Mediugórie - Eco226
 Maio/2006 - Junho/2006

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.05.06.

    Queridos filhos! Também hoje os convido a colocar em prática e a viver minhas mensagens que lhes dou. Decidam-se pela santidade, filhinhos, e pensem no paraíso. Somente assim terão paz em seus corações, a qual ninguém poderá destruir. A paz é o dom que Deus lhes dá na oração. Filhinhos, busquem e trabalhem com todas as forças para que a paz triunfe em seus corações e no mundo. Obrigada por terem respondido a meu apelo!”

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.06.06.

    Queridos filhos! Com imensa alegria em meu coração, agradeço-lhes por todas as orações que nestes dias ofereceram por minhas intenções. Saibam, filhinhos, que não se arrependerão, nem vocês nem seus filhos. Deus os recompensará com grandes graças e merecerão a vida eterna.   Eu estou perto de vocês e agradeço a todos que, durante estes anos, aceitaram minhas mensagens, transformaram-nas em vida e se decidiram pela santidade e pela paz. Obrigada por terem correspondido a meu apelo!

Nossa Senhora agradece

       Já decorreram vinte e cinco anos desde o início das aparições de Nossa Senhora em Mediugórie.  Vinte e cinco anos de amor, de graças e do Céu aberto neste lugar. Em nosso coração, surge espontaneamente o clamor de Santa Isabel: “De onde me vem a graça de ser visitada pela Mãe de meu Senhor?”
    Em suas mensagens anteriores, Nossa Senhora disse: Deus permitiu-me estar este longo tempo com vocês... Eu permanecerei com vocês enquanto o Todo-poderoso o permitir... Vim ajudá-los porque sozinhos vocês não serão capazes... A Mãe deseja ajudar seus filhos. Ela não nos convida somente à conversão. Ela, nossa Mãe, convida-nos a aceitar que Ela mesma nos conduza a Jesus, fonte de Redenção.  
    Amar Nossa Senhora, crer nEla, significa regressar de novo aos pés da cruz de Seu Filho, significa chegar à fonte da graça e da Redenção, experimentar e viver a autenticidade das palavras de Jesus: “Quem tem sede venha a Mim e beba. Quem crê em Mim, como diz a Escritura, de seu lado brotarão rios de água viva.” (Jo 7,37-38). Os rios de água viva do Coração de Jesus fluíram e lavaram muitos corações arrependidos nos Sacramentos da Santa Confissão e da Eucaristia aqui em Mediugórie. Podemos sentir-nos agradecidos por todas as graças que provêm do Senhor e de Nossa Senhora que nos visita.
    A Bem-Aventurada Virgem Maria, no 25º Aniversário de suas Aparições, chega com grande alegria em seu Coração. Ela vem da glória e da plenitude da vida para onde, como Mãe, deseja conduzir-nos. Ela agradece pelas orações de todos que acreditaram nEla, que A aceitaram como sua Mãe e intercessora no caminho da vida.
    “Não se arrependerão” – diz Nossa Senhora. Ela nunca decepcionou ninguém e socorreu a todos que nEla confiaram, que a Ela recorreram com confiança em suas necessidades. Ela não veio enganar a ninguém nem privar-nos das alegrias da vida. Somente com Deus, podemos viver a plenitude da alegria. Deus também nunca decepcionou ninguém. Ele nos recompensará não apenas depois da morte, mas desde agora, já aqui na terra.
    Nossa Senhora agradece a todos que aceitaram suas mensagens, isto é, a todos que puseram em prática Suas mensagens. Lamentavelmente, acontece que escutamos Suas palavras, mas não as transformamos em vida. Não se deve conservar no bolso a  semente que deve ser semeada na terra. Isso aconteceu também com as palavras de Jesus. Escutamos Suas palavras, mas não as transformamos em vida. Por isso, Nossa   Senhora, em muitas mensagens, nos pede: “Vivam minhas mensagens... testemunhem-nas com suas vidas... ponham-nas em prática... transformem-nas em vida. Quando isso não acontece, somos iguais àquele homem do qual Jesus nos fala no Evangelho: “Quem ouve minhas palavras e não as põe em pratica é como um homem insensato que edificou sua casa sobre areia. Caíram as chuvas, precipitaram-se as torrentes, sopraram os ventos e sacudiram a casa: ela caiu e sua ruína foi grande.” (Mt 7, 26-27).
    O mesmo acontece com as mensagens que Nossa Senhora nos dirige aqui. Suas mensagens são o Evangelho apresentado com o Coração e com palavras simples e maternais. Aproximemo-nos com fé e amor de Nossa Senhora para que a casa de nossa vida seja construída na rocha.     
Frei Liubo Kurtovic - Mediugórie

