Filhinhos, creiam, rezem e amem, e Deus estará perto de vocês. Ele lhes concederá todas as graças que Lhe pedirem. Eu sou um dom para vocês, porque Deus me permite, dia após dia, estar com vocês e amar a cada um de vocês com um incomensurável amor. Por isso, filhinhos, na oração e na humildade, abram seus corações e sejam testemunhas de minha presença. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Queridos filhos! Também hoje lhes peço: rezem, rezem, rezem, até que a oração se torne vida para vocês. Filhinhos, neste tempo, de maneira especial, intercedo diante de Deus para que Ele lhes conceda o dom da fé. Somente pela fé descobrirão a alegria do dom da vida que Deus lhes deu. Seus corações sentirão alegria ao pen-sar na eternidade. Eu estou com vocês e os amo com terno amor. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Queridos filhos! Também hoje lhes trago nos braços o Menino Jesus, Rei da Paz, para que os abençoe com sua paz. Filhinhos, hoje, de forma especial, convido-os a serem meus portadores de paz neste mundo sem paz. Deus os abençoará. Filhinhos, não se esqueçam: eu sou a Mãe de vocês. Com o Menino Jesus em meus braços, abençôo-os a todos com uma bênção especial. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Também hoje, Nossa Senhora traz em Seus braços e em Seu Coração e nos doa Jesus, Rei da Paz. Ela vem fa-zendo isto durante toda a história, desde que Jesus foi concebido em Seu seio. Santa Isabel foi a primeira que teve o privi-légio de encontrar Maria, a cheia de graça, que traz e doa Jesus. Maria deseja trazer e levar todos a Jesus. Ela não se a-propria de Jesus. A Virgem Maria sabe que Jesus é um presente de Deus, não só para Ela, mas para toda a humanidade. O sentido da vida não está apenas em dar coisas, mas em oferecer a vida. Por isso Ela nos ensina: “Queridos filhos, a vi-da de vocês não lhes pertence, mas é um presente de Deus com o qual devem dar alegria aos outros.
Só o homem é capaz de reconhecer e receber Deus. O homem é o único ser que pode aceitar a medida do amor de Deus e amar de um modo digno de Deus. Jesus veio do Céu para salvar-nos. O que o impulsionou a descer do Céu por nós foi o amor, só o amor. Deus é amor, e tudo o que faz, Ele o faz por amor.
A Virgem Maria aparece e nos chama, filhos
Seus, durante muitos anos, somente porque nos ama. E nossa res-posta a Seus
apelos e mensagens deveria ser somente o amor. Com a ajuda de Nossa Senhora,
também nós podemos crescer em santidade e ser portadores de
Jesus aos outros. O Jesus que recebemos na Santa Comunhão é
o mesmo Je-sus que Maria recebeu e que nos doa.
Maria acreditou integralmente que se cumpriria tudo o que se Lhe tinha
dito a respeito do Senhor. Também hoje, Ela crê que Deus deseja
e pode cumprir em nossas vidas suas obras de paz e de amor. Ela experimentou
em sua vida o poder do amor de Deus, que governa e conduz a história
da humanidade e cada coração que se abre a Ele. Maria é
quem melhor conhece Jesus, porque cresceu em seu Seio Imaculado, em seu Coração,
e porque também O acompanhou com seu amor solícito até
o Calvário. Por isso, estamos seguros de que chegaremos a Jesus se
escutarmos e seguirmos suas palavras maternais que não obrigam, mas
atraem com amor. Ela veio aqui por nós. Não fomos nós
que A chamamos, foi Ela quem nos veio chamar. Ela foi sozinha visitar sua
Prima Isabel, quando sentiu-se abraçada pela graça, plena de
Je-sus. Também hoje está plena de Jesus, que nos traz e nos
doa. Maria recebe tudo de Jesus, o Rei da Paz, e nos presen-teia tudo o que
é de Jesus.
Em muitas de suas mensagens, Nossa Senhora
nos convida à oração pela paz. O mundo anseia pela paz,
mas é incapaz de criar as condições para a paz. É
inimaginável a felicidade humana sem a paz do coração.
