Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.06.
Queridos filhos! Também hoje os
convido a serem portadores do Evangelho em suas famílias. Filhinhos,
não se esqueçam de ler a Sagrada Escritura. Ponham-na num lugar
visível e testemunhem, com sua vida, que crêem e vivem a Palavra
de Deus. Eu estou perto de vocês com meu amor, e intercedo junto a
meu Fi-lho por cada um de vocês. Obrigada por terem correspondido a
Meu apelo!
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.06.
Queridos filhos! Neste tempo quaresmal
de graça, convido-os a abrirem seus corações aos dons
que Deus deseja dar-lhes. Não se fechem: com a oração
e a renúncia digam Sim a Deus e Ele lhes dará em a-bundância.
Como na primavera a terra se abre à semente e produz cem por um, assim
também o Pai Celes-tial lhes dará em abundância. Filhinhos,
eu estou com vocês e os amo com terno amor. Obrigada por terem correspondido
a Meu apelo!
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.03.06.
Coragem, filhinhos! Decidi conduzi-los
pelo caminho da santidade. Renunciem ao pecado e sigam pelo caminho da salvação,
caminho que meu Filho escolheu. Por meio de suas tribulações
e padecimentos, Deus lhes mostrará o caminho da alegria. Por isso,
filhinhos, rezem. Estamos perto de vocês com nosso amor. Obrigada por
terem correspondido a Meu apelo!
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.04.06.
Queridos filhos, também hoje os
convido a terem mais confiança em Mim e em meu Filho. Ele venceu com
sua morte e ressurreição e convida-os a serem, por meio de
Mim, parte de sua alegria. Filhinhos, vocês não vêem Deus,
mas se rezarem sentirão sua proximidade. Eu estou com vocês
e intercedo junto a Deus por cada um de vocês. Obrigada por terem correspondido
a Meu apelo!
Tenham mais confiança
Nesta mensagem, a Rainha da Paz nos pede que tenhamos mais confiança
nEla e em Seu Filho e nosso Salvador, Jesus Cristo. Sabemos que a confiança
é algo importante na vida. É inconcebível a vida nesta
terra sem confiar nas outras pessoas. Podemos imaginar o que aconteceria
se duvidássemos de tudo e de todos. A desconfiança
nos fecha aos outros. Quando desconfiamos nos defendemos dos outros e, sem
fé, nossa vida fica ameaçada.
O oposto da
fé e da confiança não é a ausência de fé
e o ateísmo, mas o medo. O medo faz com que a pessoa sinta necessidade
de defender-se, atacar e ofender os outros para conservar a própria
vida. Dessa forma, põe em perigo as relações interpessoais
e também destrói a si mesmo.
O medo paralisa
a pessoa. A fé, pelo contrário, liberta, oferece segurança,
paz e liberdade. O menino não pode viver sem confiar em seus pais.
Por isso, deve apoiar-se neles, crescer e conservar a vida. Jesus põe
diante de nossos olhos uma criança e nos diz: “Asseguro-lhes que,
se não se tornarem como esta criança, não entrarão
no Reino dos Céus” (Mt 18,3). Jesus dirá muitas vezes: “Tua
fé te salvou” (Mc 5,34); “Não temas, basta que creias e te
salvarás” (Lc 8,50); “Tudo é possível para aquele que
crê” (Mc 9,23). Devido à ausência em nós de uma
fé em Deus, de criança, surgem as tensões, as frustrações,
as angústias, os estados nervosos. São cada vez menos os momentos
em nossa vida em que sentimos uma verdadeira e intensa presença de
Deus. Sentimo-nos divididos e cansados, enquanto Deus continua esperando.
Jesus, por meio de sua Mãe, chama-nos também hoje e durante
todos estes 25 anos de aparições da Virgem Maria.
Nossa Senhora,
como Mãe, nos apresenta, em sua mensagem, Jesus crucificado e ressuscitado,
um Jesus que vence tudo o que destrói a vida humana. Jesus Cristo
está vivo, não é um Jesus morto, mas vivo. Ele gostaria
também de dizer, hoje, por meio de sua Mãe: “Acreditem em minha
Mãe, amem-Na como Eu A amei, façam tudo que Ela lhes pedir,
a fim de que possam tomar parte em minha alegria e vitória pascal.”