Notícias e Testemunhos

Aparição anual a Ivanka

    A vidente Ivanka Ivankovic teve sua aparição anual regular no dia 25 de junho de 2006. Segundo o depoimento dos videntes, Vicka, Maria Pavlovic e Ivan ainda têm aparições diárias, enquanto Miriana, Ivanka Iákov têm aparições apenas uma vez por ano. Por ocasião da última aparição diária a Ivanka, no dia 7 de maio de 1985, Nossa Senhora, depois de confiar-lhe o décimo e último segredo, disse-lhe que, durante o resto de sua vida, aparecer-lhe-ia uma vez por ano, no dia 25 de junho, aniversário das aparições. Assim aconteceu também este ano. A aparição, que durou 7 minutos, ocorreu na casa de Ivanka. Nesta aparição estavam presentes apenas Ivanka com seu esposo e três filhos.
    Nossa Senhora deu a seguinte mensagem:
    Queridos filhos, obrigado por terem correspondido a Meu apelo. Rezem, rezem, rezem.
    Nossa Senhora estava alegre e falou sobre o sétimo segredo.

Mediugórie pergunta

    O movimento espiritual da Rainha da Paz é uma realidade dentro da Igreja, envolvido por um espírito de oração e de atividades humanas. Este movimento espiritual, com base nas mensagens da Rainha da Paz, é um dos maiores e mais autênticos movimentos de oração do século vinte. É um movimento que vive na Igreja e para a Igreja, porque inclui os fiéis, o clero, religiosos, Bispos e todos aqueles que dão testemunho público dos numerosos benefícios que Mediugórie lhes proporcionou, a começar pela vida de oração. Para avaliar melhor a dimensão mundial deste movimento, que inclui peregrinações a Mediugórie, criação de Centros da Paz, grupos de oração por todo o mundo, pastorais, publicações, assistência humanitária e outras atividades, o Santuário de Mediugórie está pedindo o preenchimento de um formulário que pode ser encontrado no web-site do Santuário da Rainha da Paz de Medjugorje:
    http://www.medjugorje.hr
    Contato: Lidija Paris
    medj.lidija@medjugorje.hr
    Gospin Trg 1, 88266 Meðugorje, Bosnia i Hercegovina Tel: + 387 36 650 206 / Fax: + 387 36 651 444 /
 
