Mediugórie - Eco228
 Novembro/2006 - Maio/2007

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.04.07
    
    Queridos filhos!Também hoje os convido de novo à conversão. A-bram seus corações! Enquanto estou com vocês, este é um tempo de graça; aproveitem-no. Digam: “Este é o tempo para minha alma”. Eu es-tou com vocês e os amo com um amor incomensurável. Obrigada por te-rem correspondido a meu apelo!
    
Este é um tempo de graça

     Nossa Senhora, Rainha da Paz, também hoje, por meio de Sua mensa-gem, chama-nos à conversão. Essa é a mensagem mais importante de Nos-sa Senhora que ecoa neste lugar. É o eco das palavras de Jesus no Evange-lho. A Virgem Santíssima não deseja dizer-nos nada mais além do que disse Jesus. Não veio ensinar-nos outra ciência. Só deseja alertar-nos para que le-vemos a sério Jesus e que coloquemos Suas palavras em prática em nossa vida.
    A presença de Nossa Senhora, as aparições e as mensagens que Ela nos dirige neste nosso tempo são uma graça que Deus nos concede. Infeliz-mente, acontece que, em nossa vida, só começamos a valorizar algo depois que o perdemos. Assim acontece com a saúde; só a valorizamos quando a perdemos, quando adoecemos. Nossa Senhora não quer que fiquemos tristes e, por isso, pede que aproveitemos este tempo de graça que nos foi presen-teado por Deus.
    Vivemos neste tempo que nos foi dado, que flui e que nos põe em mo-vimento. Por isso, o tempo é um tesouro que deve ser preenchido. O tempo pode estar cheio ou vazio. Você pode perder os dias e o tempo em que vive, vagando, desperdiçando o tempo em superficialidades, em diversões que, depois, deixam apenas um vazio maior. Seu futuro dependerá de como você emprega o tempo agora. O tempo é como um recipiente que lhe é oferecido. Se o enche com uma obra boa ou com uma oração que o liberta do medo ou da depressão, então seu tempo está sendo preenchido de bondade e de luz, e seu futuro será seguro.
    Em nossa vida é um erro olhar para trás e prender-se ao que foi ruim e negativo. Muitos passam a vida pensando no passado e oprimidos pelo medo do futuro, e por isso nunca vivem o presente. Hoje você pode decidir fazer al-go bom para si e para sua alma. Hoje você pode começar a rezar, a crer e a entregar a Deus seu dia e sua vida. Hoje você pode começar o trabalho que adiou ou voltar ao compromisso que o aguardava e tinha medo de finalizá-lo. Hoje você pode olhar para seu coração e reconhecer nele o mais profundo anseio de Deus. Hoje você pode enriquecer seu dia e o tempo em que vive. Nesta Terra vivemos somente uma vez; estamos na cena só uma vez. Este dia lhe foi dado somente uma vez. Não regressará mais. O tempo não utiliza-do não voltará. Devemos nos decidir hoje pela eternidade, não depois da mor-te. Se nos decidimos hoje por Deus, pela justiça, pela verdade e pelo bem, então poderemos usufruir disso na eternidade. O tempo é um dom, durante o qual podemos crescer e alcançar a plenitude que Deus deseja para nós.
    Nossa Mãe Celestial deseja que encontremos e conheçamos seu Filho Jesus, o único que nos dá a verdadeira paz e alegria. Nossa Mãe, Maria San-tíssima, passou seu tempo nesta Terra e permaneceu fiel a Deus até o fim. Ela é um ser humano como nós, mas que ascendeu a um lugar muito alto e deseja que também nós cheguemos onde Ela se encontra. Ela tinha o Cora-ção para Deus e para as pessoas. Ela não se cansa. Ela nos chama, ouve nosso clamor e intercede por nós diante do Pai Celestial. Ela vem a nós como mãe e amiga. Ela medica nossas feridas e nos conduz a seu Filho.            
 Fr. Liubo Kurtovic - Med. 26.04.2007

