Mediugórie - Eco223
Agosto/2005 - Outubro/2005

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.07.2005

Queridos filhos! Também hoje os convido a plenificar seu dia com breves e fervorosas orações. Quando rezam, seus corações se abrem e Deus os ama com particular amor e lhes dá graças especiais. Por isso, utilizem este tempo de graça e dediquem-no a Deus como nunca antes até agora. Façam novenas de jejuns e de renúncia para que satanás fique longe de vocês e a graça os envolva. Eu estou perto de vocês e intercedo junto a Deus por cada um de vocês. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.08.2005

Queridos filhos! Também hoje os convido a viver minhas mensagens. Deus concedeu-lhes este tempo como um tempo de graça. Por isso, filhinhos, aproveitem cada momento e rezem, rezem, rezem. Eu os abençôo a todos e intercedo ante o Altíssimo por cada um de vocês. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.

Aproveitem cada momento

Em suas mensagens anteriores Nossa Senhora disse: “Vivam minhas mensagens; abram seus corações a minhas mensagens; vivam minhas mensagens na humildade e no amor; com grande alegria os chamo a viver minhas mensagens; rezo ao Espírito Santo para que os ajude e aumente sua fé para que aceitem ainda mais as mensagens que lhes dou aqui, neste lugar santo; vivam minhas mensagens e coloquem em prática cada palavra que lhes dou; que estas palavras sejam preciosas para vocês, proque vêm do Céu. Comigo, filhinhos, vocês estão seguros, desejo conduzi-los todos pelo caminho da santidade.” Este é o objetivo das aparições e da presença da Virgem Santíssima, e de cada palavra Sua dirigida a nós com amor.  

“Deus lhes concedeu este tempo como um tempo de graça”, nos diz Nossa Senhora. Recebemos tudo de Deus como um dom: a vida, o tempo, a eternidade. Com freqüência, sentimos que o tempo se nos escapa, que o gastamos inutilmente.   

As pessoas dizem, freqüentemente: “não tenho tempo”. E, por isso, muitos estão estressados, tensos, nervosos e se sentem vazios. O homem, seguramente, encontra tempo para o que lhe apraz. Enganamo-nos a nós mesmos quando dizemos que não temos tempo. Não ter tempo para Deus é sinal de não ter fé, não ter coração nem amor, não só para com Deus, mas para com você mesmo. Aquele que se estima verdadeiramente encontrará tempo para Deus, para a oração, para o encontro consigo mesmo e para com Deus.

Perguntamo-nos: Por que devemos viver esta vida estranha com todas suas dificuldades e aflições, pecados e fracassos, antes de se abrirem as portas da eternidade? Se Deus é amor, e se é tão bom, por que não nos deu tudo de uma vez? Por que devemos transcorrer tanto tempo antes de alcançar a meta? Deus nos criou imperfeitos não para dificultar-nos a vida, mas para permitir que participemos em sua própria vida trinitária.    

            Deus deseja não apenas que recebamos dEle, mas que aprendamos a dar. Amar é dar e receber.

            Deus vive fora do tempo, em um eterno presente, em  plena felicidade em que nada Lhe falta. Dessa bem-aventurança vem a nós a Virgem Maria ao nosso tempo, para ajudar-nos a encontrar o lugar onde Ela está.

            Deus não nos fez perfeitos, mas nos deu potencialidades que devemos desenvolver. Deus nos deu o livre arbítrio. Por meio dele, podemos recusá-Lo ou aceitá-Lo.   