Pedidos urgentes

    A Miriana, além da aparição anual do dia 18 de março, Nossa Senhora também aparece-lhe, a partir de 1987, no dia 2 de cada mês. Nessas aparições, parece que Nossa Senhora manifesta uma maior urgência no atendimento a seus pedidos. Ela dá uma mensagem cada vez que aparece a Miriana e reza pelos que não têm fé. Nossa Senhora insiste em que saibamos reconhecer os sinais de nosso tempo.
    Queridos filhos, neste tempo, permitam que o amor e a graça de Meu Filho desçam sobre vocês. Só os corações puros e misericordiosos, plenos de oração, podem sentir o amor de Meu Filho. Rezem pelos que não têm a graça de sentir o amor de Meu Filho. Meus filhos, ajudem-Me! Obrigada. (2.12.2005)
    Queridos filhos, nasceu o Meu Filho! O Salvador de vocês está aqui, com vocês. O que impede que seus corações O recebamr? O que há de errado neles? Purifiquem seus corações pelo jejum e pela oração. Reconheçam e recebam Meu Filho. Somente Ele pode oferecer-lhes a verdadeira paz e o verdadeiro amor. O caminho para a vida eterna é Ele, Meu Filho! Obrigada. (2.1. 2006)
    No dia 2 de março, no final da aparição, Miriana declarou que Nossa estava muito triste e falou, com tristeza, da situação do mundo. Não houve mensagem, mas, por três vezes, Nossa Senhora exclamou: “Deus é amor! Deus é amor! Deus é amor!”
    Queridos filhos, venho a vocês porque, com Meu exemplo, desejo mostrar-lhes a importância da oração pelos que não conhecem o amor de Deus. Meus filhos, vocês não reconhecem os sinais dos tempos? Não falam entre vocês sobre eles? Venham, sigam-Me! Como Mãe, convido-os! Obrigada por terem correspondido a Meu apelo. (2.4.2006)
    Queridos filhos, venho a vocês como Mãe. Venho com o Coração aberto, pleno de amor por vocês, meus filhos. Purifiquem seus corações de tudo que os impede de Me aceitar, de conhecer o amor de Meu Filho. Meu coração deseja vencer,  triunfar por meio de vocês. Abram seus corações. Desejo guiá-los. Obrigada. (2.5.2006)
    Os habitantes de Nínive tiveram o sinal de Jonas e converteram-se com sua pregação (Mt 12, 41) e a cidade não foi destruída.
    Os judeus, no ano 30, tiveram, primeiro, João Batista, o Precursor, e, depois, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Uma parte converteu-se, mas o maior número deles não reconheceu o tempo em que foi visitado... (Lc 11, 32). Hoje, quem temos nós? Quem nos visita todos os dias há 25 anos? É também na Bíblia que encontramos o sentido dos sinais que hoje nos são dados em abundância.
    Mediugórie é, para todos vocês,  um convite à oração e também para viverem os dias de graça que Deus lhes dá... (25.04.92). Queridos filhos, Eu quero que percebam a seriedade da situação e muito daquilo que vai acontecer depende de suas orações. Mas vocês rezam pouco... (25.07.91).
    Após 25 anos de aparições, podemos alegrar-nos com os frutos de Mediugórie. Milhões de conversões, de corações transformados, de famílias reunidas pelo amor, de jovens que encontraram o sentido da vida, milhares de vocações sacerdotais e religiosas, curas inumeráveis, etc... No entanto, temos de reconhecer que, infelizmente, uma parte do plano de Nossa Senhora falhou, porque esse plano era “reconciliar e converter o mundo inteiro” (jun/81). Ainda estamos longe disso! Assim, neste Aniversário, meditemos sobre estas realidades; vejamos como ajudar Nossa Senhora a triunfar logo. Seu Coração acabará por triunfar, é certo, Ela o disse em Fátima. Mas, apressar este triunfo, depende de nós! Por que deixamos tantos males abaterem-se ainda sobre o mundo, quando recebemos dEla as armas eficazes, as únicas, para combater Satanás?
    O vidente Ivan chegou, há algumas semanas, a Mediugórie. Por meio dele, Nossa Senhora convida-nos muitas vezes a juntarmo-nos ao grupo de oração na Cruz Azul e rezarmos ali. Na aparição de 5 de maio, estando presente uma grande multidão de fiéis, Nossa Senhora convida-nos incansavelmente a rezar em família, a levar a sério Seus apelos e viver Suas mensagens! Ela sempre pede primeiro pelos doentes, pelos presentes e pelos que levamos em nosso coração. Percebemos que Ela está preocupada com a situação das famílias, onde deve nascer a santidade! Contudo, sem a oração não há nem santidade nem paz. A paz e a alegria voltarão às famílias quando ali começarem a rezar com determinação.

