Mensagem da Rainha da Paz, de 25.04.07
Queridos filhos!Também hoje os
convido de novo à conversão. A-bram seus corações!
Enquanto estou com vocês, este é um tempo de graça; aproveitem-no.
Digam: “Este é o tempo para minha alma”. Eu es-tou com vocês
e os amo com um amor incomensurável. Obrigada por te-rem correspondido
a meu apelo!
Este é um tempo de graça
Nossa Senhora, Rainha da Paz, também hoje, por meio de Sua mensa-gem,
chama-nos à conversão. Essa é a mensagem mais importante
de Nos-sa Senhora que ecoa neste lugar. É o eco das palavras de Jesus
no Evange-lho. A Virgem Santíssima não deseja dizer-nos nada
mais além do que disse Jesus. Não veio ensinar-nos outra ciência.
Só deseja alertar-nos para que le-vemos a sério Jesus e que
coloquemos Suas palavras em prática em nossa vida.
A presença
de Nossa Senhora, as aparições e as mensagens que Ela nos dirige
neste nosso tempo são uma graça que Deus nos concede. Infeliz-mente,
acontece que, em nossa vida, só começamos a valorizar algo
depois que o perdemos. Assim acontece com a saúde; só a valorizamos
quando a perdemos, quando adoecemos. Nossa Senhora não quer que fiquemos
tristes e, por isso, pede que aproveitemos este tempo de graça que
nos foi presen-teado por Deus.
Vivemos neste
tempo que nos foi dado, que flui e que nos põe em mo-vimento. Por
isso, o tempo é um tesouro que deve ser preenchido. O tempo pode estar
cheio ou vazio. Você pode perder os dias e o tempo em que vive, vagando,
desperdiçando o tempo em superficialidades, em diversões que,
depois, deixam apenas um vazio maior. Seu futuro dependerá de como
você emprega o tempo agora. O tempo é como um recipiente que
lhe é oferecido. Se o enche com uma obra boa ou com uma oração
que o liberta do medo ou da depressão, então seu tempo está
sendo preenchido de bondade e de luz, e seu futuro será seguro.
Em nossa vida
é um erro olhar para trás e prender-se ao que foi ruim e negativo.
Muitos passam a vida pensando no passado e oprimidos pelo medo do futuro,
e por isso nunca vivem o presente. Hoje você pode decidir fazer al-go
bom para si e para sua alma. Hoje você pode começar a rezar,
a crer e a entregar a Deus seu dia e sua vida. Hoje você pode começar
o trabalho que adiou ou voltar ao compromisso que o aguardava e tinha medo
de finalizá-lo. Hoje você pode olhar para seu coração
e reconhecer nele o mais profundo anseio de Deus. Hoje você pode enriquecer
seu dia e o tempo em que vive. Nesta Terra vivemos somente uma vez; estamos
na cena só uma vez. Este dia lhe foi dado somente uma vez. Não
regressará mais. O tempo não utiliza-do não voltará.
Devemos nos decidir hoje pela eternidade, não depois da mor-te. Se
nos decidimos hoje por Deus, pela justiça, pela verdade e pelo bem,
então poderemos usufruir disso na eternidade. O tempo é um
dom, durante o qual podemos crescer e alcançar a plenitude que Deus
deseja para nós.
Nossa Mãe
Celestial deseja que encontremos e conheçamos seu Filho Jesus, o único
que nos dá a verdadeira paz e alegria. Nossa Mãe, Maria San-tíssima,
passou seu tempo nesta Terra e permaneceu fiel a Deus até o fim. Ela
é um ser humano como nós, mas que ascendeu a um lugar muito
alto e deseja que também nós cheguemos onde Ela se encontra.
Ela tinha o Cora-ção para Deus e para as pessoas. Ela não
se cansa. Ela nos chama, ouve nosso clamor e intercede por nós diante
do Pai Celestial. Ela vem a nós como mãe e amiga. Ela medica
nossas feridas e nos conduz a seu Filho.