A Mãe
não pode separar-se do filho. Por isso, também Nossa Senhora
não pode separar-se de Jesus. “Vocês não vêem Deus,
mas, se rezarem, poderão sentir Sua proximidade”, nos diz a Virgem
Maria. Deus é Espírito, e nós temos espírito
e capacidades espirituais com as quais podemos sentir, experimentar e encontrá-Lo.
Temos possibilidade
de crer, amar, esperar. O caminho que nos leva ao encontro com Deus é
a oração. Não existe outro caminho ou meio. Se alguém
lhes diz que existe, não lhes dêem crédito.
Nossa Senhora
é intercessora, medianeira e advogada nossa junto a Deus. É
incansável e não permite que permaneçamos dormindo.
Ela não enumera suas aparições e mensagens. Ela não
vive de matemática, mas de amor. Para Ela não são importantes
os números. Cada um de nós é importante para Ela. O
verdadeiro amor não conhece números, pois é infinito.
Comecemos a confiar e a amar, para conhecer e encontrar Deus e, assim, a
nós mesmos e aos outros.
Fr. Liubo
Kurtovic, Mediugórie, 26.4.6
Notícias e Testemunhos
Vocês esqueceram a Bíblia
“Em Julho de 2004, um mês antes do meu casamento na Igreja, eu ia de
novo à Missa, depois de uma interrup-ção de 35 anos.
A preparação para o batismo dos meus filhos (10 e 14 anos)
estava bem encaminhada e, timida-mente, eu lia livros de espiritualidade.
Tinha ouvido as mensagens de Nossa Senhora e pegado numa velha Bíblia
de meu pai para a colocar junto ao leito, com a firme intenção
de um dia pôr-me a lê-la.
Nessa noite,
tive este sonho inacreditável: meu marido e eu (casados no registo
há 12 anos), andávamos de barco à vela. Navegávamos
com piloto automático, porque estávamos ambos muito ocupados
no interior do barco. Com efeito, havia muito a fazer dentro do barco e nenhum
de nós estava interessado em se colar ao leme durante horas. Íamos
de tempos a tempos dar uma olhada para assegurar se não havia perigo
imediato, e depois melhor mergulharmos em seguida nas tarefas que nos absorviam.
De repente,
veio uma tempestade. Não tivemos tempo para nada. O barco foi sacudido
em todos os sentidos e, em determinado momento, ficou de lado. Estávamos
aterrados. Mas o barco não afundou. Ficou à deriva, sempre
deitado sobre o lado, até encalhar numa ilha de areia fina. Saímos
do barco titubeantes, chocados com o que acabara de acontecer.
Na praia esperava-nos
uma bela senhora. Com infinita doçura ocupou-se de nós e reparou
o nosso barco. Quando acabou de pôr tudo em ordem, disse-nos: ‘Não
podem continuar assim sua viagem, sem ninguém ao leme. Eu vou colocar-lhes
alguém ao leme. E também não é razoável
fazer uma viagem sem ter um mapa!’ Entregou-nos então um livro grosso
e desejou-nos boa viagem.
Partimos no
barco. Quando abri o livro... era a Bíblia!
Um ano mais
tarde, minha Bíblia continuava na mesa de cabeceira e não a
tinha verdadeiramente aberto, apesar de alguns tímidos ensaios. Mas
nesse ano, alguém me convidou a integrar um grupo de estudos Bíblicos
que ia abranger toda a Bíblia. Passei a ler a Bíblia, devorei-a!
Agora volto a ela constantemente! Compreendo melhor as leituras quotidianas
da Missa, e todos os dias, se tiver possibilidade, partilho com meus filhos
o que nela descubro. Pus no quarto de banho deles um pequeno quadro negro,
onde escrevo os versículos da Bíblia que me tocam. Eles gostam
de descobrir os novos versículos que eu aí escrevo regularmente.
Creio que Nossa
Senhora me salvou duas vezes. A primeira chamando-me a vir a Mediugórie;
a segunda, fazendo-me descobrir, através do sonho, a palavra de Seu
Filho Jesus. Colette-EUA
Em Sua última mensagem,
Nossa Senhora lembrou-nos um ponto essencial no Seu ensinamento em Mediugórie:
colocar a Bíblia, em nossa casa, num local visível, todos os
dias ler alguns versículos, e colocá-los em prática.