A paz produz uma profunda segurança. A paz é um profundo anseio
do coração humano que o homem não pode alcançar
e realizar sem Deus. Esperar a paz do mundo, do poder e das forças
humanas, significa aceitar o caminho do engano e da decepção.
Nossa Senhora nunca enganou nem decepcionou ninguém. Nunca se soube
que tenha abandonado a quem recor-reu a sua ajuda e proteção.
Recorramos a Ela e abramo-nos a seu Coração a fim de experimentar,
com profundidade, a paz e levá-la a todos os que nos rodeiam.
* No dia 2 de novembro, a aparição
a Miriana Soldo ocorreu no Cenáculo, em presença de numerosos
peregrinos vindos para a festa de Todos os Santos. Ao terminar a aparição,
Miriana disse às pessoas presentes o que lhe parecia importante para
nós. Foram estas as suas palavras:
“Nossa Senhora não deu mensagem. Ela estava triste e dolorosa. Disse-me
coisas que não posso dizer. Rezo para que Ela seja acolhida em
nossos corações.
Se Nossa Senhora estava “triste e dolorosa”, resta-nos levar a sério
Seus pedidos e vivenciá-los! A hora não é de vãs
pala-vras, a hora é de ação, de obediência. “Creiam,
rezem e amem!” (25.10.2005).
* Em dezembro, dia 2, a vidente Miriana
Soldo teve a aparição mensal também no Cenáculo.
No final, Miriana transmitiu esta mensagem de Nossa Senhora:
“Queridos filhos, neste santo Tempo, permitam que o amor e a graça
de meu Filho desçam sobre vocês. Só os cora-ções
puros e misericordiosos, plenos de oração, podem sentir o amor
de Meu Filho. Rezem pelos que não têm a graça de sentir
o amor de Meu Filho. Meus filhos, ajudem-Me! Agradeço-lhes.”
* Na noite de 1º para 2 de janeiro, Nossa Senhora convidou os peregrinos com a vidente Maria Pavlovic para uma aparição na Colina das Aparições. No final da aparição, a vidente transmitiu às pessoas presentes esta mensagem de Nossa Senhora: “Não se esqueçam que sou sua Mãe e que os amo ternamente!” Maria Pavlovic desejou a todos um santo e feliz Ano Novo. Ela também falou de uma mensagem dada no início das aparições e que é conveniente lembrar: “Queridos filhos, Eu desejo que sejam felizes aqui na terra, e comigo no Céu.”
* No dia 2 de janeiro, a vidente Miriana teve sua aparição mensal no Cenáculo, na presença de muitos peregrinos. No final da aparição, Miriana comunicou esta mensagem de Nossa Senhora às pessoas presentes!
“Queridos filhos! Meu Filho nasceu. O Salvador de vocês está aqui conosco. O que impede seus corações de O receber? O que há de falso neles? Purifiquem seus corações pela oração e pelo jejum. Reconheçam e rece-bam Meu Filho. Só Ele lhes dará a verdadeira paz e o verdadeiro amor. O caminho para a Vida eterna é Ele, Meu Filho! Agradeço a todos.
É imenso o dom de Mediugórie que Deus deu ao mundo. Estamos longe de compreendê-lo! Uma das graças ofe-recidas a quem desejar é a bênção da paz maternal que Ela dá todos os dias a quem abre o coração, de modo especial, durante Suas aparições diárias. Os videntes dizem-no claramente: a imensa graça que eles recebem quando rezam com Nossa Senhora é, na realidade, para cada um de nós! Vícka explica isso assim: “Se você abre o coração, no momento da aparição, para acolher Nossa Senhora, mesmo sem vê-la, receberá as mesmas graças que nós, videntes, recebemos!
As aparições ocorrem, em
Mediugórie, diariamente, às 17:40, que corresponde às
13:30, horário de Brasília. Nos-sa Mãe Celestial vem
abençoá-los, encorajá-los, consolá-los, fortificá-los
e iluminá-los. Em uma palavra: Ela vem fazer o Seu trabalho de Mãe,
segundo a necessidade mais urgente que encontra em nós.