Fr.
Liubo Kurtovic - Med. 26.04.2007
Mensagens de meses anteriores
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.11.06
Queridos filhos! Também hoje os
convido: rezem, rezem, rezem. Fi-lhinhos, quando rezam estão perto
de Deus e Ele lhes concede o desejo de eternidade. Este é um tempo
em que podem falar mais de Deus e fa-zer mais por Deus. Por isso, não
coloquem resistência, mas deixem, fi-lhinhos, que Ele os conduza, mude-os
e entre em suas vidas. Não se es-queçam de que são peregrinos
a caminho da eternidade. Por isso, filhi-nhos, permitam que Deus os conduza
como um pastor a seu rebanho. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo!
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.06
Queridos filhos! Também hoje lhes
trago nos braços Jesus recém-nascido. Ele, que é o Rei
do Céu e da Terra, é a paz de vocês. Filhinhos, ninguém
lhes pode dar a paz como Ele, que é o Rei da Paz. Por isso, a-dorem-No
em seus corações, escolham-No e nEle terão a alegria.
Ele abençoará vocês com Sua bênção
de paz. Obrigada por terem corres-pondido a Meu apelo!
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.07
Queridos filhos! Coloquem a Sagrada Escritura
em um lugar visível em suas famílias e leiam-na. Assim conhecerão
a oração com o coração e seus pensamentos estarão
em Deus. Não se esqueçam de que são passageiros como
uma flor no campo, que se vê de longe, mas num ins-tante desaparece.
Filhinhos, por onde quer que passem, deixem um sinal de bondade e amor e
Deus os abençoará com a abundância de sua bên-ção.
Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.07
Queridos filhos! Abram seus corações
à misericórdia de Deus nes-te tempo quaresmal. O Pai Celeste
deseja libertar cada um de vocês da escravidão do pecado. Por
isso, filhinhos, aproveitem este tempo e, por meio do encontro com Deus,
na Confissão, abandonem o pecado e deci-dam-se pela santidade. Façam
isso por amor a Jesus que a todos vocês redimiu com seu Sangue, para
que sejam felizes e estejam em paz. Não se esqueçam, filhinhos,
de que sua liberdade é sua fraqueza; por isso, sigam minhas mensagens
com seriedade. Obrigada por terem corres-pondido a meu apelo.
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.03.07
Queridos filhos! Desejo agradecer-lhes,
de coração, por suas re-núncias quaresmais. Desejo animá-los
a continuarem vivendo o jejum com um coração aberto. Filhinhos,
com o jejum e a renúncia, serão mais fortes na fé. Por
meio da oração diária, encontrarão em Deus a
verdadei-ra paz. Eu estou com vocês e não estou cansada. Desejo
levar todos vo-cês comigo ao Paraíso; por isso, decidam-se cada
dia pela santidade. Obrigada por terem correspondido a meu apelo!
Mensagem
da Rainha da Paz, de 25.05.07
Queridos filhos! Rezem comigo ao Espírito
Santo para que Ele os conduza na busca da vontade de Deus pelo caminho da
santidade de vocês. E vocês que estão distantes da oração,
convertam-se e, no silêncio de seu coração, busquem a
salvação de suas almas, e alimentem-nas com a oração.
Eu abençôo a todos vocês individualmente com minha benção
maternal. Obrigada por ter correspondido a meu apelo!
Notícias e Testemunhos
Aparições a Miriana
Miriana disse que, durante a aparição de 2 de
janeiro deste ano, o rosto de Nossa Senhora estava sofrido e triste. Depois
ficou séria quando sublinhou a importância da bênção
do sacerdote e pediu para rezar e jejuar por todos os sacerdotes. Nesta aparição
Nossa Senhora deu a seguinte mensagem:
Queridos filhos! Neste tempo santo, pleno
das graças de Deus e de Seu Amor que Me envia a vocês, peço-lhes
que não sejam duros de co-ração. O jejum e a oração
são suas armas para conhecerem e aproxima-rem-se de meu Filho Jesus.