Frei Jozo Zovko
diz que a Virgem lhe apareceu em lágrimas cinco vezes: “Vocês
esqueceram a Bíblia!”, dizia Ela. Frei Jozo explica que encontra muitas
vezes mães que perderam um filho e que sofrem um imenso desgosto.
No entanto, nunca tinha visto uma mãe tão dolorosa como a Mãe
de Deus quando dizia: “Vocês esqueceram a Bíblia!”
Os croatas
cristãos sofreram muito sob o domínio comunista, porque a Bíblia
não era autorizada nos lares. (Isso explica as longas homilias dos
franciscanos durante as missas, porque era o único meio que tinham
para ensinar a fé ao povo, e adotaram este bom hábito, na linha
de S. Francisco). Às vezes, nas aldeias, os Milicianos ordenavam às
famílias que trouxessem todas as Bíblias e, depois, queimavam-nas
publicamente, com comentários blasfemos. Os crentes que resistiam
às ameaças de prisão ou outras sevícias, se não
entregavam as Bíblias, tinham de as esconder ou mesmo enterrar, sujeitos
a todos os riscos. Eles tinham esta coragem! Em certos dias de festa, tiravam-nas
em grande segredo, e quem na família soubesse ler lia passagens inteiras
perante a família toda, profundamente recolhida. A Bíblia era
tratada com veneração, como o único verdadeiro tesouro
da casa. A Palavra de Deus era sua luz, sua esperança, sua riqueza!
Cada um procurava reter o máximo, porque sabiam como eram raras estas
ocasiões e quanta necessidade tinham desta luz celeste para sobreviver
ao ateísmo ambiente e às mentiras do comunismo. Cada versículo
era para eles uma alegria e como que uma injeção de coragem
para suportar as dificuldades da vida.
Quando Nossa Senhora apareceu em 1981, o regime comunista
ainda dominava, e eis que Ela pediu que colocassem a Bíblia num local
visível nas casas! Só os fiéis de Mediugórie
e arredores podiam medir a audácia da Mãe do Céu nesta
incrível mensagem. Uma verdadeira bomba!
E nós,
que ainda hoje podemos dispor de um Bíblia sem correr riscos, o que
fazemos? O lugar onde a colocamos indica a importância que lhe damos...
Ela é o nosso orgulho?
Frei Jozo recomenda que “todos
os dias, no momento da bênção da refeição,
o pai de família leia uma passagem do Evangelho aos filhos. Quando
tiver acabado a leitura, beije o Livro Sagrado, porque ao beija-lo, beija-se
Jesus!”
Ir. Emmanuel
O dom de Mediugórie
É imenso o dom de Mediugórie que Deus deu ao mundo. Estamos
longe de compreender o que Nossa Senhora já tem dito! Um dos presentes
oferecido a quem quiser aceitá-lo é a bênção
da paz maternal que Ela dá todos os dias a quem abre o coração,
de modo especial durante Sua aparição. Os videntes dizem-no
claramente: a imensa graça que eles recebem quando rezam com a Virgem
é, na realidade, para cada um de nós! Vicka explica isso assim:
“Se tu abres teu coração no momento da aparição,
para acolher a Virgem, mesmo que não A vejas, receberás as
mesmas graças que nós, os videntes recebemos! Nós não
somos especiais. Nossa Senhora quer dar a todos os Seus filhos o que dá
a nós. Mas, para isso, é preciso abrir o coração!”
Há pessoas
que têm um relógio que toca à hora da aparição
(13h40, ou às 14h40 no horário de verão) e que se recolhem
alguns minutos para deixar que a Mãe do Céu venha abençoá-los,
encorajá-los, consolá-los, fortificá-los, iluminá-los,
isto é, venha exercer Seu papel de Mãe, segundo a necessidade
mais urgente que encontra em nós. Alguns contentam-se em abraçá-La
silenciosamente, amorosamente.
Ir.