            O sentido do tempo está no fato de que nos serve para progredir e crescer. O tempo em que vivemos pode tornar-se um tempo de graça, se acolhermos e escutarmos Nossa Senhora que nos fala. Essa é uma oportunidade de poder crescer. Como Nossa Senhora, também São Paulo adverte aos Efésios e a nós: “Aproveitem ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejam imprudentes, mas procurem compreender qual seja a vontade de Deus!” (Ef 5, 16-17). São Paulo escreve aos Colossenses o seguinte: “Procedei com sabedoria no trato com os de fora. Sabei aproveitar todas as circunstâncias”. (Col 4,5). Não devemos perder tempo, porque ele é valioso e limitado. Devemos utilizá-lo, cuidar dele e aproveita-lo sensatamente. Cada vez que renunciamos ao egoísmo e nos decidimos pelo amor, estamos trabalhando para transformar nosso tempo em eternidade, numa vida perdurável. Somente o tempo transcorrido em oração é bem utilizado. Apenas o tempo dedicado com amor a Deus e ao próximo é salvaguardado e aproveitado. Ajudemos Nossa Senhora a levar-nos à eternidade. 

Fr. Liubo Kurtovic,  Mediugórie, 26.08.2005

 

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.09.05

Queridos filhos. Chamo-os com amor: convertam-se, mesmo que estejam distantes de meu Coração. Não se esqueçam: Eu sou a Mãe de vocês e sinto dor por cada um que está longe de meu Coração, mas não os abandono. Creio que podem deixar o caminho do pecado e decidir-se pela santidade. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

 

Notícias e Testemunhos

Dia de João Paulo II

O Parlamento polonês instituiu, por Lei, o «Dia de João Paulo II», que será celebrado, a cada ano, no dia 16 de outubro, em recordação ao dia em que Karol Wojtyla, então Arcebispo da Cracóvia, foi eleito para a cátedra de Pedro, em 1978.

«O Pontificado de João Paulo II mudou o curso da história do mundo, em toda sua dimensão», explica a motivação da deliberação parlamentar. «A instituição desse dia expressa o orgulho de que um grande humanista, um homem de profunda ciência e cultura, tenha sido formado pela tradição polonesa». O Parlamento declara também que «O dia de João Paulo II» quer fazer memória às inumeráveis iniciativas do falecido Papa, orientadas a resolver conflitos sociais, políticos e internacionais. «Era um homem de paz e esperança. Indicava a todo o mundo, a toda comunidade, a todos os homens, e a cada pessoa, que a vida se pode fazer mais humana, e ensinava como, mantendo a própria fé, é possível dar aos outros respeito e amor».

Encontro para Sacerdotes

De 4 a 9 de Julho, deu-se em Mediugórie o 10º Encontro Internacional para sacerdotes, com a participação de 294 sacerdotes provenientes de 27 países. Frei Zvjezdan Linic, OFM, falou sobre «Eucaristia e Maria», tema do evento.

Durante o seminário, os sacerdotes meditaram, discutiram, rezaram juntos e celebraram a Eucaristia com o povo de Deus. Os sacerdotes em Mediugórie sentem-se como na escola de Maria. Eles são atraídos a este lugar que a Santíssima Virgem Maria escolheu de modo particular para a oração: na colina das aparições e no Krizevac. No último dia do encontro, foram rezar sobre o túmulo de Frei Slavko, que idealizou este encontro para sacerdotes em 1966.

De ano para ano, aumenta sempre o número de sacerdotes que vêm a Mediugórie, sob a proteção de Maria, Rainha da Paz, para os exercícios espirituais. A utilidade deste encontro é confirmado pela grande resposta dos sacerdotes e de seus testemunhos no fim do encontro.