Sigam-me! Meu exemplo luminoso os ajuda-rá. Estou ao lado de vocês.
Obrigada!
Mensagem a Miriana, em 2 de maio
Queridos filhos, hoje venho a vocês
com o desejo de que me dêem seus corações. Meus filhinhos,
dêem-me seus corações, com total con-fiança, e
sem medo. Em seus corações colocarei Meu Filho e Sua Mise-ricórdia.
Assim, meus filhos, verão o mundo com olhos diferentes, virão
o próximo, sentirão suas dores e seus sofrimentos. Não
virem o rosto aos que sofrem para que Meu Filho não faça o
mesmo com vocês.
Mensagem a Miriana, em junho 2 de junho.
Queridos filhos, também neste
tempo difícil, o amor de Deus envia-Me a vocês. Meus filhinhos,
não tenham medo, eu estou com vocês. Com plena confiança,
entreguem-Me seus corações para que Eu possa ajudá-los
a reconhecer os sinais destes tempos que estão vivendo. Eu os ajudarei
a reconhecer o amor de meu Filho. Eu triunfo por meio de vocês. Agradeço-lhes!
Nossa Senhora
abençoou todas as pessoas presentes e todos os objetos religiosos.
Além disso, convidou a rezar pelos sacerdotes. Enfa-tizou a importância
da bênção sacerdotal, dizendo: "Quando os sacerdo-tes
os abençoam, abençoa-os meu Filho".
Jardim nasce na rocha
Recentemente, junto com Laura, minha esposa, realizei uma peregrina-ção
a Mediugórie. Com o filtro de minha sensibilidade de geógrafo
e naturalis-ta, atento ao mundo que nos cerca, desejo partilhar uma das numerosas
re-flexões que este caminho suscitou em meu coração.
Nas três
principais aparições dos últimos 150 anos, Maria Santíssima
escolheu como cenário ambientes cársicos (rochas carbonatadas).
São cársi-cos todos os relevos cujas rochas são solúveis
(as rochas solúveis mais co-muns são as calcárias, compostas
de carbonato de cálcio), nas quais a água consegue alargar
as fissuras da rocha e penetrar em seu interior, originando uma circulação
de tipo subterrâneo. Nos relevos cársicos, além da superfície
iluminada pelo sol, e pela lua, há um subterrâneo, rico de grutas
e de água.
Se o homem, analogamente a uma
montanha cársica, se abre à Palavra de Deus, deixando-a penetrar
em seu interior, «desencrostra-se» do pecado e transforma-se
em criatura nova.
Em Lourdes, em 1858,
a Virgem Santíssima apareceu numa pequena gruta de nascente, como
para indicar-nos a verdadeira Fonte da Graça, que é Seu Filho,
nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, e para levar-nos a Ele. Ela, quanto
Imaculada, pode conduzir-nos diretamente ao Coração de Deus
En-carnado.
Em Fátima,
em 1917, Nossa Senhora apareceu numa colina, que forma uma concha que recolhe
água e a faz convergir para o centro, como para di-zer-nos que Ela
quer acolher-nos à volta de Si, como uma «galinha a seus pintinhos»
e convida-nos a deixarmo-nos banhar da água que vem do alto e a deixarmo-nos
arrastar para o centro, Seu Filho e nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
Em Mediugórie,
pelo contrário, no ano de 1981, a Santíssima Virgem Maria apareceu
numa colina pedregosa, uma espécie de deserto de pedra. Ali as rochas
se encontram debaixo de uma leve cobertura de terra e, se o solo sofre erosão,
as rochas são corroídas pela água e ficam expostas.
Maria
Santíssima diz-nos: “Com o pecado, vocês transformam o mundo
num deserto, num árido montão de pedras que não podem
mais suportá-lo. Quando se aproximarem de Mim e, por meio de Mim,
de Meu Filho, não temam! O deserto se transformará, para vocês,
num jardim, o jardim da paz de vocês com o Altíssimo, o jardim
em que Eu e Meu Filho os conduziremos, pela mão, até à
salvação”.