Emmanuel
Sinais do tempo
No dia 18 de março, dia do seu aniversário natalício,
reuniram-se mais de mil peregrinos para a reza do Santo Terço na Comunidade
Cenáculo. A aparição teve início às 13h59
e permaneceu até às 14h04. A Santíssima Virgem deu a
seguinte mensagem: Queridos filhos, neste tempo quaresmal, convido-os à
renúncia interior. O caminho que os conduz a esta (renúncia)
passa pelo amor, o jejum, a oração e as boas obras. Só
com uma total re- núncia interior reconhecerão
o amor de Deus e os sinais do tempo em que vivem. Serão testemunhas
destes sinais e começarão a falar deles. Desejo conduzi-los.
Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
João Paulo II
Como não podia ser de outra maneira, Stanislaw Dziwisz, o fiel secretário
de João Paulo II, quis celebrar uma de suas primeiras missas como
Cardeal junto ao túmulo do Pontífice, nas grutas do Vaticano,
e reafirmar que o falecido Papa «continua servindo à Igreja».
Ao celebrar
a Eucaristia com vários Cardeais, Arcebispos, Bispos, Sacerdotes e
numerosos peregrinos, o atual Arcebispo de Cracóvia reconheceu, numa
breve homilia, que «a “missão” de Jesus de Nazaré, Filho
Deus, continua».
«Um dos
grandes testemunhos desta “missão” de Jesus foi o do servo de Deus,
João Paulo II. Há um ano sepultamos seus restos mortais na
terra, precisamente a poucos passos daqui».
“Contudo, temos
a viva consciência de que ele continua a dirigir-nos sua palavra, servindo
à Igreja, e não deixa de confirmar-nos na fé”. No dia
em que o novo Cardeal regressava à Polónia, agradeceu publicamente
o «ter sido incluído como Arcebispo de Cracóvia, indigno
sucessor de Santo Estanislau, Bispo e mártir, no Colégio dos
Cardeais».
«Este
dom é um chamamento a amar ainda mais o Povo de Deus e a servir a
sua unidade - reconheceu o Cardeal de 62 anos. Tenho necessidade da ajuda
de Deus e imploro-a por intercessão do servo de Deus, João
Paulo II. Também peço-lhes que rezem por mim».
Cardeal Stanislaw
Dziwisz (Zenit.Org)
O Sangue do Cordeiro
Esforcemo-nos por nos despojar e desnudar nossa pobreza. Assim Deus colocará
ao nosso lado um irmão ou irmã que nos fará compreender
onde erramos e logo descobrimos quanto estamos longe da pureza de coração
que Ele nos pede.
Se aceitarmos
a correção e acolhermos a graça, logo nos daremos conta
de que algo está mudando em nós: é a mão paterna
de Deus que nos corrige com amor e nos guia pelo caminho da purificação.
Isto foi compreendido por mim própria
há pouco tempo. Muitas vezes me foi sublinhada minha atitude, que
eu julgava cuidadosa, parecendo, contudo, aos outros invasora e inoportuna.
No princípio,
ficava perplexa, e até um pouco ferida, depois, em oração,
reconheci meus erros. Vi, com sofrimento, meus defeitos, mas não ficava
abatida nem desconsolada. Rezei e pedi ao Senhor que me curasse e confiei-me
completamente à Santíssima Virgem Maria. Criei um espaço
dentro de mim, em meu coração e, com o passar dos dias,
senti que algo acontecia em mim: parecia-me ter tomado minha identidade,
sentia-me «estranha», desorientada, como voltada, quase à
espera de ser plenificada por Deus, de ser plasmada por Ele, para me tornar
aquela pessoa que Ele havia pensado antes do meu nascimento.
Depois, veio
uma grande paz, senti-me profundamente amada por Deus e impelida a derramar
sobre os outros, especialmente sobre os que me haviam ferido, o amor do qual
me sentia cheia.
Aquela correção
foi providencial. Jesus fala-nos verdadeiramente por meio dos irmãos,
e quer intervir para despertar nossas almas e levar-lhes a harmonia.
Infelizmente
nós estamos prontos a corrigir, a aconselhar, mas, quando alguém
aponta o defeito de nosso caráter, a manifestação do
nosso «eu», logo nos fechamos, o coração endurece
e ali se escondem muitas incompreensões sobre as quais satanás
trabalha para dividir.