Vim por curiosidade

         Terminado o encontro dos sacerdotes, em Mediugórie, muitos, desfrutando de suas férias, quiseram permanecer neste lugar, para se renovarem espiritualmente. Um destes, é Pe. Paul Newton, de Melburne-Austrália, 36 anos, padre há 3. Esta é sua terceira visita a Mediugórie. Desde sua primeira visita, sua vida mudou completamente. Em  segunda visita, veio agradecer sua ordenação sacerdotal, ocorrida um ano antes.  Disse: «Virei sempre em peregrinação a Mediugórie, mas é diferente vir como sacerdote». Antes de sua primeira visita, nenhum de seus amigos, nem família e nem o próprio Paul podia imaginar que viria a ser sacerdote. A primeira vez veio com amigos, atrás de «fenômenos naturais muito interessantes» de que havia ouvido falar. Já tinha ido a Lourdes, mas este lugar nada significava para ele. Havia até recusado o convite dos amigos para rezar o Rosário. Cresceu no seio de uma família sem oração, sem frequência à Igreja, sem acreditar em Deus, em meio a conflitos e alcoolismo...  Em Mediugórie,  encontrou pessoas em cujo coração viu algo  que o tocou. Ele disse que tinha um coração duro e, por isso, em vez de permanecer alguns dias, permaneceu 4 meses em Mediugórie, onde experimentou uma radical transformação: sentiu o chamado ao sacerdócio, no Krizevac, ao qual correspondeu. «Não tinha nenhuma razão para recusar», disse. «Não pensei naquilo que o sacerdote fazia, nem quem era o sacerdote. Refleti sobre como Deus me preparava para isso. Foram momentos de purificação. Senti alegria no coração. Foi um chamamento suave, no qual senti que teria de servir os outros, tornar-me sacerdote para servir». O momento decisivo foi o entendimento de que Jesus estava na Eucaristia. Foi então que me tornei aberto ao chamado de Deus.

No regresso a casa, estava mudado, mas todos permaneciam os mesmos. Não obstante  as incompreensões e as contrariedades, hoje, no seu terceiro ano de sacerdote, diz que seus pais se voltaram para a fé e que reza continuamente por suas irmãs, porque este é um longo processo em cada família de Deus. Disse: Compreendendo-se Quem é Deus e que Ele é Real, não podemos permanecer os mesmos. A oração deve estar no coração de cada pessoa. Também desejo ter força para dizer “sim” a tudo o que Deus nos pede».

 
Agora é um verdadeiro padre

 
Dom Geevargjese Mar Divannasios Ottatthngil,
Bispo católico indiano de Rito Melquita, da Diocese de Bathery da Keral, visitou Mediugórie e disse: «Ouvi falar, pela primeira vez, de Mediugórie há cerca de 15 a 20 anos, mas duvidava. Eu não estava interessado a vir, mas um sacerdote suíço amigo falou-me de Mediugórie e da sua esperança. Depois de sua vinda a Mediugórie, seu comportamento como sacerdote mudou incrivelmente. Começou a rezar bem e nas relações com os outros tornou-se muito humano. Agora é um verdadeiro padre. Isto fez-me pensar se devia ou não ir a Mediugórie. Toman Gruether disse-me que Mediugórie é diferente dos outros lugares de peregrinação, que conserva uma atmosfera natural e que as pessoas aqui rezam verdadeiramente. Então decidi vir e ver. Agora vim com um grupo de suíços.

Minha experiência corresponde às expectativas. Estes três dias são a confirmação. Aqui sente-se o sentido familiar, as pessoas empenhadas no serviço, fazem até os menores trabalhos com amor e alegria. Este lugar dá-nos também a experiência da família universal. Todos aqui se sentem em casa, como na casa materna. Encontrei os videntes: visitei Maria Pavlovic, Ivan e Vicka. Creio que são videntes verdadeiros. Mediugórie será conhecida, não há dúvida, hoje ou amanhã, com toda a certeza!

Estas mensagens são necessárias: Oração, Santa Missa, Penitência, Confissão, Conversão. Estes são os fundamentos da vida espiritual em todas as épocas. Sem Jesus não há vida espiritual.

 
Viver a Vida Imaculada

De Pe. Tomislav Vlasic’

 Não é nossa intenção desenvolver uma catequese que compreenda todo o ensinamento escolástico sobre este Sacramento. A reflexão coloca-se sobretudo na relação com a imaculabilidade e a Eucaristia Viva.   

O convite a viver a vida imaculada pode provocar na alma de alguém um pouco de perturbação, porque as pessoas podem idealizá-la e pensar serem melhores que os outros, arriscando-se até a não sentirem necessidade do Sacramento da Confissão. Mas a vida imaculada numa pessoa não dá espaço a estas divisões.