Mediugórie converteu este
deserto inacessível e árido num verdadeiro jardim que transmite
alegria e paz.
Em Mediugórie,
mesmo fugindo instintivamente da multidão, experimen-tamos misturar-nos
com as multidões de peregrinos e enfiar-nos nos na igreja superlotada,
não como algo incômodo, mas em comunhão e alegria. Benditos
sejam Nosso Senhor, Jesus Cristo, e Maria Imaculada, Mãe de Deus,
Rainha do Universo que, por dom do Altíssimo, também solícita
Mãe nossa, que con-tinua a atrair-nos a Si e a Seu Filho e nosso Irmão,
Deus Uno e Trino.
Ugo Sauro
Ardente desejo de retornar
Por que Mediugórie? Perguntaste-me admirada. Não vieste já
uma vez? Dei-te uma resposta qualquer, mas agora quero dizer o porquê,
segundo meu parecer.
De todas as partes do mundo, centenas
de milhares de peregrinos vêm e depois regressam mais vezes a Mediugórie,
como que seguindo um miste-rioso chamado.
Aqui há
uma graça que Deus concede a Seus filhos para guiá-los à
per-feição, e há também uma graça que
é própria de lugares privilegiados, onde se verificaram acontecimentos
prodigiosos ou onde muitos viveram e cresce-ram em santidade: como os grandes
santuários de Lourdes e de Fátima, ou eremitérios e
abadias como Camaldoli em Arezo, Verna, etc.
Além
disso, em Mediugórie tais graças sentem-se por toda a parte,
não só na Igreja ou nos lugares onde a Virgem aparece, mas
também no ar, na contemplação do céu, na paisagem,
enfim… na natureza abençoada pela contínua presença
da Rainha da Paz!
E assim se desenvolve
um forte desejo de regressar para experimentar a alegria de rezar intensamente,
da reconciliação com Deus e com os irmãos, e até
para dar uma virada na vida…
É verdade que muitos
vêm a Mediugórie para pedir curas, saúde, supe-ração
de várias dificuldades, humanamente legítimas, mas mesmo sem
obter os resultados esperados, colhem-se sempre graças inesperadas:
aprende-se o justo valor das coisas, muitas delas até mesmo inúteis
ou mesmo prejudici-ais. Aprendemos também a abandonarmo-nos completamente
nas mãos de Deus e aceitar Sua vontade. Em momentos de acontecimentos
dolorosíssi-mos, podemos sentir paz no coração e a alegria
de nos sentirmos amados pe-lo Pai, que é o Dom mais belo que Ele pode
nos dar.
Ao regressar (é
experiência de muitos) experimenta-se sempre uma ir-resistível
necessidade de falar, de testemunhar, consciente de que, nenhuma palavra,
nenhum relato pode dizer plenamente o que se experimenta em Me-diugórie:
aquela impressão de estar sempre sob o olhar vigilante e solícito
da Mãe, de estar imerso em cerimônias religiosas celebradas
com intensidade e recolhimento, estar em contato com milhares de peregrinos
que, em diversas línguas, rezam, cantam, participam na liturgia e
fazem pensar o Paraíso na Terra! Tudo em Mediugórie convida-nos
à paz, ao silêncio interior, à escuta da Palavra… e não
nos distraem os vendedores de terços e de artigos religio-sos que
atendem os peregrinos desejosos de levar alguma lembrança para aqueles
que não podem vir.
Espero que também
você um dia possa compreender o que está acon-tecendo
a muitos, isto é, que frente a uma proposta de peregrinação
a Mediu-górie, sem saber como e porquê, maravilhada, você
também possa dizer: SIM!