Alguns contentam-se em ser abraçados, silenciosamente, amorosamente.
Sua simples saudação Maternal pode mudar nossa vida. A simples
presença do Imaculado Coração aniquila o que endurece
nossos corações: o medo, a raiva, a impureza que nos impede
receber Seu Filho.
“Aos 29 anos, encontrei-me grávida.
Minha médica tinha ido a um congresso e não podia atender-me.
Fui encami-nhada a outro médico que eu não conhecia. Estava
com três semanas de gravidez. Depois do exame, disse-me o doutor:
- O “fruto” não é bom,
é uma gravidez extra-uterina. Precisa ir amanhã, com urgência,
ao hospital fazer uma cure-tagem!”
Quando entrei no hospital, não estava plenamente convencida de que
tinha de fazer a curetagem. Tinha comigo uma relíquia do Padre Pio.
Tomei-a nas mãos e, enquanto pedia a padre Pio que me ajudasse, uma
voz interior dizia-me que esta decisão não era boa e que devia
pedir outra consulta. Já estava vestida com a roupa branca para entrar
na sala de cirurgia, e aquela voz não me deixava! Senti que esta decisão
de curetagem não era conveniente, que não era correta. Pedi
uma médica assistente para fazer nova ecografia. A médica assistente
foi avisada a tempo. Ficou aborrecida por ter sido incomodada. Já ia
fazer uma cirurgia quando lhe chegou o meu pedido. Mas eu não desejava
ser operada. Depois de algum tempo, a médica veio ver-me e fez uma
outra ecografia. Eu continuava segurando a relíquia de Padre Pio na
mão e apertava-a fortemente, porque sentia que era meu amigo, minha
tábua de salvação dentro deste hospital um pouco desu-mano.
A nova ecografia mostrava que tudo estava em ordem. Meu bebê não
estava fora do útero como tinha dito o médi-co! Mas a médica
disse-me que eu não tinha hormônios suficientes para conservar
o filho, contudo não podia operar-me porque isso seria fazer um aborto
(na Bélgica o aborto é ilegal). Assim pude escapar à
cirurgia e ao aborto. Regressei a casa. Não fiz qualquer tratamento
hormonal. E Jeff nasceu em perfeita saúde!
Jeff tem agora 4 anos, nasceu a 1º
de outubro, na data do aniversário do pai. O pai nunca quis reconhecê-lo,
nem mesmo vê-lo, pois não queria pagar a pensão. Mas o
Senhor permitiu que Jeff nascesse no dia do aniversário do pai, para
que ele nunca se esquecesse do filho. Ele é a alegria da mãe,
da avó e do avô, porque eu moro em casa de meus pais”.
A avó de Jeff confessou-me que, ao saberem desta gravidez, ela e
o marido choraram todas as lágrimas do mun-do, mas, agora, diz:
“Foi verdadeiramente uma cruz que nos caiu sobre os ombros, mas esta cruz transformou-se em alegria para a nossa família! Nunca tivemos um filho e meu marido “adotou” Jeff como filho seu. Jeff tem o nome dele. São muito agar-rados um ao outro. O avô faz o papel de pai, isto é o que realmente precisávamos em nossa família! Deus pôs esta crian-ça em nossa vida. O menino foi um bem para meu marido e para mim. Nosso relacionamento melhorou. É verdadeira-mente uma alegria!”
A mãe do Jeff, Carolina, irradiava
alegria ao falar-me. Pude constatar: o pequeno Jeff é um dom de Deus.