O Catecismo da Igreja Católica é muito claro a este propósito: «a conversão a Cristo, o novo nascimento pelo Batismo, o dom do Espírito Santo, o Corpo e o Sangue recebidos em alimento, tornam-nos santos e imaculados em sua presença (Ef. 1,4), como a própria Igreja, esposa de Cristo, é Santa e Imaculada (Ef, 5,27), diante dEle. Contudo, a vida nova recebida na iniciação cristã não suprime a fragilidade e a fraqueza da natureza humana que a tradição chama concupiscência e que permanece nos batizados, a fim de sustentarem as provações no combate da vida cristã, ajudados pela Graça de Cristo. Trata-se do combate da conversão em vista da santidade e da vida eterna, à qual o Senhor não cessa de nos chamar. (CIC 1426).

No citado texto, evidencia-se a tensão vital gerada na alma pelo dom recebido no Batismo, que tende a alcançar o fim, isto é, a santidade e a vida eterna. Neste combate, é dado aos cristãos o Sacramento do Perdão, a fim de que sejamos sustentados nos momentos de fragilidade, readquirindo as graças perdidas pela ação do pecado grave, o equilíbrio e a reconciliação com Deus na Igreja.

Além da conversão inicial, porém, é necessária a conversão constante de cada cristão, bem visível nos santos. Assim, a vida cristã transforma-se em liturgia de vida, onde cada cristão procura pôr em prática todos os meios dados pela Providência Divina.         

À luz destas considerações, o Sacramento da Penitência, da Reconciliação, deveria assumir uma qualidade sempre maior; a contrição elevada dos remorsos pela consciência à cura da alma; a confissão transforma no gozoso encontro com o Senhor; a humildade eleva a pessoa da humilhação à aceitação com alegria das próprias limitações e das dos outros, na realidade da criatura diante do Criador. O acolhimento da Graça é a docilidade que faz frutificar as graças.

Viver assim este Sacramento leva a ver a própria fragilidade, ajuda o cristão a não girar à volta de suas culpas e fraquezas. Antes, progressivamente, eleva-o à contemplação do Esposo, com o Qual se vive a vida imaculada, alcançando a união mística com Ele.

A Eucaristia - como fonte e cume da vida cristã - acompanha a prática deste Sacramento, alimenta a alma e a conduz ao sacrifício de louvor. Participando na vida de Jesus, cumpre-se então, de modo evidente, a passagem Pascal. É dali que vem a maturidade da vida imaculada do cristão, quando Deus dá a própria vida imaculada e vence Satanás, o pecado e a morte. O cristão, pois, despojando-se de si mesmo, oferece-se a esta Vida Divina e, vencendo as provações, torna-se sacrifício vivo, santo e agradável a Deus» .

Nesta prospectiva, a Vida Divina torna-se então sempre mais a liturgia da vida, a Eucaristia Viva.     

«Queridos filhos: Quero que compreendam que Deus escolheu cada um de vocês em Seu grande plano de salvação para a humanidade».

A santidade não pode estar escondida. O amor, a alegria e a paz não podem estar escondidos. Uma árvore não pode esconder seus frutos, eles estão claramente visíveis e se oferecem a todos. Sua santidade e sua confiança espiritual não podem estar escondidas.  (do livro «Como Lei chiede» de Frei Iozo Zovko)

Papa Bento e Mediugórie

Uma boa notícia: segundo o jornal italiano “Il Messagero”, 1º de junho de 2005, o Papa Bento XVI exprimiu um vivo interesse pela imagem de Nossa Senhora de Mediugórie, levada de Mediugórie para Civitavecchia, em 1995. (Essa imagem chorou lágrimas de sangue por 13 vezes em casa de Gregori em fevereiro de 1995, e uma 14ª vez em casa do bispo, em presença de várias testemunhas. Os exames realizados provam que se trata de sangue humano). O Papa disse: “Nossa Senhora de Civitavecchia vai fazer grandes coisas”, ao saudar Dom Grillo, na Conferência episcopal italiana, em 30 de maio. De fato, Dom Grillo contou a Bento XVI que, numa tarde de fevereiro de 1995, levou a imagem milagrosa ao Vaticano, a João Paulo II, que a venerou e rezou junto dela. No fim, colocou na cabeça de Nossa Senhora uma coroa que ele mesmo levara.