Nilde Totti
Última Missa de Fr. Slavko
No dia de sua partida para o Céu, 24.11.2000, frei Slavko celebrou
a Santa Missa pela manhã e fez a seguinte homilia:
Hoje desejo, de modo especial, dizer «obrigado»
a Maria por todas as pessoas que, a seu modo, responderam a Seu apelo. É
bom sabermos que a Santíssima Virgem Maria sublinha quanto somos importantes
para Ela, e que sem Jesus nada podemos fazer.
Deus quis alguém de nós, no tempo e no ambiente em que vivemos.
Quis e nos deu a graça de, por meio dEla, podermos servi-Lo. Se Deus
tives-se pensado que poderíamos servi-Lo melhor noutro tempo e noutro
lugar, não nos teria posto aqui, mas lá… Abra seus olhos e
seus ouvidos ao tempo e às pessoas com as quais convive. Este é
o seu primeiro dever, aqui você é in-dispensável, aqui
você é importante para Deus, aqui Deus não pode operar
sem você...Somos freqüentemente tentados a lamentar-nos das pessoas
e dos tempos em que vivemos, mas Maria vê o que é bom. Você
também é pe-queno, também não é ainda
suficientemente bom. Ela vê e agradece. A grati-dão é
a melhor maneira de educação… Leiam as mensagens. Elas são
posi-tivas, são mensagens de esperança, que encorajam... Se
nos decidimos amar a Deus e aos irmãos como a nós mesmos e
se, muitos agem assim, significa que está chegando a nova primavera
de que fala Nossa Senhora.
Alegremo-nos, porque são numerosos os organizadores de peregrina-ções
de todos os Continentes que, inspirados por Nossa Senhora, sentem-se chamados
a este serviço especial.
Que Deus
abençoe a todos!
(site oficial
do Santuário de Mediugórie)
Uma decisão firme
Repetidamente, Nossa Senhora nos diz em Mediugórie: «Decidam-se
por Deus… coloquem-No em primeiro lugar». Que quer dizer isto, concreta-mente?
Significa deixá-Lo entrar em nosso quotidiano, nas mais pequenas coisas,
permitir que Seu pensamento penetre nossos pensamentos e nos ori-ente nas
escolhas concretas. Frente às diversas opções do dia,
saberemos sempre qual preferir e, pouco a pouco, a Vontade Divina tomará
nosso lugar, ou melhor, seremos nós a dar-Lhe o lugar, a deixar-Lhe
o comando de nossas ações.
Experimentemos
recordar quantas vezes, depois de termos pedido a Deus acompanhar-nos durante
o dia, buscamos ansiosamente fazer algo que não nos favorece a conversão
para Deus e, depois, constatamos que o resul-tado final foi justo, embora
diferente daquele que tínhamos planejado. Estas «inspirações»
caladas na mente, mas muito sonoras ao ouvido da alma e à inteligência
do coração, são fundamentais para a direção
de nossos passos, segundo a Sabedoria Divina. Mas, para escutá-La,
devemos, antes de tudo, fazer calar outras vozes que afluem à nossa
mente: as vozes da nossa lógica, da nossa razão, da justiça,
da ofensa. As vozes da nossa preocupação, do medo, da incerteza.
A voz do orgulho e da soberba, que nos impelem a dese-jar ter sempre «a
última palavra». Por fim, as vozes que nos parecem sagra-das
e santas: as que tomamos por empréstimo dos livros, das filosofias
ou de verdadeiros ou presumidos «carismas», que possuímos
e que, se usados ao serviço do eu, deixam de ser dons, tornando-se
uma verdadeira e mesmo ruí-na para todos.
Ter a coragem
do vazio - Calar, em seguida, fazer silêncio interior. Ter a coragem
de calar as palavras e os discursos interiores, vencer o medo de uma ausência
de sons que freqüentemente nos deixam atônitos e perdidos (a sociedade
bombardeia-nos com rumores e muitos preferem ensurdecerem-se, para não
sentir o aguilhão da solidão). Se criarmos as justas condições,
por meio da oração, o Espírito falar-nos-á, mas
não com linguagem humana. Seu sussurro é «leve como a
brisa», como sugere o Profeta Elias. Deixemos nosso espírito
livre para acolher os impulsos interiores. Em poucas palavras: obedeçamos!