Mensagens de meses anteriores

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.11.06

    Queridos filhos! Também hoje os convido: rezem, rezem, rezem. Fi-lhinhos, quando rezam estão perto de Deus e Ele lhes concede o desejo de eternidade. Este é um tempo em que podem falar mais de Deus e fa-zer mais por Deus. Por isso, não coloquem resistência, mas deixem, fi-lhinhos, que Ele os conduza, mude-os e entre em suas vidas. Não se es-queçam de que são peregrinos a caminho da eternidade. Por isso, filhi-nhos, permitam que Deus os conduza como um pastor a seu rebanho. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo!

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.06

    Queridos filhos! Também hoje lhes trago nos braços Jesus recém-nascido. Ele, que é o Rei do Céu e da Terra, é a paz de vocês. Filhinhos, ninguém lhes pode dar a paz como Ele, que é o Rei da Paz. Por isso, a-dorem-No em seus corações, escolham-No e nEle terão a alegria. Ele abençoará vocês com Sua bênção de paz. Obrigada por terem corres-pondido a Meu apelo!

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.07

    Queridos filhos! Coloquem a Sagrada Escritura em um lugar visível em suas famílias e leiam-na. Assim conhecerão a oração com o coração e seus pensamentos estarão em Deus. Não se esqueçam de que são passageiros como uma flor no campo, que se vê de longe, mas num ins-tante desaparece. Filhinhos, por onde quer que passem, deixem um sinal de bondade e amor e Deus os abençoará com a abundância de sua bên-ção. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.07

    Queridos filhos! Abram seus corações à misericórdia de Deus nes-te tempo quaresmal. O Pai Celeste deseja libertar cada um de vocês da escravidão do pecado. Por isso, filhinhos, aproveitem este tempo e, por meio do encontro com Deus, na Confissão, abandonem o pecado e deci-dam-se pela santidade. Façam isso por amor a Jesus que a todos vocês redimiu com seu Sangue, para que sejam felizes e estejam em paz. Não se esqueçam, filhinhos, de que sua liberdade é sua fraqueza; por isso, sigam minhas mensagens com seriedade. Obrigada por terem corres-pondido a meu apelo.

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.03.07

    Queridos filhos! Desejo agradecer-lhes, de coração, por suas re-núncias quaresmais. Desejo animá-los a continuarem vivendo o jejum com um coração aberto. Filhinhos, com o jejum e a renúncia, serão mais fortes na fé. Por meio da oração diária, encontrarão em Deus a verdadei-ra paz. Eu estou com vocês e não estou cansada. Desejo levar todos vo-cês comigo ao Paraíso; por isso, decidam-se cada dia pela santidade. Obrigada por terem correspondido a meu apelo!

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.05.07
         
    Queridos filhos! Rezem comigo ao Espírito Santo para que Ele os conduza na busca da vontade de Deus pelo caminho da santidade de vocês. E vocês que estão distantes da oração, convertam-se e, no silêncio de seu coração, busquem a salvação de suas almas, e alimentem-nas com a oração. Eu abençôo a todos vocês individualmente com minha benção maternal. Obrigada por ter correspondido a meu apelo!

Notícias e Testemunhos

Aparições a Miriana

       Miriana disse que, durante a aparição de 2 de janeiro deste ano, o rosto de Nossa Senhora estava sofrido e triste. Depois ficou séria quando sublinhou a importância da bênção do sacerdote e pediu para rezar e jejuar por todos os sacerdotes. Nesta aparição Nossa Senhora deu a seguinte mensagem:
    Queridos filhos! Neste tempo santo, pleno das graças de Deus e de Seu Amor que Me envia a vocês, peço-lhes que não sejam duros de co-ração. O jejum e a oração são suas armas para conhecerem e aproxima-rem-se de meu Filho Jesus. Sigam-me! Meu exemplo luminoso os ajuda-rá. Estou ao lado de vocês. Obrigada!