Revelações de Irmã Lúcia

    Está sendo publicado, na Europa, um livro inédito, escrito pela Irmã Lúcia, a última testemunha das Aparições de Fátima, falecida aos 97 anos, no dia 13 de Fevereiro de 2005.
O livro intitulado “A mensagem de Fátima”, de 64 páginas, foi editado pelo Carmelo de Coimbra e distribuído pela Secretaria dos Pastorinhos (a sede da postulação dos dois primos de Irmã Lúcia). Tem imprimatur, com data de 13 de fevereiro de 2006, de Dom Serafim de Sousa Ferreira e Silva, Bispo emérito de Leiria-Fátima.
    A obra inédita trata da Mensagem da Santíssima Virgem de Fátima em relação ao tempo passado e aos fatos acontecidos.
Na introdução, Pe. Geremia Carlo Vechina, confessor de Irmã Lúcia, revela que a vidente já havia trabalhado na redação de um escrito, a pedido do então Superior Geral da Ordem, o futuro Cardeal Anastásio Alberto Ballestrero, por ocasião de sua ida a Coimbra em 1955. Aquela obra foi enviada para Roma por ordem de Paulo VI.
    Irmã Lúcia declara que, em 15 de maio de 1982, recebeu convite do Padre Geremia Carlo Vechina, então Provincial da Ordem dos Carmelitas Descalços, para «escrever todos os detalhes que se referem à Mensagem de Fátima, desde o princípio».
Na primeira parte do livro, Irmã Lúcia pergunta por que o Senhor escolheu «crianças tão pobres e ignorantes» para a realização de seus projetos. E explica que o Senhor «quer os corações puros para atuar neles segundo Sua vontade», como está escrito no Evangelho: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus».         A seguir, irmã Lúcia trata de todos os momentos do encontro com a Virgem: os pedidos de rezar o Terço; o respeito aos Mandamentos; os mistérios da Santíssima Trindade; a prática da Eucaristia e, sobretudo, o sentido cristão do sofrimento.
    «A Senhora (assim Irmã Lúcia chama a Virgem) convidou os pastorinhos a oferecerem-se a Deus e suportarem todos os sofrimentos que Ele queira mandar-lhes, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores».
    A vidente relata que os pastorinhos, «sem se preocuparem com os sofrimentos que o Senhor poderia enviar-lhes, ofereceram-se totalmente à vontade de Deus. E sem saber, porque não conheciam as Escrituras, responderam como Cristo, quando disse: Eis-me aqui Pai, para fazer Vossa vontade». Segundo Irmã Lúcia, nesta passagem se compreende a Eucaristia.
    Mais adiante, Irmã Lúcia relata passagens inéditas, como quando Maria, referindo-se à guerra de 1914-1918, disse: «A guerra está para acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no pontificado de Pio XI, começará outra pior».
    A vidente explica que a história viu o eclodir de uma guerra atéia, contra a fé, contra Deus, contra o povo de Deus. Uma guerra que queria exterminar o judaísmo do qual provém Jesus Cristo, a Virgem e os  Apóstolos que nos transmitiram a Palavra de Deus e o dom da fé, da esperança e da caridade, povo eleito por Deus, eleito desde o princípio: “a salvação vem dos judeus”.
    A seguir, a religiosa escreve sobre a    Rússia comunista e sobre as guerras promovidas no mundo pelos erros difundidos pela Rússia.
    Irmã Lúcia recorda o pedido da Virgem da «Consagração da Rússia: «a Rússia converter-se-á e haverá paz. Se não, difundirá seus erros no mundo, suscitando guerras e perseguições contra a Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas».
Depois de tudo isto, contudo, a Senhora teria confiado aos pastorinhos: «O Santo Padre me consagrará a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Finalmente, Meu Coração Imaculado triunfará».
    Esta parte da mensagem de Nossa  Senhora é explicada por Irmã Lúcia como a Consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria que João Paulo II fez em Roma no dia 25 de março de 1984, diante da imagem da Virgem que se venera na Capela das Aparições da Cova da Iria, em Fátima.
Eco de Maria - Notícia da Zenit.org

Alegria de Nossa Senhora
 
    «Minha maior alegria é vê-los unidos, rezando a Meu Filho Jesus, com seus corações unidos num só coração».
    Certamente que a melhor oração a Deus que podemos viver juntos é a Santa Missa. Sua alegria será proporcional à intensidade do amor e da ternura com que se vive a Santa Missa. Mediugórie, com as aparições diárias de Nossa Senhora, tem salvado milhões de almas.
    Uma grande alegria para Nossa Senhora é também ver-nos «abandonar o pecado» e tudo o que prejudica nossa vida espiritual. Uma boa e sincera confissão é uma verdadeira benção e ajudará muito no abandono dos maus hábitos, do álcool, das leituras más, das más ações. Nestes últimos tempos, Ela tem insistido na necessidade de «lavar» nossos corações, para poderem acolher Seu Filho e acolher a Ela mesma. «Que há em seus corações que os impede de colocar Meu Filho em primeiro lugar?»
    Para as comemorações do 25º aniversário das Aparições, 25.6.2006, havia tantos peregrinos, que não tinha acomodações para todos em Mediugórie. Muitos ficavam hospedados em cidades distantes de Mediugórie.
Irmã Emmanuel  