Jesus, no Calvário,
deixa-Se despojar, para ensinar-nos a fazer o mesmo. Nós, pelo contrário,
tendemos sempre a despojar os outros. Não é uma fraqueza pôr
isso em discussão, mas uma justiça!
Quanto mais
«despida» estou, pronta para entregar a Jesus, com humildade,
meu coração empinado, meus pensamentos, meus juízos,
meus erros, a estima de mim mesma, minha liberdade doente, tanto mais me
deixo plenificar dEle.
Ele inunda-me
com Sua Graça que tudo purifica, cura minhas enfermidades espirituais,
que Ele toca e cura. Minha alma foi dada por Deus e, se não é
orientada por Ele, vivo ansioso, agitado.
Quando mergulho
meu pecado no Sangue do Cordeiro, quando deixo entrar Jesus em meu coração,
remeto para Ele meu universo, minha vida, meu passado, meu presente e meu
futuro, e permito que seja Ele a assumir, a elevar, a redimir tudo o que
não Lhe é agradável, quando ponho todo o meu ser sob
Sua soberania, para que «nEle seja tudo recapitulado» (Ef. 1,10).
Assim, pouco a pouco sinto que a Vida flui em mim, sinto-me uma criatura
nova, regenerada. Posso gostar da alegria de ser salva, de ser redimida,
de ser chamada a partilhar a herança celeste que o próprio
Jesus preparou para mim e para todos, a preço do Seu sangue.
Agora sinto-me reconciliada
com todos: meu olhar não julga, mas ama, porque meu pensamento está
lavado, minhas palavras são expressões de um coração
que ama e, depois destes momentos de graça, não me custa amar,
porque é o Coração de Cristo que ama em mim.
Agora espero
ser capaz de testemunhar na consistência de minha vida o poder de Jesus,
Seu Amor, Sua Misericórdia, Seu Perdão. Também sei que
algumas vezes recairei nos mesmos erros, mas estou certa de que o Senhor
não me faltará com a Sua ajuda.
Lia Appugliese
(irmã de Ancona)
de «Eucaristia Vivente»
Mediugórie
ontem e hoje
Seguem-se escritos que ressaltam os primeiros anos das Aparições.
Agora o plano de Deus, por Maria, vai em frente, dando-nos sempre novas graças
e ulteriores aprofundamentos no caminho iniciado em Mediugórie.
Demos uma olhadela às palavras
de Frei Tomislav Vlasic naquele tempo, para compreendermos o que hoje Deus
quer continuar a dizer-nos»
«Nossa Senhora ensinou-nos
a dar três passos em frente
na oração de grupo»
Quero dizer-lhes algumas palavras que vivi nestes últimos dias, [falamos
de 7 de abril de 1985], precisamente na Sexta-Feira Santa e na Páscoa.
No Sábado
Santo do ano passado, recebi uma dádiva especial, pequenina, mas interessante.
Veio aqui um convertido ortodoxo que me trouxe uma oferta, dizendo: "Quero
dar-te uma dádiva e tu sabes muito bem o que é. Se te dou dinheiro,
dizes-me que não precisas. Dou-te a chave da minha casa, de modo que
possas entrar nela quando quiseres. Não sei se irás à
minha casa, mas eu quero sentir-me contente em dar-te a chave, para nela
entrares quando o quiseres'.
Reparem: hoje
aconteceu que todos nós recebemos esta oferta. Todos recebemos a chave
da casa celeste. E é importante compreender que podemos abrir todas
as portas com esta chave que recebemos. Todos podemos compreender os problemas
e resolvê-los. E aquilo que hoje quero dizer é que comecemos
a viver esta realidade.
Recebemos verdadeiramente
a chave da Casa Celeste, isto é, de todas as portas dos problemas
humanos. A Ressurreição resolve todos os problemas.
Ontem, li um
postal de uma Irmã doente em estado terminal. Escreveu ela: «Tu
não podes compreender minha alegria por se aproximar o dia em que
irei ao encontro de meu Pai do Céu »:
Pois vejam:
Se aceitarmos esta chave da Porta Celeste e a vivermos, nem mesmo as maiores
dificuldades de nossa vida terão algum significado. Somos felizes
e para nós conta apenas o resto da vida, a alegria...