Mensagem a Miriana, em 2 de maio

    Queridos filhos, hoje venho a vocês com o desejo de que me dêem seus corações. Meus filhinhos, dêem-me seus corações, com total con-fiança, e sem medo. Em seus corações colocarei Meu Filho e Sua Mise-ricórdia. Assim, meus filhos, verão o mundo com olhos diferentes, virão o próximo, sentirão suas dores e seus sofrimentos. Não virem o rosto aos que sofrem para que Meu Filho não faça o mesmo com vocês.  

Mensagem a Miriana, em junho 2 de junho.

    Queridos filhos, também neste tempo difícil, o amor de Deus envia-Me a vocês. Meus filhinhos, não tenham medo, eu estou com vocês. Com plena confiança, entreguem-Me seus corações para que Eu possa ajudá-los a reconhecer os sinais destes tempos que estão vivendo. Eu os ajudarei a reconhecer o amor de meu Filho. Eu triunfo por meio de vocês. Agradeço-lhes!

    Nossa Senhora abençoou todas as pessoas presentes e todos os objetos religiosos. Além disso, convidou a rezar pelos sacerdotes. Enfa-tizou a importância da bênção sacerdotal, dizendo: "Quando os sacerdo-tes os abençoam, abençoa-os meu Filho".

Jardim nasce na rocha

    Recentemente, junto com Laura, minha esposa, realizei uma peregrina-ção a Mediugórie. Com o filtro de minha sensibilidade de geógrafo e naturalis-ta, atento ao mundo que nos cerca, desejo partilhar uma das numerosas re-flexões que este caminho suscitou em meu coração.
    Nas três principais aparições dos últimos 150 anos, Maria Santíssima escolheu como cenário ambientes cársicos (rochas carbonatadas). São cársi-cos todos os relevos cujas rochas são solúveis (as rochas solúveis mais co-muns são as calcárias, compostas de carbonato de cálcio), nas quais a água consegue alargar as fissuras da rocha e penetrar em seu interior, originando uma circulação de tipo subterrâneo. Nos relevos cársicos, além da superfície iluminada pelo sol, e pela lua, há um subterrâneo, rico de grutas e de água.
Se o homem, analogamente a uma montanha cársica, se abre à Palavra de Deus, deixando-a penetrar em seu interior, «desencrostra-se» do pecado e transforma-se em criatura nova.
   Em Lourdes, em 1858, a Virgem Santíssima apareceu numa pequena gruta de nascente, como para indicar-nos a verdadeira Fonte da Graça, que é Seu Filho, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, e para levar-nos a Ele. Ela, quanto Imaculada, pode conduzir-nos diretamente ao Coração de Deus En-carnado.
    Em Fátima, em 1917, Nossa Senhora apareceu numa colina, que forma uma concha que recolhe água e a faz convergir para o centro, como para di-zer-nos que Ela quer acolher-nos à volta de Si, como uma «galinha a seus pintinhos» e convida-nos a deixarmo-nos banhar da água que vem do alto e a deixarmo-nos arrastar para o centro, Seu Filho e nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
   Em Mediugórie, pelo contrário, no ano de 1981, a Santíssima Virgem Maria apareceu numa colina pedregosa, uma espécie de deserto de pedra. Ali as rochas se encontram debaixo de uma leve cobertura de terra e, se o solo sofre erosão, as rochas são corroídas pela água e ficam expostas.
      Maria Santíssima diz-nos: “Com o pecado, vocês transformam o mundo num deserto, num árido montão de pedras que não podem mais suportá-lo. Quando se aproximarem de Mim e, por meio de Mim, de Meu Filho, não temam! O deserto se transformará, para vocês, num jardim, o jardim da paz de vocês com o Altíssimo, o jardim em que Eu e Meu Filho os conduziremos, pela mão, até à salvação”.
Mediugórie converteu este deserto inacessível e árido num verdadeiro jardim que transmite alegria e paz.
    Em Mediugórie, mesmo fugindo instintivamente da multidão, experimen-tamos misturar-nos com as multidões de peregrinos e enfiar-nos nos na igreja superlotada, não como algo incômodo, mas em comunhão e alegria. Benditos sejam Nosso Senhor, Jesus Cristo, e Maria Imaculada, Mãe de Deus, Rainha do Universo que, por dom do Altíssimo, também solícita Mãe nossa, que con-tinua a atrair-nos a Si e a Seu Filho e nosso Irmão, Deus Uno e Trino.
Ugo Sauro

