vocês desejam
aprofundar o admirável Mistério de Maria e refletir sobre
Sua inesgotável riqueza
para a vocação de todo cristão à santidade.
Ao
coincidir o Ano da Imaculada com
o ano da Eucaristia, na escola de Maria poderemos conhecer melhor
Cristo. Contemplando-A
como a «mulher eucarística», Ela acompanha-nos ao
encontro de seu Filho, que permanece
conosco «todos os dias, até o fim do mundo» (Mt 28,
20), especialmente no
Santíssimo Sacramento.
2. A
Imaculada reflete a Misericórdia
do Pai. Concebida sem pecado, foi capaz de perdoar também a quem
abandonava e
feria seu Filho ao pé da cruz. Como advogada, ajuda-nos em
nossas necessidades
e intercede por nós diante de seu Filho dizendo-lhe, como em
Caná da Galiléia,
«não têm vinho» (Jo 2, 3), confiando que seu
bondoso Coração não desistirá no
momento de dificuldade. Ao indicar claramente «fazei tudo o que
Ele vos disser»
(Jo 2, 5), convida-nos a aproximar-nos de Cristo e, nessa proximidade,
experimentar, gostar e ver “que bom
é o Senhor”. Desta
experiência nasce no coração humano uma
maior clarividência para apreciar o bom, o belo, o verdadeiro.
3.
Acompanhada da solicitude paterna
de José, Maria acolheu seu Filho. No lar de Nazaré, Jesus
alcançou sua maturidade,
dentro de uma família, humanamente esplêndida e perpassada
do Mistério Divino,
e continua sendo modelo para todas as famílias.
A este
respeito, na convivência doméstica,
a família realiza Sua vocação de vida humana e
cristã, compartilhando as alegrias
e expectativas num clima de compreensão e ajuda
recíproca. Por isso, o ser
humano, que nasce, cresce e forma-se na
família, é capaz de empreender sem incertezas o caminho
do bem, sem deixar-se
desorientar por modas ou ideologias alienantes da pessoa humana.
4. Nesta
hora de discernimento para
muitos corações, vós, Bispos espanhóis,
voltais o olhar para Aquela que, com
Sua total disponibilidade, acolheu a vida de Deus que irrompia na
história. Por
isso, Maria Imaculada está intimamente unida à
ação redentora de Cristo, que
não veio «para julgar o mundo, mas para que o mundo se
salve por Ele» (Jo 3,
17).
Sei que
a Igreja Católica na Espanha
está disposta a dar passos firmes em seus projetos
evangelizadores. Por isso, é
de esperar que seja compreendida e aceite sua verdadeira natureza e
missão,
porque ela tenta promover o bem comum para todos, tanto com respeito
às pessoas
como à sociedade. Com efeito, a transmissão da fé
e a prática religiosa dos
crentes não podem ficar confinadas no âmbito puramente
privado.
5. Aos
pés da Virgem, ponho todas
vossas inquietudes e esperanças, confiando que o Espírito
Santo moverá muitos para
que amem com generosidade a vida, para que acolham os pobres, amando-os
com o
mesmo amor de Deus.
À Maria
Santíssima, que gerou o Autor da vida, encomendo
toda vida humana desde o primeiro instante de sua existência
até seu termo
natural, e Lhe peço que preserve cada lar de toda
injustiça social, de tudo o
que degrada a sua dignidade e atenta contra a sua liberdade; e
também que se
respeite a liberdade religiosa e a liberdade da consciência de
cada pessoa.
Imploro
à Virgem Imaculada, com total
confiança, que proteja os povos da Espanha, seus homens e
mulheres para que
contribuam todos para a consecução do bem comum e,
principalmente, a instaurar
a civilização do amor. Peço também a todos
e a cada um a viver a própria Igreja
particular em espírito de comunhão e serviço e vos
animo a dar testemunho de
devoção à Virgem Maria e de um incansável
amor aos irmãos.