  
A verdadeira paz

No último dia 2 de agosto, Nossa Senhora veio rezar com Miriana pelos “que não crêem”, como o faz todos os meses. Estávamos em pleno Festival e havia milhares de jovens de todos os países que se juntaram para acolher sua Mãe, rezar-Lhe e receber Sua bênção. Depois da aparição, a mensagem que Miriana nos transmitiu causou-nos um forte choque! De fato, a situação que descreve é real! Não se pode negá-la nem calá-la! Seria bom aprender de cor esta mensagem e pedir uma graça ao Espírito Santo: Que faça uma radiografia do nosso coração e nos revele, através dos Seus raios divinos, a identidade do que contém nosso coração. Assim faremos uma revisão de nossas escolhas! Decidiremos abrigar em nosso coração o amor verdadeiro, a luz verdadeira e não as falsas cintilações com que o mundo nos ofusca.

 Mensagens recebidas por Miriana:

* 2 de agosto de 2005

“Queridos filhos, vim ter com vocês de braços abertos para abraçá-los, sob Meu manto. Não posso fazê-lo se seus corações estão cheios de falsas luzes e de falsos ídolos. Purifiquem seus corações e permitam que Meus anjos neles cantem. Então tomá-los-ei sob Meu manto e dar-lhes-ei Meu Filho, a verdadeira paz e felicidade.

Não adiem, meus filhos! Obrigada.”

*2 de setembro de 2005:

Queridos filhos: Eu, como Mãe, venho a vocês e mostro-lhes quanto os ama Deus, o Pai de vocês. Vocês, meus filhos, onde estão? Quem está em primeiro lugar em seus corações? Que impede vocês de colocar meu Filho em primeiro lugar? Permitam, meus filhos, que a bênção de Deus desça sobre vocês. Que a paz de Deus os envolva, a paz que dá Meu Filho, somente Ele. 

Notei isso em meus filhos!

Iélena Vasili, que tem locução interior, e o seu marido Massimiliano, estão atualmente em Mediugórie para umas férias (vivem perto de Roma e têm dois filhos pequenos). Formada durante anos diretamente pela Virgem através de Suas mensagens, Iélena continua preciosa fonte para aqueles que querem compreender o espírito maternal de Maria. Eis algumas palavras recolhidas nestes dias:

 “Antes de me casar, minha vida era mais fácil. Estudava, era livre, trabalhava em minha formação pessoal. Agora minha vida de esposa e de mãe força-me a colocar em prática o que aprendi, isto é, dar-me sem cessar!”

“Observar meus filhos ensina-me acerca de Deus. Deus é relação, e nós somos criados a Sua imagem. Eu vejo-O em meus filhos! Quando uma criança faz barulho, grita, bate, é porque quer se comunicar conosco. A criança, como Deus, quer sempre se relacionar. Para a criança isto é vital, porque é assim que ela se constrói. Quando uma criança experimenta esta comunicação, não precisa de televisão. Está em paz, satisfeita. Notei isso em meus filhos. Eles não se interessam pela televisão, mesmo quando vão à casa dos amigos!

Quando a televisão substitui a comunicação, interrompe-se esta relação que une os membros de nossa família e nossos amigos. Freqüentemente, erigimos muros de proteção contra a vida e fechamo-nos no irreal. Quando estou com alguém, e ligo a televisão, é como se lhe dissesse que não é suficientemente interessante para mim e que não merece minha atenção.