En-quanto Carolina me contava sua história, ele saltitava à
nossa volta e estava contente com tudo. Um dia ele saberá que foi um
sobrevivente, mas que muitas outras crianças não tiveram esse
privilégio de vir ao mundo, porque hoje muitos médi-cos assumem
o lugar de Deus para decidir entre a vida e a morte, às vezes enganando
as mães sobre seus filhos, diag-nosticando que seu estado é
pior do que na realidade o é. Digo isto sem hesitar, porque se tornaram
freqüentes casos se-melhantes. Em caso de diagnóstico negativo,
se lhes aconselharem o aborto, peçam a repetição do
exame numa clínica ou hospital diferente! E mesmo que o bebê
tenha um problema, não se esqueça: é um filho, é
seu filho! Proteja-o. A vida dele está em suas mãos!
Alguns textos do livro “Diário de Santa Faustina” ajudam-nos a entrar na intimidade do Menino Jesus. Os místicos mostram-nos o que o Senhor sente por cada um de nós!
* Hora Santa. “Durante esta hora procurava meditar sobre a Paixão do Senhor. Todavia, minha alma foi inundada de alegria e, de repente, tive a visão do Menino Jesus. Sua Majestade impressionou-me tanto, que exclamei: “Jesus, sois assim tão pequenino, e, no entanto, reconheço em Vós meu Criador e Senhor”. E Jesus respondeu: Sou, e convivo no ín-timo com você como uma Criancinha, para ensinar você a humildade e a simplicidade.” (D184)
* Quinta-feira. “Quando comecei a Hora
Santa, queria concentrar-me na agonia de Jesus no Horto. Então escutei
na minha alma esta voz: Medita os Mistérios da Encarnação.
E, de repente, surgiu diante de mim o Menino Jesus, radiante de beleza. Disse-me
quanto a simplicidade da minha alma agrada a Deus: Embora a Minha Grandeza
seja inconcebível, convivo só com os pequeninos – exijo de ti
a infância espiritual.” (D332)
* “Então, vi Nossa Senhora
com o Menino Jesus e S. José que se mantinha de pé atrás
da Mãe de Deus. A Mãe Santíssima disse-me: - Aqui tens
o mais precioso Tesouro. E entregou-me o Menino Jesus.” (D 608)
* “Quando O recebi em meus braços,
desapareceram Nossa Senhora e S. José. Fiquei sozinha com o Menino
Je-sus. Disse-Lhe: “Sei que sois o meu Senhor e Criador, embora tão
pequenino”. Jesus estendeu-me Suas mãozinhas e o-lhou-me sorrindo.
Meu espírito ficou repleto de uma incomparável alegria. De
repente, Jesus desapareceu: era o momento da sagrada Comunhão. Dirigi-me
com as outras irmãs ao altar, de alma profundamente comovida. Após
a Sagrada Comu-nhão, ouvi no íntimo estas palavras: -Eu sou,
no teu coração, o mesmo que tinhas nos braços.”(D 609)
* “Ó Luz Eterna Que viestes à
Terra, iluminai minha inteligência e fortalecei minha vontade, para
que eu não su-cumba nos momentos de duras provas. Que Vossa Luz dissipe
toda a sombra de dúvida, que Vossa Onipotência atue a-través
de mim. Confio em Vós.
* Ó Luz incriada! – Ó Menino Jesus, que para mim constituís modelo de realização do desígnio de Vosso Pai, Vós que dissestes: “Eis que venho para cumprir a Vossa Vontade”, permiti que também eu, em tudo, cumpra fielmente a Von-tade de Deus. Ó Deus Menino, concedei-me essa graça!” (D 830)
* “Hoje, durante a S. Missa, vi junto
de meu genuflexório o Menino Jesus, como se tivesse um ano de idade,
pe-dindo-me que Lhe pegasse ao colo. Quando O tomei nos braços, reclinou-Se
sobre o meu seio e disse-me: Sinto-Me bem perto do teu coração.
–“Embora sejais tão pequenino,
eu sei que sois Deus. Porque assumis a figura de um menino para estardes comi-go?”