Ardente desejo de retornar

    Por que Mediugórie? Perguntaste-me admirada. Não vieste já uma vez?  Dei-te uma resposta qualquer, mas agora quero dizer o porquê, segundo meu parecer.
De todas as partes do mundo, centenas de milhares de peregrinos vêm e depois regressam mais vezes a Mediugórie, como que seguindo um miste-rioso chamado.
    Aqui há uma graça que Deus concede a Seus filhos para guiá-los à per-feição, e há também uma graça que é própria de lugares privilegiados, onde se verificaram acontecimentos prodigiosos ou onde muitos viveram e cresce-ram em santidade: como os grandes santuários de Lourdes e de Fátima, ou eremitérios e abadias como Camaldoli em Arezo, Verna, etc.
    Além disso, em Mediugórie tais graças sentem-se por toda a parte, não só na Igreja ou nos lugares onde a Virgem aparece, mas também no ar, na contemplação do céu, na paisagem, enfim… na natureza abençoada pela contínua presença da Rainha da Paz!
    E assim se desenvolve um forte desejo de regressar para experimentar a alegria de rezar intensamente, da reconciliação com Deus e com os irmãos, e até para dar uma virada na vida…
  É verdade que muitos vêm a Mediugórie para pedir curas, saúde, supe-ração de várias dificuldades, humanamente legítimas, mas mesmo sem obter os resultados esperados, colhem-se sempre graças inesperadas: aprende-se o justo valor das coisas, muitas delas até mesmo inúteis ou mesmo prejudici-ais. Aprendemos também a abandonarmo-nos completamente nas mãos de Deus e aceitar Sua vontade. Em momentos de acontecimentos dolorosíssi-mos, podemos sentir paz no coração e a alegria de nos sentirmos amados pe-lo Pai, que é o Dom mais belo que Ele pode nos dar.
   Ao regressar (é experiência de muitos) experimenta-se sempre uma ir-resistível necessidade de falar, de testemunhar, consciente de que, nenhuma palavra, nenhum relato pode dizer plenamente o que se experimenta em Me-diugórie: aquela impressão de estar sempre sob o olhar vigilante e solícito da Mãe, de estar imerso em cerimônias religiosas celebradas com intensidade e recolhimento, estar em contato com milhares de peregrinos que, em diversas línguas, rezam, cantam, participam na liturgia e fazem pensar o Paraíso na Terra! Tudo em Mediugórie convida-nos à paz, ao silêncio interior, à escuta da Palavra… e não nos distraem os vendedores de terços e de artigos religio-sos que atendem os peregrinos desejosos de levar alguma lembrança para aqueles que não podem vir.
    Espero que também você  um dia possa compreender o que está acon-tecendo a muitos, isto é, que frente a uma proposta de peregrinação a Mediu-górie, sem saber como e porquê, maravilhada, você também possa dizer: SIM!                                   
Nilde Totti  