Desejei família numerosa

    No final do mês de maio, Paul e Sandy, de Alberta (Canadá), com seus dez filhos chegaram em peregrinação a Mediugórie. Hoje é raro ver uma família assim numerosa. Os pais, felizes, têm a coragem de acolher tantos filhos. Pedimos que dissessem algo sobre sua peregrinação e sobre a sua família.
    Sandy: Há mais de doze anos que desejava vir a Mediugórie. Há dez anos enviamos aqui nossa filha mais velha, porque não podíamos vir todos. Este ano, nosso filho estava bem e disse a meu marido: Vamos! Ele rezou por esta intenção e disse: vamos todos!
    Paul: Sei dos acontecimentos de  Médiugórie desde 1990. Viemos aqui como um presente de Natal. Uma das condições era que viéssemos todos. Todos os filhos concordaram e se organizaram. Por fim, veio conosco também a avó!
    Paul: Venho de uma família numerosa, sou o sexto filho de uma família de 14. Em nossa casa é uma calamidade com os filhos dos outros. Se 3 crianças saem, regressam com mais seis. É maravilhoso. Somos realmente abençoados. Meus colegas têm muitos preconceitos, mas depois de terem filhos amam-nos muito. Em muitos casos já são demasiadamente idosos para terem filhos, quando finalmente desejam tê-los...
    Sandy: Temos 10 filhos. O mais velho tem 22 anos e o mais novo quase um ano. Eu tinha 24 anos quando tive o primeiro filho e 47 quando tive o último. Está tudo nas mãos de Deus. Eu era filha  única e sempre desejei ter uma família numerosa. Deus é muito bom para conosco. Experimentamos rezar juntos o Rosário muitos dias da semana. Parecia muito difícil alcançar filhos. O primeiro filho é sempre muito esperado.  