– Porque quero ensinar-te a infância espiritual. Quero que sejas muito
pequena, pois, quando és pequenina, levo-te junto do meu Coração,
da mesma maneira que tu, neste momento, Me tens junto do teu. Nessa altura,
fiquei de novo sozi-nha, mas ninguém poderá imaginar a emoção
de minha alma; sentia-me tão inteiramente mergulhada em Deus, como
uma esponja lançada ao mar...” (D 1481)
No fim de setembro, antes de deixar Mediugórie
em missão, procurei Miriana e perguntei-lhe o que havia de mais importante
para transmitir, em minhas conferências, aos americanos. Antes mesmo
de refletir, saiu-lhe dos lábios esta resposta: “Transmita-lhes a
esperança! Mostre-lhes o amor!” Evocando alguns dos fardos e problemas
das pessoas no O-cidente, chamou minha atenção para a epidemia
de medo que hoje atinge tantos corações. Sabemos bem que Miriana,
como os outros cinco videntes, recusa “adocicar a pílula” quando se
trata de transmitir as palavras exigentes da Virgem Santíssima. Apesar
disso, nessa manhã, Miriana surpreendeu-me quando disse: “Quem tem
medo não tem fé”. À primei-ra vista, estas palavras parecem
duras. Mas, refletindo nelas, vemos que nos oferecem boas razões para
nos alegrarmos e esperarmos. É muito simples: quanto mais nos agarramos
a Jesus, menos medo temos. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais o medo
se afasta de nós. Devemos verdadeiramente colocar na cabeça
que o medo e o amor são incompa-tíveis. Onde há amor
o medo fica ausente, e, como Deus é puro amor, o amor verdadeiro expulsa
o medo.
Miriana recordou-me essa maravilhosa
mensagem recebida nos anos 80: “quem tem Deus Pai como pai de sua família,
a Mim como Mãe, e faz da Igreja sua casa, nada tem a temer do futuro,
nada a temer dos segredos”. “Se Deus é por nós, quem será
contra nós?” (Ro 8, 31).
De fato, o único medo que nós
deveríamos deixar entrar em nosso coração é o
medo de estar separados de Deus (pelo pecado grave e rejeição
da misericórdia). Estar separados de Deus é o único desastre
verdadeiro. A Virgem Maria sublinha-o assim: “Peço-lhes: não
permitam que Eu derrame lágrimas de sangue por causa das almas que
se per-dem no pecado”. (22.03.1984)
Depois destes conselhos sobre o medo,
Miriana disse, com convicção: “Sabes, não há nada
que nós não pos-samos obter pela oração e o jejum.
Às vezes, as pessoas perguntam-me: ‘Miriana, que posso fazer, nesta
situação, a-lém de rezar?’ Perguntam isso porque ainda
não perceberam o grande poder da oração! Por que deveríamos
procurar ou-tro meio, se já temos o maior e mais poderoso? Nosso esforço
deveria consistir em rezar melhor, em rezar mais, ter mais confiança
em Deus que nos orienta como um pai orienta seus filhos! Esta confiança
não deixa nenhum espaço para o me-do. A confiança torna
nossa oração poderosa”.
Miriana acrescentou: “Muitos peregrinos
italianos me perguntam: ‘Miriana, por que Nossa Senhora pede isto ou aquilo
em Suas mensagens?’ Ora, nós, os videntes, nunca Lhe perguntamos por
quê! Nenhum de nós pensaria, sequer, em Lhe perguntar por quê,
pois sabemos que nossa vida está nas mãos de Deus”.
Miriana tem razão. Não temos necessidade de compreender tudo. Reparei que os videntes têm esta grande sabe-doria, e também a maior parte dos fiéis croatas. Isso vem, sem dúvida, do sentido da Transcendência divina que eles sou-beram guardar. Quanto a eles, Nossa Senhora sabe por que pede que se faça isto ou aquilo, e isso lhes basta. Ficam em paz e simplesmente fazem o que Ela pede. Nós podemos adotar esta atitude, porque é obedecendo que compreendemos o fundamento do que nos é pedido. Fazendo a vontade de Deus, nunca nos enganaremos. Quando questionamos Deus sobre suas intenções, sem atender seus pedidos, somos nós que perdemos. Após 24 anos de aparições, alguns peregrinos ainda não começaram a jejuar, porque continuam a interrogar-se por que devem fazê-lo. Durante esse tempo, quantas graças foram concedidas àqueles que, com uma fé de criança, simplesmente jejuaram e rezaram!