Última Missa de Fr. Slavko

    No dia de sua partida para o Céu, 24.11.2000, frei Slavko celebrou a Santa Missa pela manhã e fez a seguinte homilia:
   Hoje desejo, de modo especial, dizer «obrigado» a Maria por todas as pessoas que, a seu modo, responderam a Seu apelo. É bom sabermos que a Santíssima Virgem Maria sublinha quanto somos importantes para Ela, e que sem Jesus nada podemos fazer.
    Deus quis alguém de nós, no tempo e no ambiente em que vivemos. Quis e nos deu a graça de, por meio dEla, podermos servi-Lo. Se Deus tives-se pensado que poderíamos servi-Lo melhor noutro tempo e noutro lugar, não nos teria posto aqui, mas lá… Abra seus olhos e seus ouvidos ao tempo e às pessoas com as quais convive. Este é o seu primeiro dever, aqui você é in-dispensável, aqui você é importante para Deus, aqui Deus não pode operar sem você...Somos freqüentemente tentados a lamentar-nos das pessoas e dos tempos em que vivemos, mas Maria vê o que é bom. Você também é pe-queno, também não é ainda suficientemente bom. Ela vê e agradece. A grati-dão é a melhor maneira de educação… Leiam as mensagens. Elas são posi-tivas, são mensagens de esperança, que encorajam... Se nos decidimos amar a Deus e aos irmãos como a nós mesmos e se, muitos agem assim, significa que está chegando a nova primavera de que fala Nossa Senhora.
    Alegremo-nos, porque são numerosos os organizadores de peregrina-ções de todos os Continentes que, inspirados por Nossa Senhora, sentem-se chamados a este serviço especial.
Que Deus abençoe a todos!
(site oficial do Santuário de Mediugórie)

Uma decisão firme

    Repetidamente, Nossa Senhora nos diz em Mediugórie: «Decidam-se por Deus… coloquem-No em primeiro lugar». Que quer dizer isto, concreta-mente? Significa deixá-Lo entrar em nosso quotidiano, nas mais pequenas coisas, permitir que Seu pensamento penetre nossos pensamentos e nos ori-ente nas escolhas concretas. Frente às diversas opções do dia, saberemos sempre qual preferir e, pouco a pouco, a Vontade Divina tomará nosso lugar, ou melhor, seremos nós a dar-Lhe o lugar, a deixar-Lhe o comando de nossas ações.
    Experimentemos recordar quantas vezes, depois de termos pedido a Deus acompanhar-nos durante o dia, buscamos ansiosamente fazer algo que não nos favorece a conversão para Deus e, depois, constatamos que o resul-tado final foi justo, embora diferente daquele que tínhamos planejado. Estas «inspirações» caladas na mente, mas muito sonoras ao ouvido da alma e à inteligência do coração, são fundamentais para a direção de nossos passos, segundo a Sabedoria Divina. Mas, para escutá-La, devemos, antes de tudo, fazer calar outras vozes que afluem à nossa mente: as vozes da nossa lógica, da nossa razão, da justiça, da ofensa. As vozes da nossa preocupação, do medo, da incerteza. A voz do orgulho e da soberba, que nos impelem a dese-jar ter sempre «a última palavra». Por fim, as vozes que nos parecem sagra-das e santas: as que tomamos por empréstimo dos livros, das filosofias ou de verdadeiros ou presumidos «carismas», que possuímos e que, se usados ao serviço do eu, deixam de ser dons, tornando-se uma verdadeira e mesmo ruí-na para todos.