Temos a mesma atitude com Deus quando não O colocamos em primeiro lugar e não rezamos. Afastamo-nos da fonte e ficamos frustrados. A graça é-nos dada através de nosso encontro com Deus, na oração”.

Ir. Emmanuel

  Lágrimas de sangue

É significativo que os Papas João Paulo II e Bento XVI tenham demonstrado interesse por este fenômeno sobrenatural tão ligado a Mediugórie. Na realidade, eles demonstraram mais do que interesse, deram sua opinião positiva diante de testemunhas.

Podemos perguntar-nos: Por que Nossa Senhora escolheu chorar lágrimas de sangue à “porta de Roma” (é assim que se chama a Civitavecchia), visto que poderia verter essas lágrimas em Mediugórie, de onde provém a imagem. É uma pergunta que cada um de nós pode fazer-Lhe, em oração! O acontecimento pode ler-se à luz de uma mensagem que Ela deu em Mediugórie: “Suplico-lhes: não permitam que Eu derrame lágrimas de sangue por causa das almas que se perdem no pecado!” (24.3.84).

Hoje, alguns jovens vivem uma espécie de inferno interior e têm dificuldade de escapar às armadilhas mortais em que caíram. Seitas, droga, álcool, uso desordenado de sua sexualidade, músicas obsessivas e mal inspiradas, experiências satânicas, ocultismo, miragens da Nova Era, etc... Nossa Senhora tem um plano para eles, como para os que hoje caminham na luz. Mas esse plano não é mágico, requer um SIM sincero a Jesus, o único Salvador, e um NÃO ao pecado. Em Mediugórie, Nossa Senhora não põe água no vinho do Evangelho, e é por isso que os jovens aí se dirigem aos milhares. Como Mãe, Ela conhece o enorme potencial de amor que dorme no coração de cada pessoa. Todos são chamados à santidade! Não é por acaso que Ela tenha escolhido jovens para anunciar ao mundo a porta de saída destes infernos terrestres e o caminho seguro para a maior santidade. Eu amo particularmente estas mensagens recebidas por Iélena no grupo de oração:

-“Pelo jejum e pela oração, poderão obter tudo o que pedirem”. (25.10.83)

-“Vejo que estão todos cansados. Desejo tomá-los todos em Meus braços para que repousem comigo” (28,10. 83)

-“Mesmo se cairem nas provações, não parem!” (19.3.83).

-“Perguntam-se muito. Apenas se sobrecarregam. Jesus Se oferece a vocês, e vocês O recusam. Nele encontrarão a resposta para todas sua dúvidas. Aceitem-No!” (7.4. 84).

-“Leiam a vida de Santa Maria Goretti. Peçam, com ela, ao Senhor, para que ela obtenha para vocês suas virtudes”. (6.7 84).

          
Vivam minhas mensagens

                                                                                               Padre Jozo

Viver as mensagens da Rainha da Paz na humildade é uma condição fundamental para dar frutos. As mensagens são como sementes: a semente precisa de ser semeada. Mas para que seja semeada deve, antes, ser preparado o terreno e a terra ser adubada e cultivada. A semente que não é semeada não germinará, não crescerá, nem dará frutos...

As Mensagens da Rainha da Paz não são uma nova teoria sobre a Igreja, sobre a fé em Deus. Elas são um chamado a que devemos corresponder. As mensagens têm seu objetivo e significado só na vida de uma pessoa humilde. Recusam-se a vivê-las, elas são pensamentos inúteis, apenas um apelo sem resposta.

A humildade é a condição e o clima para o crescimento e para uma colheita abundante. A humildade é uma virtude que adorna a Virgem de Nazaré. Seu serviço humilde ao Senhor e ao próximo é o convite endereçado a todas as pessoas, a cada cristão. Os planos de Maria vão contra nossa arrogância, como as ondas contra um recife. A humildade é o caminho único e seguro mostrado por Jesus e por Sua vida. Os Santos o cultivaram como a mais alta meta.