No dia 2 de outubro, uma multidão
estava presente à Aparição de Nossa Senhora a Miriana.
Na oportunidade, Nossa Senhora deu a seguinte mensagem: «Venho a vocês
como Mãe. Trago-lhes Meu Filho, a Paz e o Amor. Purifiquem seus corações
e tomem Meu Filho com vocês. Dêem aos outros a verdadeira Paz
e felicidade». A esta mensagem Miriana a-crescentou: «A Santíssima
Virgem abençoou cada um de nós e os artigos religiosos. Depois
insistiu novamente sobre a impor-tância da bênção
de um sacerdote».
Há várias formas de bênçãos. Quando um
Sacerdote, um Bispo, um Cardeal ou o Papa abençoa, é Jesus mesmo
que abençoa. Portanto, é Cristo que derrama sobre nós
Sua Divina santidade. Esta bênção é uma graça
imensa e não depende da santidade do sacerdote. Se a alma que a recebe
está aberta e recolhida, Jesus abre o tesouro de Seu Coração
e derrama-o com abundância, segundo a disponibilidade da alma e de
sua fé. As almas humildes recebem mais.
A bênção une-se à
alma diretamente e, freqüentemente, a inteligência não tem
consciência desta efusão, que supera suas faculdades. Por essa
razão, facilmente se distrai e corre o risco de perder o dom recebido.
Quando a alma está recolhida, encontra-se enriquecida, fortificada,
protegida, e saciada pelas bênçãos. O mais belo fruto
é a alma poder unir-se a Deus mais in-timamente. Os frutos das bênçãos
são tais que pertencem já à eternidade e dão à
alma uma beleza particular. Como para todos os dons de Deus, quanto mais
zelo se põe ao dar ou ao receber as bênçãos, mais
ela é eficaz.
Em Mediugórie, Nossa Senhora disse:
«Se os sacerdotes soubessem o que dão quando abençoam,
abençoariam dia e noite!» E acrescentou: «A bênção
do sacerdote é maior que a Minha» (mensagem particular dada a
Maria Pavlovic), porque o sacerdote recebeu o Sacramento da Ordem.
Também os leigos podem abençoar
e a Igreja recomenda aos pais abençoar seus filhos, todos os dias.
A Santíssima Virgem pede que as crianças sejam abençoadas
de manhã e à noite (mensagem dada em 1980). As crianças
também podem abençoar seus pais!
O poder de tal bênção
depende muito de quem a dá, por isso a bênção de
Nossa Senhora é particularmente forte. Se uma mãe terrena pode
abençoar seu filho, tanto mais pode fazê-lo nossa Mãe
Celeste!
Em Mediugórie, Nossa Senhora dá
Sua bênção a todos os presentes, depois da saudação:
«Louvado seja Jesus, meus queridos filhos». Antes de rezar por
nós,com as mãos estendidas.
Um dia perguntei a Miriana por que Nossa Senhora abençoava de várias formas: «bênção de alegria», «bênção mater-na», «bênção solene», etc.... Miriana disse que devemos receber a bênção com confiança e gratidão e nossa Mãe Celeste fará o resto, segundo nossas necessidades! Irmã Emmanuel
No dia 4 de Novembro, estiveram
em Mediugórie quatro Bispos: três do Malawi (D. Tho nas
Msusa, atual Bispo da Diocese de Zomba, seu predecessor, atualmente emérito,
D. Allan Chamgwera e D. Remi Joseph Gustave Saint-Marie, Bispo da Diocese
de Dezda) e o Bispo canadense, D. Joseph Faber Mac Donald, Bispo da Diocese
de John New Brunswic.
Estes Bispos falaram das próprias experiências positivas e
da satisfação de se encontrarem neste Santuário dedi-cado
à Santíssima Virgem. Sublinharam, de modo particular,
o significado de Mediugórie, como o maior confessionário do
Mundo. Na casa paroquial, encontraram-se com o Pároco e os outros franciscanos
a serviço de Mediugórie.