    Ter a coragem do vazio - Calar, em seguida, fazer silêncio interior. Ter a coragem de calar as palavras e os discursos interiores, vencer o medo de uma ausência de sons que freqüentemente nos deixam atônitos e perdidos (a sociedade bombardeia-nos com rumores e muitos preferem ensurdecerem-se, para não sentir o aguilhão da solidão). Se criarmos as justas condições, por meio da oração, o Espírito falar-nos-á, mas não com linguagem humana. Seu sussurro é «leve como a brisa», como sugere o Profeta Elias. Deixemos nosso espírito livre para acolher os impulsos interiores. Em poucas palavras: obedeçamos!
    Para fazer isso, devemos saber acolher as mudanças a nossos projetos quando necessárias. Depois, colocar em ação, traduzi-los em fatos, aplicando nossas faculdades com generosidade e confiança, sem querer ver o resultado demasiadamente apressado. É como assinar um cheque em branco com o Espírito Santo, uma assinatura que  procura um bem que ainda não vemos, mas que está assegurado. Deus não nos deixa no vazio, não nos abandona cambaleantes. No escuro da dúvida, devemos acreditar! Ele chegará com o bem prometido, mas só quando estivermos preparados para recebê-lo. É ne-cessário, portanto, «investir» nos tempos de Deus, que, como se usa dizer, «não são os nossos», e esperar. Que obtemos? A paciência, fundamento pa-ra conseguir santidade.
    A santidade é para quem ousa - É fundamental ser audaz para aten-der os pedidos de Deus que, às vezes, parecem superar as forças que temos à nossa disposição («Amai-vos como Eu vos amei, perdoai os inimigos… amai a Palavra!
    Quantas situações em nossa vida nos parecem impossíveis?. É aí que devemos invocar o dom do Espírito Santo, porque, sem seu poder, certas coi-sas não estarão mesmo a nosso alcance.
    A força divina não se fará esperar. Mas Deus pede que demos o primei-ro passo, exercitemos nossa vontade como motor de encaminhamento à ação do Espírito. Este ato de vontade purifica nosso coração e habilita-nos a novos passos.
    A oferta convida-nos à falência -    O remédio propõe uma oferta, o nosso sim incondicional a Deus, isto é, a capacidade de nos pormos verdadeiramente de lado e aceitar até mesmo a situação de falência, de derrota e de humilhação.
Devemos abandonar também a tentação de concentrarmo-nos em nos-sas humilhações, com um complacente sentimento vitimista. Isto é um pânta-no que nos prende e, com suas invisíveis areias movediças, engole-nos no canto da depressão e da autocomiseração.
    Oferta significa, neste caso, perder tudo, seja a idéia dos bons frutos, seja a dos escassos resultados, e colocar-se em adoração a Deus, reconhe-cendo Sua bondade, Seu senhorio em nossa vida, Seu Amor.
Eis o espaço feito por Sua ação: no nosso nada se manifestará o Seu tudo e aquilo que, antes, parecia opaco e sem valor, improvisadamente, ad-quirirá uma nova luz que iluminará futuros horizontes.