Penso que só poderemos compreender
Nossa Senhora e Sua Mensagem de Paz se hoje a recebermos como uma chave,
porque, à Luz da Ressurreição, todos os problemas se
resolvem, se nos empenharmos como se empenhou Maria Madalena, dizendo: Deus
é tudo para mim. Se Deus Se torna tudo para mim, então, eu
uso, na realidade, a chave da Ressurreição.
Quero dizer-lhes como podem usá-la:
devem ser crucificados. Ficaria muito triste, se hoje o Pai Celeste ficasse
triste com vocês. Ele ofereceu-nos tudo, deu-nos Seu Filho e nós
não podemos aceitar este dom imenso, sem eliminarmos nossos pecados:
mesmo um pequeno pecado, uma pequena sombra de pecado que seja, impede-nos
de viver esta rea-lidade. Quero dizer-lhes isto para que possam prosseguir
nestes dias. Digo prosseguir, porque este dia, a Ressurreição,
é apenas o primeiro dia da Ressurreição; devem, pois,
viver o segundo, o terceiro... e o quadragésimo, porque a Quaresma
dura quarenta dias, mas também o tempo pascal dura quarenta dias.
Devemos, pois, caminhar quarenta dias à luz da Ressurreição
e, se se dispuserem a viver esta chave da fé, depois de quarenta dias
estarão verdadeiramente transfor-mados.
A este propósito, importa
dizer, de modo muito particular aos peregrinos e aos chefes de grupo que
aqui vêm muitas vezes, que continuem a aprofundar as mensagens da oração.
Quando digo
aprofundar as mensagens sobre a oração, penso em dois aspectos
muito importantes:
1 - Primeiro,
minha oração deve tornar-se cada vez mais recolhida.
Devo entrar dentro de mim, entrar
nas mensagens, senti-las, compreendê-las: minha oração
deve tornar-se cada vez mais recolhida: ouvir a voz de Deus no interior de
minha consciência.
2 - Por outro
lado, minha oração deve tomar-se cada vez mais ativa em relação
a meu próximo.
Devo realizar
aquilo que compreendi na oração, realizá-lo em relação
aos outros.
Na última vez, disse-lhes
que Nossa Senhora insistiu na Confissão freqüente, mas dizia-lhes
que a Confissão, feita no confessionário, sem a realização
em relação aos outros, não é completa. Neste
sentido: se eu ofendi alguém e não vou pôr em prática
aquilo mesmo a que me propus ao confessar-me, a Confissão não
produz frutos.
Atenção:
Para os grupos de oração, é muito importante esta abertura
à humildade, em que o grupo reconhece suas próprias fraquezas,
porque, quando o grupo faz a confissão, não a confissão
sacramental, mas a confissão de sua própria vida (em grupo),
todas as pessoas se tornam uma, na humildade e na abertura para Deus. E,
então, Deus pode fazer com que se dêem passos adiante.
Na última vez, Nossa Senhora
ensinou-nos a dar três passos adiante, na oração do grupo:
1 - O primeiro
passo é descarregar todos os pecados e mesmo todos os remorsos de
pecados devem ser abandonados. Sem este primeiro passo, jamais se entrará
em oração. Chegamos apenas ao princípio e o remorso
da consciência insiste, repetindo-se, com ele, uma teimosa análise
dos pecados.
2 - Devemos,
pois, deixar os pecados, confessá-los e, ao mesmo tempo (vem agora
o segundo passo) entregar nossas preocupações a Deus.
Quando tivermos
dado este passo, entramos na liberdade, entramos em contacto com Deus. O
Espirito Santo fala-nos então dentro de nós mesmos, porque
somos livres e, neste segundo passo, rezamos já pelos programas ou
projetos divinos, porque o coração limpo e livre pode compreender
aquilo que Deus projeta dentro de nós.
Se não
tivermos dado este passo em frente, então, não poderemos progredir
na oração; ou antes, como Nossa Senhora disse a Iélena:
"Muitos cristãos, em sua oração diária, chegam
apenas ao princípio da oração e não chegam nunca
a entrar nela".