A consagração ao Imaculado
Coração de Maria, ecoa em toda a espiritualidade mariana, sobretudo
neste último século.
Mas que significa, verdadeiramente, o
ato de consagração a Maria? Significa entrar em Seu Coração
Imaculado, do qual depende também nossa imaculabilidade. É,
um pouco, como se estivéssemos no seio materno. Nós, cristãos,
trazemos em nós a vida imaculada e incorruptível pelo Sacramento
do Batismo. Esta é uma realidade dentro de nós, mas é
também uma promessa: o germe de um estado imaculado ainda a alcançar.
Cada batizado, juntamente com a Igreja, busca alcançar o que Maria
já alcançou.
Nossa Senhora recebeu esta graça logo na concepção,
e, de modo misterioso, conservou-o até o fim da Sua e-xistência
terrena.
O que podemos colher da Sua vida - através
das palavras do Evangelho e da experiência dos santos - são Suas
virtu-des, que coincidem perfeitamente com os frutos do Espírito Santo.
Nela se exprime muito bem a resposta de Maria, que a elevou à união
com Deus, para viver a presença do Espírito Santo. Uma presença
que continuamente «fecunda» Seu seio e Sua alma (como aconteceu
no momento da Anunciação), para gerar todos os membros do Corpo
Místico de Cristo.
A consagração ao Coração
Imaculado, além de ser uma oração é, portanto,
o ingresso nas virtudes de Maria. Assim, nossa alma se transforma num seio
capaz de acolher o Espírito Santo, para ser, por sua vez, rendimento
fecundo.
Maria é Imaculada em vista da
morte e ressurreição de Jesus. Ela pôde receber esta
graça e colaborar plenamente, elevando-se continuamente e unindo-se
com o Filho, até alcançar a máxima união na Paixão
e Ressurreição. Este é o aconteci-mento fundamental que
nós devemos viver em todos os Sacramentos.
O ponto de partida para seguir a vida
imaculada é, por isso, nossa disponibilidade para estarmos unidos a
Jesus através de Maria, porque sua imaculabilidade é um dom
de Deus, para todos nós e não só para Ela. Deus confiou
este dom a Nossa Se-nhora para que Ela seja nossa mãe, uma mãe
que leva os filhos no seio e na cruz.
S. Paulo, na carta aos Efésios,
escreve: «Ele nos escolheu antes da criação do mundo,
para sermos santos e imaculados diante de Seus olhos» (Ef. 1,4). Em
resumo, o Apóstolo fala da imaculabilidade e da incorruptibilidade
em vista da santidade, porque nossa santidade pressupõe este estado,
semeado em nós pelo Batismo, porém ainda em desenvolvimento.
Alimenta-a todo o alimento que Jesus Cristo deixou na Igreja, de modo particular,
a participação na Eucaristia e na Palavra de Deus.
O assunto não se esgota aqui.
É necessário ir até o fim, «participar da Palavra
de Deus». A Palavra Divina, tem, de fato, todo o poder para mudar
nossa vida. A Eucaristia tem todo o poder de saciar os profundos desejos
do homem. Mas não basta acolhê-los, é necessário
entrar em seu dinamismo.
Os impedimentos são muitos. Seria
melhor dizer que eles constituem os elementos de uma verdadeira e própria
bata-lha contra o demônio, contra todo o mal presente no universo. Seria
muito fácil elevar-se a Deus por conta própria. Na realidade,
nós trazemos conosco todas as gerações passadas, as conseqüências
do pecado original.
Daqui nasce a batalha, mas também
a consciência que chegaremos ao que Nossa Senhora alcançou. Nunca
individu-almente, mas juntos, como Igreja. Caso contrário, a vida
Trinitária seria uma contradição. Nós sabemos
que, de fato, a vida divi-na, nas Pessoas da Santíssima Trindade, se
exprime com um contínuo dar-se uns aos outros. Do mesmo modo, também
nós podemos entrar na vida de Deus doando-nos tudo em todos. Eis porque
a batalha se faz mais ampla e não nos é permitido nos fechar
em nós mesmos.