Sede santos

    Se Jesus está em nós, se O deixamos agir livremente através de Seu Espírito, como Ele expôs nas Bem-Aventuranças, que constituem a via da santidade, em nós se manifestará a vida real, vivida no íntimo de nosso ser, no espaço do nosso dia, no tempo que nos é dado, com suas estações, seus claros-escuros, suas tintas e seus murmúrios.
    Sede santos, porque Eu Sou santo! Seremos felizes se nos fizermos sábios. Consagremos todo o nosso dia a Jesus e à Sua Santíssima Mãe.
    Consagrar é tornar sagrado todos os pensamentos, ações e realiza-ções… O nosso ato de consagração não é somente uma oração recitada, mas a expressão de nossa vontade de sacrificar o próprio modo de enfrentar a jornada. Isto significa tornar sagrado: fazer sacrifício de qualquer coisa para que Deus possa dispor de tudo. Estejamos certos de que o sacrifício não fica-rá privado de fruto. No fim da vida recolheremos um vaso bem cheio, trans-bordante, para apresentar ao Pai do Céu: santidade abundante em ação de graças pelo dom de Seu Espírito que é santo e nos faz santos.

O sentido do sofrimento
                           de Ana Glasnovic

    A Deus é agradável plasmar-me como um vaso frágil e delicado «para fazer conhecer a riqueza de sua glória através de vasos de misericórdia, a Ele predispostos à glória» (Rm, 23), no meu frágil corpo, devendo mesmo expe-rimentar a dor física. Habituada a uma natureza viva e serena, não conseguia reconciliar-me com o sofrimento e encontrar nele um sentido em minha vida. As primeiras razões eram: medo, relutância e fuga nos modos mais dispara-tados. O homem, aprisionado pelo desespero, julga o sofrimento como um i-nimigo ou um ladrão vindo para roubar-lhe aquilo que lhe é mais caro: a saú-de. Assim, o sofrimento não é aceito e torna-se um peso insuportável que, pouco a pouco, aumenta.
    Eu sabia que Deus me amava infinitamente e que só Ele podia ajudar-me em minha situação, sem saída do ponto de vista humano. A condição difí-cil em que me encontrava levava-me a rezar ainda mais ardentemente na es-perança de que Deus me curasse, libertando-me daquele peso.
    Passava o tempo, mas minha saúde não melhorava. Fui presa por um estranho temor e então pensei que Deus me havia esquecido. Deus, porém, nunca nos esquece. Mas também não escuta as orações e os desejos egoís-tas. Mais tarde, de fato, compreendi que Deus estava apenas um pouco es-condido, a fim de que a fé, a esperança e o amor, em mim ainda muito frá-geis, fossem fortalecidos.
Deus, como bom Pai, em Sua infinita bondade, dá-nos muito mais do que pedimos e merecemos. E nós recusamos e não compreendemos. Não compreendemos o plano de Deus, enquanto não nos submetemos humilde-mente à Sua vontade. Quando nos rendemos completamente a Seu querer, alcançamos uma grande paz e, depois, o Senhor dá-nos uma resposta clara.
    Aconteceu assim: um dia, rezando em meu quarto, com a Bíblia nas mãos, logo encontrei consolação. Abri-a e meu olhar foi direto ao capítulo 11 do Evangelho segundo S. João. Com os olhos bem abertos, diante da surpre-sa, pude ler ali: «Senhor, aquele que tu amas está doente. Ouvindo isto, Je-sus disse: "Esta enfermidade não é de morte, é, antes, para a Glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela» (Jo 11,3-4). Ora, sabendo que aquele trecho do Evangelho se referia claramente à ressurreição de Láza-ro, naquele momento tive a certeza de que aquelas palavras eram endereça-das a mim. Logo compreendi o que Jesus queria realizar em mim, por meio de sua Palavra em ação, capaz de abrir os túmulos e desatar os laços da morte nos quais a alma está aprisionada.
    Uma felicidade indescritível envolveu todo o meu ser. Senti que aquelas Palavras de Jesus abriam meus sepulcros: os medos, as resistências, a ira, as expectativas vãs e impacientes. A alma libertou-se do que a impedia de e-levar-se a Deus, para permanecer nEle, completa e apagada.
    Quando Deus nos revela Seu plano de salvação para nós, logo compre-endemos quanto o nosso corpo, tal como é - doente, frágil, pecador e limitado - foi criado para a glorificação de Deus.
Aceitar o sofrimento significa libertar-se da vontade e egoísmo próprios para unir-se à vontade de Deus, que dá sentido a nosso sofrimento. A união à vontade divina conduz-nos sempre à verdadeira paz e à alegria autêntica, que nos dão felicidade, até quando devemos abraçar nossa cruz e enfrentar o so-frimento face a face.
    Podemos cantar vitória sobre o sofrimento só quando em nós morre o último desejo de libertação. Então o sofrimento não nos leva a uma perda ne-gativa, mas a um grande e inestimável lucro.   