Pai, chegou a hora

    Toda a história da salvação, da criação do universo à plenitude da redenção, é fruto do relacionamento entre o Pai e o Filho no Espírito Santo, relação que frequentemente os místicos definem «vórtice». Do vórtice de amor da Trindade nasce tudo, tudo é criado. Infelizmente não estamos convencidos nem conscientes de que até mesmo todas as leis físicas e matemáticas têm sua origem na harmonia da Trindade: nada se move, nem as coisas materiais nem as criaturas, sem o impulso de amor gerado na relação entre o Pai e o Filho no Espírito Santo.
     Detenhamo-nos, antes de tudo, sobre as passagens da Sagrada Escritura em que o Pai revela Sua relação com o Filho.
    No momento do Batismo de Jesus  no rio Jordão, o Espírito desceu sobre Jesus e uma voz do Céu disse: «Este é meu Filho muito amado» (Mt. 3,17); na Transfiguração, uma voz saiu da nuvem e disse: «Este é o meu Filho dileto, escutai-O» (Lc 9,35); no Evangelho de S. João, quando Jesus reza a fim de que o Pai glorifique Seu nome, uma voz do Céu responde: «Já O glorifiquei e de novo O glorificarei» (Jo 12,28).
Toda a vida de Jesus é acompanhada deste abraço do Pai e toda a vida do Filho sobre a Terra é uma revelação aos homens da vida do Pai.
    Quando Maria e José apresentam Jesus no templo, Simeão, movido pelo Espírito Santo, reza com as palavras que nós recitamos todas as noites nas Completas: «Agora, Senhor, podes deixar o Teu servo partir em paz, segundo a Tua palavra, porque meus olhos viram a Salvação...» (Lc 2, 29-32). Depois, dirigiu-se para Maria com estas palavras: «Este menino está aqui para ruína e soerguimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição, para que se revelem os pensamentos de muitos corações. E também a Ti uma espada transpassará a alma» (Lc 2,34-35). Neste trecho é revelado o mistério de iniqüidade: Jesus é o sinal de contradição, é a figura central da história, e veio para separar o bem do mal, para libertar e salvar todos os que são de boa vontade, mas também para desmascarar satanás e os filhos das trevas. Não podemos ser libertos se satanás não for lançado no inferno, se não se manifestar o mistério da iniquidade e se Jesus não separar o bem do mal. Vejamos, pois, que, já no momento da Apresentação no Templo, foi manifestada a missão do Filho, enviado pelo Pai para ser «sinal de contradição».
    Conhecemos bem o trecho de Lucas, no capítulo quatro, onde descreve as tentações de Jesus no deserto: as respostas dadas por Jesus a satanás confirmam sua união, sua comunhão com Deus Pai.
 No Evangelho de S. João, Jesus disse: «Meu alimento é fazer a vontade dAquele que Me enviou  e realizar Sua obra» (Jo 4,34), assim nos explica o verdadeiro culto, a verdadeira oração. «É chegado o momento  em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura tais adoradores» (Jo 4,23). Ainda no Evangelho de S. João, lemos: «Jesus tomou a palavra e disse: ’Em verdade, em verdade, vos digo: o Filho, por si, nada pode  fazer senão aquilo que vê fazer o Pai; aquilo que o Pai faz, também o Filho o faz. Porque o Pai ama o Filho e mostra-Lhe tudo o que faz; mostrar-Lhe-á obras maiores do que estas, de modo que ficareis admirados, Assim como o Pai ressuscita mortos e lhes dá vida, também o Filho dá vida àquele que quer. O Pai não julga ninguém, mas entregou ao Filho o poder de tudo julgar, para que todos honrem o Filho como honram o Pai, que O enviou» (Jo 5, 19-23). Este capítulo está cheio de conteúdos e faz-nos compreender, de modo claro, que Jesus quer revelar-nos o Pai, e todo o Seu ensinamento nos guia até à abertura ao Pai.
    Até nos momentos mais angustiantes e dolorosos de sua vida, Jesus exprime Sua firme decisão de ser fiel em tudo ao Pai. «Agora a Minha alma está perturbada: e que direi Eu? Pai, salva-me desta hora? Mas por causa disto é que cheguei a esta hora» (Jo 12.27-28).
    Detenhamo-nos agora refletindo, contemplando Jesus que reza, no Getsêmani, ao Pai. Jesus vive uma angústia profunda que O leva a suar sangue, mas sabe ir para além da angústia e emerge-Se na vontade do Pai. É maravilhoso contemplar o silêncio de Jesus  durante Sua Paixão: Seu silêncio é cada vez mais profundo, até tornar-se completo para permitir-Lhe estar unido ao Pai.
    O silêncio não é algo que possamos alcançar com um método. Em nossa vida espiritual, não compreenderemos nunca o verdadeiro significado do silêncio se não compreendermos a profunda necessidade de viver uma relação com o Pai, a necessidade de nos imergirmos no Pai para poder «tocar o fundo».
    Jesus, precisamente no momento em que tocou no fundo da angústia, bradou: «Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?» (Mt. 27,46). Ele sentiu sobre Si o pecado do mundo, desceu ao abismo que vive cada homem, mas soube rezar.