Para fazer isso,
devemos saber acolher as mudanças a nossos projetos quando necessárias.
Depois, colocar em ação, traduzi-los em fatos, aplicando nossas
faculdades com generosidade e confiança, sem querer ver o resultado
demasiadamente apressado. É como assinar um cheque em branco com o
Espírito Santo, uma assinatura que procura um bem que ainda
não vemos, mas que está assegurado. Deus não nos deixa
no vazio, não nos abandona cambaleantes. No escuro da dúvida,
devemos acreditar! Ele chegará com o bem prometido, mas só
quando estivermos preparados para recebê-lo. É ne-cessário,
portanto, «investir» nos tempos de Deus, que, como se usa dizer,
«não são os nossos», e esperar. Que obtemos? A
paciência, fundamento pa-ra conseguir santidade.
A santidade
é para quem ousa - É fundamental ser audaz para aten-der
os pedidos de Deus que, às vezes, parecem superar as forças
que temos à nossa disposição («Amai-vos como Eu
vos amei, perdoai os inimigos… amai a Palavra!
Quantas situações
em nossa vida nos parecem impossíveis?. É aí que devemos
invocar o dom do Espírito Santo, porque, sem seu poder, certas coi-sas
não estarão mesmo a nosso alcance.
A força
divina não se fará esperar. Mas Deus pede que demos o primei-ro
passo, exercitemos nossa vontade como motor de encaminhamento à ação
do Espírito. Este ato de vontade purifica nosso coração
e habilita-nos a novos passos.
A oferta
convida-nos à falência - O remédio propõe
uma oferta, o nosso sim incondicional a Deus, isto é, a capacidade
de nos pormos verdadeiramente de lado e aceitar até mesmo a situação
de falência, de derrota e de humilhação.
Devemos abandonar também
a tentação de concentrarmo-nos em nos-sas humilhações,
com um complacente sentimento vitimista. Isto é um pânta-no
que nos prende e, com suas invisíveis areias movediças, engole-nos
no canto da depressão e da autocomiseração.
Oferta significa,
neste caso, perder tudo, seja a idéia dos bons frutos, seja a dos
escassos resultados, e colocar-se em adoração a Deus, reconhe-cendo
Sua bondade, Seu senhorio em nossa vida, Seu Amor.
Eis o espaço feito por Sua
ação: no nosso nada se manifestará o Seu tudo e aquilo
que, antes, parecia opaco e sem valor, improvisadamente, ad-quirirá
uma nova luz que iluminará futuros horizontes.
Sede santos
Se Jesus está em nós, se O deixamos agir livremente através
de Seu Espírito, como Ele expôs nas Bem-Aventuranças,
que constituem a via da santidade, em nós se manifestará a
vida real, vivida no íntimo de nosso ser, no espaço do nosso
dia, no tempo que nos é dado, com suas estações, seus
claros-escuros, suas tintas e seus murmúrios.
Sede santos,
porque Eu Sou santo! Seremos felizes se nos fizermos sábios. Consagremos
todo o nosso dia a Jesus e à Sua Santíssima Mãe.
Consagrar é
tornar sagrado todos os pensamentos, ações e realiza-ções…
O nosso ato de consagração não é somente uma
oração recitada, mas a expressão de nossa vontade de
sacrificar o próprio modo de enfrentar a jornada. Isto significa tornar
sagrado: fazer sacrifício de qualquer coisa para que Deus possa dispor
de tudo. Estejamos certos de que o sacrifício não fica-rá
privado de fruto. No fim da vida recolheremos um vaso bem cheio, trans-bordante,
para apresentar ao Pai do Céu: santidade abundante em ação
de graças pelo dom de Seu Espírito que é santo e nos
faz santos.