Você tem um altar familiar?
Frei Iozo

    Quando lemos a Bíblia, o Espírito e a vida de Deus entram e atuam em nós com mais poder. A leitura da Palavra de Deus é um dos fundamentos da vida espiritual. Se falta este fundamento, nossa vida se assenta em bases frágeis e débeis, será inútil e ficará sem frutos. Nossa Senhora pediu, muitas vezes, que a Bíblia fosse colocada em lugar visível em nossas casas. Este lu-gar visível é o nosso «altar familiar», na sala, onde a família se reúne diaria-mente, descansa, conversa e vê televisão. Temos necessidade de assumir um novo compromisso. A família cristã deve ter um «altar», à volta do qual pode se reunir todos os dias para escutar a Palavra de Deus e fazer a oração familiar.
    Sobre aquela pequena mesa da sala, coloque, em primeiro lugar, a Cruz, o Crucifixo, o Mestre do Amor, onde nasceu a família como Sacramen-to. A Cruz ensina-nos o que é o amor, que o amor é dar a própria vida pelos outros e sacrificar-se por eles, especialmente por nossos inimigos: que signi-fica responder ao Pai como o Senhor. «...não como eu quero, mas como que-res Tu!» (Mt.26,39).
    Ao lado do Crucifixo, coloque uma imagem de Nossa Senhora, a Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, «Eis a tua Mãe», (Jo 19,27). É o testamen-to que continua através da história e no futuro, dado que cuida de cada um de nós. Temos necessidade de ter a Mãe conosco, pois, sem Ela não podemos vencer o astuto inimigo. Assim, a família encontrará o caminho mais seguro para ir até Deus.
    Sobre o altar familiar, coloque também a Bíblia, Palavra viva de Deus. Cada vez que a lemos, ouvimos a voz do Pai, como a ouviram os discípulos no Monte Tabor: «Este é o Meu Filho predileto, escutai-O» (cf Mt 17,5).
Sobre seu altar, coloque o Rosário familiar e use-o como guia na ora-ção. Sobre o altar ponha também água benta e abençoe sua casa e sua famí-lia, pelo menos, uma vez por semana. Nós fazemo-lo regularmente aos sába-dos. Depois, ponha no altar seu livro de orações e uma vela.
    Acenda a vela quando lê a Bíblia que é  Luz para nossa vida de fé. Re-únam-se diariamente à volta do altar, é uma prática importante. Logo, toda a família sentirá a força da família unida e em paz. Também, depois de sua morte, este altar ficará como um sinal para os seus filhos, que o terão como experiência e uma segurança inesquecível. Poderão sempre dizer a si mes-mos que conhecem onde os pais recebiam a força e encontravam a paz. Sa-berão que também  eles podem progredir sobre as pegadas de seus pais.
             (transcrito de uma gravação)

Promessas a S. Margarida

    No mês de junho, os fiéis católicos têm uma especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus.  Esta devoção nasceu na França, em Paray le Monial, a partir de uma experiência mística de Santa Margarida Maria Alacocque.
    Principais promessas feitas por Jesus a Santa Margarida de Alacoque:
    1. Às almas consagradas ao meu Coração, dar-lhes-ei as graças necessárias para seu estado.
    2. Darei paz às famílias.
    3. As consolarei em todas as suas aflições.
    4. Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida e, principalmente, na hora da morte.
    5. Derramarei bênçãos abundantes sobre seus projetos.
    6. Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.
    7. As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
    8. As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.
    9. Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada.
    10. Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos.
    11. As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome escrito no Meu Coração e jamais será apagado dele.
    12. A todos os que comungarem nove primeiras Sextas-Feiras em meses contínuos, o Amor Onipotente de     Meu Coração conceder-lhes-á a graça da perseverança final.
    “Tende em vós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo” (Fil 2,5)

Como contribuir para o Eco
 
    As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 4275-7, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rai-nha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita¬das nas agên-cias dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.


Peregrinação 2007

Mediugórie, Fátima, Lisboa
Roma, Padre Pio, Lanciano

Saída:     03.09.2007
Retorno: 18.09.2007

Solicite a programação ou consulte a
Internet: www.servosdarainha.org.br
Tel. 061 3624-5511
Vagas limitadas



R A D I O   M A R I A
Uma voz Católica em seu rádio!
94.5 FM
Escute-a também pela Internet:
www.radiomaria.org.br