A todos
que participais nesta grande
peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do
Pilar de Saragoça, convido a intensificar
a devoção mariana nas vossas povoações e
cidades, onde Ela vos espera nos
inumeráveis templos e santuários que enchem a terra
espanhola; e também nas
paróquias, nas comunidades e nos lares. Voltai felizes com a
Bênção Apostólica
que vos envio com grande afeto.
Vaticano,
19.05.2005 - Papa Bento XVI
O Bom Samaritano
A Fundação do Papa
para os enfermos mais necessitados
compra medicamentos para enfermos de países pobres.
A Santa Sé apresentou, em
18 de maio, na Assembléia
Mundial da Saúde, órgão de decisão da
Organização Mundial da Saúde (OMS), a
nova fundação do Papa que está oferecendo
medicamentos aos enfermos mais necessitados.
Os motivos que levaram
João Paulo II a estabelecer a
fundação «O Bom Samaritano», e Bento XVI a
ratificá-la, foram expostos em
Genebra pelo Cardeal Javier Lozano Barragán, Presidente do
Conselho Pontifício
no Campo da Pastoral da Saúde.
«Infelizmente, as
enfermidades, especialmente as
infecções, apresentam-se mais virulentas nos
países mais pobres, que,
precisamente por sua pobreza, não têm recursos para obter
os medicamentos, que,
graças ao progresso técnico atual, facilmente poderiam
ter algum remédio»,
começou constatando o purpurado mexicano. De fato, cada ano as
enfermidades
infecciosas são responsáveis pela morte de 17
milhões de pessoas, das quais 90%
vivem nos países em vias de desenvolvimento. «Por exemplo,
explicou o cardeal,
95% de enfermos da Aids não têm dinheiro para pagar os
antibióticos».
Na atualidade, continuou
denunciando, «não se encontram
nem sequer no mercado de alguns destes países os medicamentos
para curar as
chamadas “enfermidades de pobres”, como por exemplo a tuberculose, o
paludismo, a varíola, a dengue
hemorrágica, algumas formas de meningites, etc...».
No passado recente do final do
século XX, de 1223
medicamentos novos introduzidos no mercado entre 1975 e 1997, em 22
anos, só se
introduziram 13 para o tratamento de enfermidades infecciosas tropicais.
«O orçamento total
para medicamentos no mundo estima-se
entre 50 e 60 bilhões de dólares (USA) por ano, e deste
orçamento só 0,2% se
dedica a enfermidades respiratórias, tuberculose e enfermidades
diarréicas:
estima-se que estas enfermidades sejam as causadoras de 18% de mortes
no
mundo», informou Lozano Barragán.
Junto
com estes problemas de
saúde, referindo-se em especial à saúde
materno-infantil, reconheceu que «é
terrível constatar que, de 211 milhões de novos seres
humanos que são concebidos,
há 46 milhões de abortos induzidos, 32 milhões
entre os que morrem prematuros
ou morrem ao nascer e só 133 milhões chegam a nascer e
viver».
O objetivo da
fundação «O Bom Samaritano» em um primeiro
momento, explicou, consiste «em comprar medicamentos para os mais
necessitados,
e já podemos prestar alguma ajuda a enfermos de 11 países
da África, um da Ásia
e outro da América Latina». «26,7% dos centros de
atenção aos enfermos do
HIV/AIDS no mundo são atendidos pela Igreja
Católica», informou ainda Lozano
Barragán.
Luteranos voltam
à Igreja
Os
luteranos finlandeses querem fazer parte da Igreja Católica,
afirmou o bispo
luterano de Helsinque, Eero Huovinen, durante o Congresso
Eucarístico Nacional
Italiano, encerrado dia 29 de maio, em Bari. A afirmação
de Huovinen foi feita
na jornada dedicada ao ecumenismo pelo Congresso Eucarístico. O
congresso foi
encerrado pelo Papa Bento XVI.
Depois
de explicar que Martin Lutero não queria
fundar uma nova Igreja, mas simplesmente renová-la, o reverendo
reconheceu:
«nós, os luteranos finlandeses, desejamos formar parte da
Igreja Católica».