3 - A terceira
etapa da oração é pedir a bênção.
Mas, quando se fala de bênção, não se trata de
algo mágico. Nossa Senhora fala de algo concreto. Quando, ao rezar
pelo projeto divino, na oração (2.a etapa), eu vejo aquilo
que Deus quer de mim, então, lanço-me a realizar isso mesmo.
Deus dá-me sua força e eu compreendo justamente a bênção
como sendo a força para realizar aquilo que Deus deseja de mim. Ao
mesmo tempo, devo tomar, aceitar e guardar essa bênção
como uma autêntica pérola preciosa.
Várias vezes, Nossa Senhora
nos disse:
"Vocês
recebem a bênção e, depois, esquecem-se dela".
Ora, todos vocês
vêem que estes três pontos merecem ser meditados e desenvolvidos
diariamente, de modo a melhorá-los dia a dia e, por isso, quando se
diz aperfeiçoar ou aprofundar a oração, pretende-se
justamente o aperfeiçoamento destes três elementos ou passos.
Se procurarem aperfeiçoar estes três passos, a oração
tornar-se-lhes-á contínua. Se quiserem guardar a bênção
divina dentro de vocês, devem rezar continuamente, isto é, encarnar
sua oração na vida diária; e se quiserem ser capazes
de entrar em oração, deverão realizar aquilo que a oração
exige de vocês. Acreditem: Se fizerem isto, ficarão contentes.
Talvez tenham
sido palavras de sobra. Nós estamos habituados a falar muito,
mesmo nós, sacerdotes.
Digo-lhes apenas: Empenhem-se na oração, empenhem-se na profundidade
da oração. À medida em que viverem na profundidade da
oração, aumentará, em vocês, a Luz Divina.
Diversas pessoas,
nestes dias, disseram-me: eu quero ter fé. Mas a fé pode tê-la
quem quiser; só que a Fé não é uma coisa fixa.
A fé exige dar um passo à frente. Eu não posso ver uma
cidade que está para além de uma montanha: para vê-la
eu devo subir. Se eu quero ter uma luz mais intensa em minha fé, devo
dar os passos que atingi com minha compreensão. Não há
necessidade de pedir tantos conselhos, como tanta gente pede no confessionário;
esses conselhos estão já no Evangelho e todos podem compreendê-los.
É preciso, isso, sim, dar os passos que o Evangelho nos propõe:
e logo a luz se intensificará!
Uma outra coisa
que desejaria dizer aos peregrinos, a todos quantos acreditam nas aparições:
as aparições atravessam provações, mas não
crises.
Comprendam:
Quero justamente sublinhar que as aparições atravessam provações,
mas não crises. Ora, eu desejo que todos vocês, por meio das
provações, possam crescer e jamais entrar em crise.
Faço
votos que este dia da Ressurreição seja, para vocês,
apenas o início de uma vida bela. E boa viagem. E felicidades!
Frei Tomislav
Vlasic, 7.4.1985
Samuel, fruto da oração.
No fim do mês de março, uma jovem família suíça,
da cidade de Vaxyo, veio a Mediugórie. Vieram agradecer a Nossa Senhora,
porque crêem ter tido um filho por Sua intercessão.
Afram e Romana
Oguz eram casados há 5 anos, mas sem filhos. Seus pais vieram da Turquia
para a Suíça há 30 anos, porque pertenciam à
minoria cristã Sírio-Ortodoxa e era-lhes difícil viver
lá sua fé. Escolheram a Suíça,
um país cristão. Como os cristãos ortodoxos, o jovem
casal ia à Missa numa igreja católica. Crêem que a diferença
entre católicos e ortodoxos não é assim tão grande
que impeça a unidade, por isso, estão rezando também
por esta intenção. Um Domingo, depois da Santa Missa, ouviram
falar de uma pessoa que estava organizando uma peregrinação
a Mediugórie. No princípio, não tinham intenção
de participar da peregrinação, mas um ou dois dias antes da
partida, algo os impeliu a pedir a inscrição de dois lugares.
O organizador da peregrinação disse que poucas horas antes
um casal havia anulado a viagem, ficando então dois lugares livres.