O sentido do sofrimento
de Ana Glasnovic
A Deus é agradável plasmar-me como um vaso frágil e
delicado «para fazer conhecer a riqueza de sua glória através
de vasos de misericórdia, a Ele predispostos à glória»
(Rm, 23), no meu frágil corpo, devendo mesmo expe-rimentar a dor física.
Habituada a uma natureza viva e serena, não conseguia reconciliar-me
com o sofrimento e encontrar nele um sentido em minha vida. As primeiras
razões eram: medo, relutância e fuga nos modos mais dispara-tados.
O homem, aprisionado pelo desespero, julga o sofrimento como um i-nimigo
ou um ladrão vindo para roubar-lhe aquilo que lhe é mais caro:
a saú-de. Assim, o sofrimento não é aceito e torna-se
um peso insuportável que, pouco a pouco, aumenta.
Eu sabia que
Deus me amava infinitamente e que só Ele podia ajudar-me em minha
situação, sem saída do ponto de vista humano. A condição
difí-cil em que me encontrava levava-me a rezar ainda mais ardentemente
na es-perança de que Deus me curasse, libertando-me daquele peso.
Passava o tempo,
mas minha saúde não melhorava. Fui presa por um estranho temor
e então pensei que Deus me havia esquecido. Deus, porém, nunca
nos esquece. Mas também não escuta as orações
e os desejos egoís-tas. Mais tarde, de fato, compreendi que Deus estava
apenas um pouco es-condido, a fim de que a fé, a esperança
e o amor, em mim ainda muito frá-geis, fossem fortalecidos.
Deus, como bom Pai, em Sua infinita
bondade, dá-nos muito mais do que pedimos e merecemos. E nós
recusamos e não compreendemos. Não compreendemos o plano de
Deus, enquanto não nos submetemos humilde-mente à Sua vontade.
Quando nos rendemos completamente a Seu querer, alcançamos uma grande
paz e, depois, o Senhor dá-nos uma resposta clara.
Aconteceu assim:
um dia, rezando em meu quarto, com a Bíblia nas mãos, logo
encontrei consolação. Abri-a e meu olhar foi direto ao capítulo
11 do Evangelho segundo S. João. Com os olhos bem abertos, diante
da surpre-sa, pude ler ali: «Senhor, aquele que tu amas está
doente. Ouvindo isto, Je-sus disse: "Esta enfermidade não é
de morte, é, antes, para a Glória de Deus, para que o Filho
de Deus seja glorificado por ela» (Jo 11,3-4). Ora, sabendo que aquele
trecho do Evangelho se referia claramente à ressurreição
de Láza-ro, naquele momento tive a certeza de que aquelas palavras
eram endereça-das a mim. Logo compreendi o que Jesus queria realizar
em mim, por meio de sua Palavra em ação, capaz de abrir os
túmulos e desatar os laços da morte nos quais a alma está
aprisionada.
Uma felicidade
indescritível envolveu todo o meu ser. Senti que aquelas Palavras
de Jesus abriam meus sepulcros: os medos, as resistências, a ira, as
expectativas vãs e impacientes. A alma libertou-se do que a impedia
de e-levar-se a Deus, para permanecer nEle, completa e apagada.
Quando Deus
nos revela Seu plano de salvação para nós, logo compre-endemos
quanto o nosso corpo, tal como é - doente, frágil, pecador
e limitado - foi criado para a glorificação de Deus.
Aceitar o sofrimento significa
libertar-se da vontade e egoísmo próprios para unir-se à
vontade de Deus, que dá sentido a nosso sofrimento. A união
à vontade divina conduz-nos sempre à verdadeira paz e à
alegria autêntica, que nos dão felicidade, até quando
devemos abraçar nossa cruz e enfrentar o so-frimento face a face.
Podemos cantar
vitória sobre o sofrimento só quando em nós morre o
último desejo de libertação. Então o sofrimento
não nos leva a uma perda ne-gativa, mas a um grande e inestimável
lucro.
Você tem um altar familiar?