Deste ponto, partamos para examinar nosso
dia. Que fazemos quando nos levantamos? Nos lavamos e preparamo-nos para
enfrentar melhor nosso dia. Na vida espiritual, vigora a mesma lei. É
preciso acordar, mas em Deus, no Espírito Santo. Como acordaria hoje
Nossa Senhora? Sim, acordaria toda para Deus, se elevaria toda para Deus.
A oração matinal deverá
ajudar-nos a contemplar o rosto de Deus, olhá-Lo, senti-Lo, falar-Lhe.
Naturalmente, com fé, esperança e amor. Com este despertar da
alma nós podemos enfrentar bem o dia, para cumprir nossos deveres,
nossa missão. À noite, estaremos prontos a imergir-nos de novo
em Deus, eliminando tudo o que nos tem sobrecarregado e preparar, assim, à
noite, onde encontrar Deus no sono.
O Magnificat é uma ótima
conclusão de nosso dia. Se nos empenharmos a viver a vida imaculada
num processo contínuo, em nós crescem a alegria e o louvor.
E quem está atento à graça do dia, e aquece a relação
com Deus com pequenas orações, à noite recolherá
os frutos do louvor e sua alma, espontaneamente, será levada a exclamar:
«Minha alma glorifica o Se-nhor!» Não como uma récita
composta por outros, mas como um cântico que nasce do coração
sempre mais puro e imaculado.
«Depois destes dias em Mediugórie,
tenho impressões muito positivas. Ficou muito claro para mim que aqui
há al-go muito poderoso e sobrenatural. Sem esta sobrenaturalidade,
estes acontecimentos não poderiam manter-se por tanto tempo, nem difundir-se
assim por todo o mundo. Sei que chegam sempre mais pessoas de todas as partes
do mundo e que rezam muito e se convertem. Esta é uma grande realidade
sobrenatural, como demonstram os próprios fatos. Os videntes
transmitem simplesmente o que a Virgem lhes diz, que são os apelos
da Bíblia: paz, conversão, oração, jejum, que
os fiéis acolhem e põem em prática em sua vida. Escutando
uma das videntes, percebi que alguns peregrinos faziam perguntas que manifestavam
curiosidade. Neste caso, a vidente respondia muito simplesmente: só
digo o que a Virgem diz, o que vai além disto devem perguntar aos sacerdotes.
Minha opinião acerca de tudo o que aqui acontece é extremamente
posi-tiva. Gostei particularmente do programa vespertino: o Rosário,
a Santa Missa e a Adoração.
Este é o caminho da conversão».
Na última aparição diária a Iákov, em 12 de setembro de 1998, Nossa Senhora disse a Iákov Colo que ele teria a aparição uma vez ao ano, e isto seria no dia 25 de dezembro. Assim foi também neste ano. Nossa Senhora veio com o Menino Jesus nos braços. A aparição começou às 14:45 e durou 7 minutos. Nossa Senhora deu a seguinte mensagem: Queridos filhos! Hoje, com Jesus nos braços, de maneira especial, convido-os à conversão. Filhinhos, durante todo este tempo em que Deus me permitiu estar com vocês, incessantemente os chamei à conversão. Muitos de seus corações permaneceram fechados. Filhinhos, Jesus é paz, amor, alegria, e por isso decidam-se agora por Jesus. Comecem a rezar. Peçam-lhe o dom da conversão. Filhinhos, somente com Jesus poderão ter paz, alegria e um coração cheio de amor. Filhinhos, eu os amo. Sou sua Mãe e dou-lhes minha bênção maternal.
As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser depositadas nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos de-pósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.
No dia 25 de junho próximo,
vamos celebrar 25 anos de aparições diárias da Rainha
da Paz em Mediugórie. Jun-te-se ao nosso grupo. Solicite-nos a
Programação.
Agradeçamos
a Nossa Senhora por esse presente de amor ao Brasil!