O Bispo
luterano de Helsinque explicou que, junto
com os católicos e outros cristãos luteranos, celebraram,
em 2005, os 850 anos
da Igreja na Finlândia, que representa 84% da
população do país. «Junto às
irmãs e aos irmãos católicos, rezamos para poder
ser uma só Igreja em Cristo»,
sublinhou Huovinen.
Zenit
Org
Ortodoxos:
reconciliação
O representante do Vaticano para
o ecumenismo propôs aos
Ortodoxos um Sínodo de Reconciliação e, junto aos
filhos da Reforma
protestante, uma aliança a favor do redescobrimento das
raízes cristãs.
O Cardeal Walter Kasper,
Presidente do Conselho
Pontifício para a Promoção da Unidade dos
Cristãos, fez estas propostas na
quarta-feira ao intervir no Congresso Eucarístico Nacional
Italiano.
No ato, participaram junto a ele
o Arcebispo do
Patriarcado de Moscou, Kirill de Jaroslavl e Rostov, e o reverendo Eero
Huovinen, Bispo luterano de Helsinque.
Ao começar sua
intervenção, o Cardeal alemão recordou que
em Bari --«cidade ponte entre Ocidente e Oriente, lugar do
túmulo de São
Nicolau, o Santo da Caridade reconciliadora, venerado tanto no Oriente
como no
Ocidente», aconteceu em 1098 um sínodo de Bispos gregos e
latinos».
«Por que não
esperar que aqui, em Bari, mil anos depois
do sínodo de 1098, em 2098 (e por que não antes?),
possamos celebrar de novo um
Sínodo de Bispos gregos e latinos, um Sínodo de
reconciliação?», perguntou.
O novo Pontificado de Bento XVI,
assegurou, «deu-nos a
esperança de que estas expectativas não são
utopias».
«Esperamos, de
coração, e eu estou profundamente
convencido, que depois dos grandes esforços e dos importantes
passos de João
Paulo II, o novo Papa Bento XVI aplaine e abra o caminho para uma
perspectiva
assim», acrescentou.
Kasper reconheceu que Ortodoxos
e Católicos «somos os
herdeiros da cultura européia comum e temos os mesmos valores
éticos que são
fundamentais para o bem de nossas sociedades e para seus homens».
«Mas esses valores
estão seriamente ameaçados, tanto pelo
secularismo na Europa Ocidental como pelas profundas
lacerações que provocaram
na Europa Oriental quarenta ou setenta anos de propaganda e de
educação atéia»,
declarou.
«Que pode haqver de mais
urgente do que, como próximo
passo no largo caminho para a plena comunhão, formar uma
aliança a favor do
redescobrimento das raízes cristãs da Europa?»,
perguntou.
«Uma aliança –
indicou - para ajudar-nos mutuamente a
favor dos valores comuns e de uma cultura da vida, da dignidade da
pessoa, da
solidariedade e da justiça social, pela paz e pela salvaguarda
da criação».
O Cardeal também
apresentou esta «aliança» aos «irmãos
protestantes», que enfrentam este mesmo desafio.
O Purpurado enfrentou
também a questão do ministério
petrino (do Bispo de Roma), que constitui uma das dificuldades no
avanço para a
unidade plena.
Neste sentido, fez-se eco da
proposta de João Paulo II,
lançada em 25 de maio de 1995 com a encíclica «Ut
unum sint» (número
95) «de encontrar uma forma de
exercício do primado que, sem renunciar de nenhum modo ao
essencial de sua
missão, abra-se a uma situação nova».
«Que impede de
começar já hoje, aqui em Bari, a discutir
esta proposta?», perguntou aos presentes o Cardeal. «Por
que não refletir
juntos sobre uma osmose entre o princípio de sinodalidade e o de
colegialidade
e o princípio petrino, que precisamente nas semanas passadas
mostrou sua força
espiritual?».
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