Nossa Senhora não nos permite discutir, entrar na polêmica com os outros. Ela chama-nos a vivê-las na humildade e a testemunhá-las em nosso dia-a-dia.

Os frutos das mensagens são conforme a vontade da árvore... Com nossa vida, tornamo-nos um sinal para os que estão longe de Deus e de Seu Amor! Quando não se vê algum sinal na estrada, a pessoa duvida se escolheu a justa direção. Um sinal na estrada, iluminado pela santidade e emoldurado pela  humildade, é importante. Aquele sinal é sempre segurança.

O caminho mais breve até Deus é o serviço humilde. Todos   têm necessidade de nós. Quando escutamos Maria, estamos como Jesus de Nazaré, que foi obediente e submisso a Sua Mãe, por isso, cresceu em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens! Escutemos a Mãe e decidamo-nos a viver todas as mensagens na humildade. Deste modo, respondemos ao grandioso chamado de que em Mediugórie tivemos conhecimento. 

 
Como ir a Mediugórie

 Nossa Senhora pede-nos, freqüentemente, que paremos e perguntemo-nos, com humildade: para onde vou e como vou? Com quem ando? É preciso humildade para voltar e retomar o caminho correto. É preciso humildade para atribuir a Deus todos os méritos e vitórias, reconhecendo os próprios limites, a fraqueza humana, a necessidade de contínua renovação.

São reflexões que amadureceram há pouco tempo, sobretudo desde que Nossa Senhora nos exortou a preparar-nos para o 24º aniversário de Suas aparições. São reflexões que quero partilhar com todos os que, sacerdotes, religiosos  e leigos, são chamados por Nossa Senhora para a aventura particular que se chama Mediugórie.

A Rainha da Paz convida-nos à «renovação». Ela vê, escuta, observa e procura ajudar-nos a responder a Seu apelo, da melhor maneira. Há o risco, até no sagrado, de hábitos, de acomodações, de não experimentar a alegria da novidade como nos primeiros tempos, ou de reduzir tudo a nosso ritmo, a nossos hábitos, a nossas fraquezas, a devocionismo ou a uma religiosidade infantil...

Certa vez perguntei ao novo pároco de Mostar se nunca tinha ido a Mediugórie. Ele respondeu-me, com reticências: «Uma coisa é ir outra é acreditar!».

Certo dia Nossa Senhora disse: «Ajudem-Me e ajudem-se». Temos sempre ajudado Nossa Senhora? Por acaso, temos colocado em primeiro lugar o sucesso pessoal, o nosso egocentrismo, nossos interesses espirituais ou materiais? Mediugórie não é tanto uma viagem, quanto um descanso, um oásis.

Pessoalmente, agradeço, de coração, e abençôo todos os pioneiros que ainda hoje continuam a gastar todas as forças  para conduzir almas à fonte de graças que é Mediugórie. O Senhor os recompense por todas as suas fadigas e zelo. A todos vocês, uma grande exortação para que, com humildade, continuem ajudando, aliviando o cansaço, o hábito e a rotina com a arma do Rosário, do perdão e da renovação em Deus.         Pe. Enzo Berlingieri, pároco

A Deus o primeiro lugar

Denis é um dos melhores guias franceses de Mediugórie. Jovial, cheio de humor. Ele dá aqui seu belo testemunho:

«Depois de um caminho semeado de provações, encontrei o repouso, a quietude; em resumo: o shalom. Agora já não são o corpo e o pensamento humano que dirigem meu dia e minha vida, mas Deus! O mundo exterior pode gesticular, gritar, manifestar-se, queixar-se e lamentar-se. Eu permaneço em meu ninho onde encontro o escudo contra toda a agressão e o remédio para toda a ferida.