Era abril de 2004.
Em Mediugórie,
durante a Santa Missa da tarde, estavam rezando com fé para ganharem
um filho, prometendo vir em peregrinação de agradecimento antes
do primeiro ano do bebê. Enquanto Romana estava rezando, uma senhora
aproximou-se dizendo que tinha uma mensagem para ela. Disse: «sua oração
foi atendida e produzirá muito fruto». Depois da Santa Missa,
procuraram aquela senhora, mas inutilmente. Seu filho nasceu algumas horas
depois da morte do Santo Padre, João Paulo II. Seu nome é Samuel,
segundo a Sagrada Escritura, Samuel, fruto da oração.
Uma semana antes
do primeiro aniversário do Samuel, vieram em peregrinação
a Mediugórie para agradecer.
Vai com Deus!
Irmã Elvira abençoa duas crianças.
Esta imagem
recorda o tempo em que Deus tinha lugar no seio das famílias e da
sociedade. Quando Deus era constante na boca das pessoas: «Vai com
Deus!; Bom-dia (boa-tarde ou boa-noite) nos dê Deus!»,
«Deus te ajude!»,
etc. Recorda a bênção da confeção do pão,
relembrando a jaculatória de minha mãe: «Deus te acrescente,
que é para muita gente»; a bênção do alimento
sobre a mesa, em cima da qual o pão e o vinho eram as primeiras coisas
a serem postas. Nenhum instrumento metálico cortava o pão,
era partido e repartido com a mão, lembrando a Eucaristia.
Ainda nesta
linha, recordo que não se levava o alimento à boca com a mão
esquerda, não se dava nem se recebia nada só com a mão
esquerda, muito menos uma esmola a um pobre. Isto eleva o pensamento a Jesus
sentado à direita do Pai. Por outro lado, verificamos que em língua
italiana a mão esquerda diz-se sinistra e a verbo sinistrar, na mesma
língua, quer dizer devastar, estragar, destruir.
Não havia
casa sem oratório, mais ou menos rico. Não havia dia sem a
oração do Terço e sem uma Cruz.
Em algumas casas ainda hoje é visível uma Cruz sobre as portas
de entrada.
Lembra ainda
a oração da Trindade, o homem que tira o chapéu ao passar
junto de uma Igreja ou oratório. A bênção
dos padrinhos e a de um Sacerdote quando nos dirigíamos a ele pedindo
sua benção. Hoje, freqüentemente, nos deparamos com um
certo acanhamento quando «ousamos» pedir a bênção
a um sacerdote.
Sobretudo recorda
a grata bênção dos pais aos filhos, gesto que marca indelevelmente
uma criança para toda a vida e atualmente muito recomendada por Nossa
Senhora em Mediugórie, para ser retomada em todas as famílias.
Este gesto dado com amor paternal é um tesouro perpétuo que
jamais enferrujará, corrige a forma de estar na vida, como, por exemplo,
a indisciplina nas escolas e, posteriormente, produzirá também
o seu efeito na velhice dos pais.
Como
contribuir para o Eco
As contribuições
para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag.
0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio
de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Poderão também ser depositadas nas agências dos Correios
que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências
Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes
dos de-pósitos efetuados devem ser enviados para anotação
no cadastro.
Peregrinação
Jubileu de Prata
No dia 25 de junho próximo, vamos celebrar 25
anos de aparições diárias da Rainha da Paz em Mediugórie.
Jun-te-se ao nosso grupo. Solicite-nos a Programação.
“Rádio Maria” chega ao Brasil
Agradeçamos
a Nossa Senhora por esse presente de amor ao Brasil!
94.5 FM
Pode ser ouvida também pela Internet:
www.radiomaria.org.br
Filhas do Puríssimo Coração
A Congregação das Irmãs
Franciscanas Filhas do Puríssimo Coração da Santíssima
Virgem Maria abriu, no início este ano, sua quarta casa no Brasil,
com quatro religiosas, no Jardim Céu Azul. Esta nova casa tem, como
objeti-vo, ajudar a Comunidade Servos da Rainha nos serviços que vem
prestando à comunidade local, especialmente escola, catequese, acompanhamento
litúrgico e assistência social.