    Também nós devemos aprender esta oração, porque não podemos elevar-nos ao Pai enquanto não soubermos rezar com Jesus nos momentos em que nos sentimos abandonados por todos, parecendo-nos abandonados também por Deus. Nestes momentos, só podemos continuar esperando, crendo, amando e erguendo as mãos para Deus, implorando: «Ajudai-me, só   Vós podeis ajudar-me». Este é o significado profundo da oração que deve realizar em nós uma ação capaz de ultrapassar todas as barreiras, todos os obstáculos.
    Nós, sacerdotes consagrados, devemos encontrar nossa pátria nesta oração de Jesus: «Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?» (Mt27,46) e «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc. 23,34). Devemos saber descer até o fundo de tudo o que nossas almas tocam e clamam a Deus. Somos mediadores entre Deus e os homens, por meio de Jesus Cristo. A oração em que pedimos ao Pai para perdoar os que não sabem o que fazem é uma oração grandiosa, é uma oração libertadora que leva luz às almas de boa vontade e, ao mesmo tempo, liberta de tudo o que poderia amargar-nos, abater-nos, ferir-nos. Se soubermos rezar assim não haverá espaço para nenhuma crítica e para nenhuma defesa em nós.
    Por fim, Jesus reza: «Pai, em Tuas mãos entrego o Meu Espírito» (Lc.23,46). Rezar estas palavras significa, para nós, entrar em repouso, repousar de todas as fadigas que vivemos e entrar na ressurreição, na criatividade de Deus. Quando soubermos entregar-nos completamente às mãos do Pai, abrir-se-nos-á a ressurreição que nos leva à ascensão, isto é, até à vida com o Pai.
    No documento «O presbítero, mestre da palavra, ministro dos sacramentos e guia da comunidade», a Igreja é apresentada como instituição que vive, revela e torna eficaz a comunhão Trinitária. No capítulo IV, lemos: «A Igreja vive uma vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia - o mais estupendo atributo do Criador e do Redentor - e quando aproxima os homens às fontes da misericórdia do Salvador de que Ela é depositária e dispensadora (...). O encontro com a misericórdia de Deus está em Cristo, enquanto manifestação do Amor do Pai (...). O Pai quis envolver-Se, por amor, por meio do sacrifício de seu Filho, no drama da salvação dos homens» (Cap.IV,1). Ainda no Capítulo IV, lemos o que se refere diretamente ao ministério sacerdotal: «Existe, de fato, uma  íntima ligação entre a centralidade da Eucaristia, a caridade pastoral e a unidade de vida do presbítero. Se o presbítero empresta a Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, a inteligência, a vontade, a voz e as mãos para que, mediante o próprio ministério, possa oferecer ao Pai o Sacrifício Sacramental da redenção, deverá tornar próprias as disposições do Mestre e, como Ele, viver aquele dom para os próprios irmãos. Ele deverá, por isso, aprender a unir-se intimamente à oferta, depondo sobre o Altar do Sacrifício a vida inteira, sinal de amor gratuito de Deus» (Cap.IV,1).
    Todo o sacerdote é chamado a manifestar o Pai, a manifestar a vida do Pai em nome de Cristo, e é claro que podemos fazer isso quando estamos disponíveis para nos oferecermos a Deus  no Espírito Santo, unindo-nos intimamente ao Sacrifício de Jesus Cristo. O sacerdote que age «na Pessoa Cristo» deve revelar o Pai, porque, hoje, a gente procura Deus e tem necessidade de alguém que  O  faça conhecer. O sacerdote perde sua verdadeira identidade se não souber viver esta relação com Deus Pai, por meio do Filho, e se toda sua ação não partir desta relação íntima com o Pai.
    A este propósito, toca-me muito o trecho do Evangelho de S. João, onde Jesus reza e fala com o Pai: «Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: “Pai, chegou a hora; glorifica Teu filho para que também Teu Filho Te glorifique a Ti, pois Lhe deste o poder sobre toda a criatura, para que dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. E a vida eterna consiste nisto:  Que Te conheçam a Ti, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste. Glorifiquei-Te na Terra, tendo consumado a obra que Me deste a fazer. Agora glorifica-Me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha Contigo antes que o mundo existisse». (Jo 17,1-5). E, depois desta palavra, Jesus reza pelos apóstolos e por todos os que vierem depois deles.
    Citei estes versículos porque estão cheios de Luz, iluminam o nosso ministério sacerdotal e nosso chamado a viver a comunhão com o Pai. Todos nós somos chamados a entrar neste vórtice de amor que nos faz elevar ao Pai e, depois, descer até tocar todas as misérias do homem. Neste sentido, a celebração da Missa deve ser verdadeiramente «a fonte e o vértice» de tudo, deve ser o momento central de nossa vida que nos permite unir-nos ao Filho para elevar-nos ao Pai e partir para nossa missão.
Frei Tomislav Vlasic, OFM
do livro «Eucaristia Vivente»
 
Como contribuir para o Eco
 
As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser depositadas nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.

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