Em 1998, ouvi em Mediugórie, no ‘pequeno bosque’, uma irmã das Bem-aventuranças perguntar-nos: “Quem de vocês coloca Jesus em primeiro lugar em sua vida?” De 80 pessoas, duas ou três mãos se levantaram, timidamente, tentando não ser notadas! Quanto a mim, não compreendia que uma pessoa pudesse ter, como primeira preocupação, de manhã à noite, colocar Jesus em primeiro lugar! E então, como se faz para trabalhar, como ter tempo para as ocupações materiais e profissionais, se temos de nos ocupar o tempo todo com Jesus? Nessa época, eu estava envolvido em meus processos judiciais... Então tinha minhas preocupações diferentes do que colocar Jesus em primeiro lugar na minha vida!

Mas a graça fazia sua obra discretamente, em segredo. A meu lado, minha esposa tinha recebido a graça da paz, da confiança em seu marido e do silêncio. Ela não intervinha em minhas decisões, não me dirigia nenhuma crítica e deixava-me resolver. Durante esse tempo, ela rezava. Isso ajudou-me muito. Em seguida, quando chegou a cura da alma e eu quis acompanhar os peregrinos a Mediugórie, ela me disse: “Durante 5 anos rezei para que você reencontrasse a fé. Ofereci todas as minhas Comunhões por você”. Foi esse o seu melhor presente. Para que serve oferecer flores, ir ao restaurante, oferecer presentes, se Jesus está ausente? Isso é apenas dar prazer e não solidifica uma família. Não há necessidade de dar prazer, precisamos de nos amar. O primeiro presente de casamento que Deus me deu foi Odile, a esposa que se adaptaria a meu difícil temperamento. Ela nunca perdeu a esperança, guardou sempre a fé, é um pouco a minha santa Mônica.

Durante esses 10 anos de sofrimentos, Odile e eu subimos juntos o Tabor. Os obstáculos eram numerosos e variados (o Krizevac é um doce passeio), as penas de um eram as do outro, as alegrias de um eram as alegrias do outro, o amor estava sempre presente e nós continuávamos unidos. Claro que o inimigo rondava sempre para semear a cizânia e perturbar, mas nossos anjos da guarda velavam e as orações de Odile também. A conversão crescia em mim; todos os dias, mais um pequeno passo. As idéias de vingança e de acerto de contas abandonaram-me... 

Tendo deixado a função notarial, unimo-nos ainda mais um ao outro e a nossos filhos. A família solidificou-se. Depois, chegou Mediugórie e, com Mediugórie, as graças.

            Chegou finalmente a Terça-Feira Santa de 2005... Nessa manhã, eu disse a Jesus: “Nunca Vos dei um presente de qualidade; desta vez tenho o que quereis: a Semana Santa! Vou oferecer-Vos um embrulho muito precioso no qual Vós encontrareis todos os sofrimentos dos meus filhos, os de Odile e os meus, assim como o perdão a meus inimigos... Ofereço-Vos este presente”.

E Jesus o recebeu! Desde 29 de março tenho o espírito livre, sou livre, e Odile também. Presentemente, o nosso dia a dia está voltado para Jesus. Cada manhã é uma graça, um louvor dirigido ao Pai por tudo o que Ele fez por nós. Jesus está em primeiro lugar em nossa vida!

Durante esse tempo, a graça tocou também nossos 3 filhos e netos. Eles sabem o que significa “honrar pai e mãe”. Quando parto em viagem, telefonam-me para me desejar boa viagem. Quando regresso, há sempre um que vai ao aeroporto buscar-me para que não venha de metrô.

Amar é um conjunto de pequenos gestos quotidianos. Não há necessidade de grandes presentes materiais. É o coração que deve falar, e não o talão de cheques. Atualmente, gosto de agradecer a Nosso Senhor pelos santos e benditos sofrimentos que encontrei em meu caminho, as pedras do meu Krizevac, do meu Getsêmani. No Tabor, estou e quero permanecer.

Como contribuir para o Eco

 As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita­das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.

“Rádio Maria” chega ao Brasil

Agradeçamos a Nossa Senhora por esse presente de amor ao Brasil!



 

 

 

Pode ser ouvida também pela Internet: www.radiomaria.org.br