Frei Iozo
Quando lemos a Bíblia, o Espírito e a vida de Deus entram e
atuam em nós com mais poder. A leitura da Palavra de Deus é
um dos fundamentos da vida espiritual. Se falta este fundamento, nossa vida
se assenta em bases frágeis e débeis, será inútil
e ficará sem frutos. Nossa Senhora pediu, muitas vezes, que a Bíblia
fosse colocada em lugar visível em nossas casas. Este lu-gar visível
é o nosso «altar familiar», na sala, onde a família
se reúne diaria-mente, descansa, conversa e vê televisão.
Temos necessidade de assumir um novo compromisso. A família cristã
deve ter um «altar», à volta do qual pode se reunir todos
os dias para escutar a Palavra de Deus e fazer a oração familiar.
Sobre aquela
pequena mesa da sala, coloque, em primeiro lugar, a Cruz, o Crucifixo, o
Mestre do Amor, onde nasceu a família como Sacramen-to. A Cruz ensina-nos
o que é o amor, que o amor é dar a própria vida pelos
outros e sacrificar-se por eles, especialmente por nossos inimigos: que signi-fica
responder ao Pai como o Senhor. «...não como eu quero, mas como
que-res Tu!» (Mt.26,39).
Ao lado do Crucifixo,
coloque uma imagem de Nossa Senhora, a Bem-Aventurada sempre Virgem Maria,
«Eis a tua Mãe», (Jo 19,27). É o testamen-to que
continua através da história e no futuro, dado que cuida de
cada um de nós. Temos necessidade de ter a Mãe conosco, pois,
sem Ela não podemos vencer o astuto inimigo. Assim, a família
encontrará o caminho mais seguro para ir até Deus.
Sobre o altar
familiar, coloque também a Bíblia, Palavra viva de Deus. Cada
vez que a lemos, ouvimos a voz do Pai, como a ouviram os discípulos
no Monte Tabor: «Este é o Meu Filho predileto, escutai-O»
(cf Mt 17,5).
Sobre seu altar, coloque o Rosário
familiar e use-o como guia na ora-ção. Sobre o altar ponha
também água benta e abençoe sua casa e sua famí-lia,
pelo menos, uma vez por semana. Nós fazemo-lo regularmente aos sába-dos.
Depois, ponha no altar seu livro de orações e uma vela.
Acenda a vela
quando lê a Bíblia que é Luz para nossa vida de
fé. Re-únam-se diariamente à volta do altar, é
uma prática importante. Logo, toda a família sentirá
a força da família unida e em paz. Também, depois de
sua morte, este altar ficará como um sinal para os seus filhos, que
o terão como experiência e uma segurança inesquecível.
Poderão sempre dizer a si mes-mos que conhecem onde os pais recebiam
a força e encontravam a paz. Sa-berão que também
eles podem progredir sobre as pegadas de seus pais.
(transcrito de uma gravação)
Promessas a S. Margarida
No mês de junho, os fiéis católicos têm uma especial
devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Esta
devoção nasceu na França, em Paray le Monial, a partir
de uma experiência mística de Santa Margarida Maria Alacocque.
Principais promessas
feitas por Jesus a Santa Margarida de Alacoque:
1. Às
almas consagradas ao meu Coração, dar-lhes-ei as graças
necessárias para seu estado.
2. Darei paz
às famílias.
3. As consolarei
em todas as suas aflições.
4. Serei seu
amparo e refúgio seguro durante a vida e, principalmente, na hora
da morte.
5. Derramarei
bênçãos abundantes sobre seus projetos.
6. Os pecadores
encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito
de misericórdia.
7. As almas
tíbias tornar-se-ão fervorosas.
8. As almas
fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.
9. Abençoarei
as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta
e for honrada.
10. Darei aos
sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos.
11. As pessoas
que propagarem esta devoção terão o seu nome escrito
no Meu Coração e jamais será apagado dele.
12. A todos
os que comungarem nove primeiras Sextas-Feiras em meses contínuos,
o Amor Onipotente de Meu Coração conceder-lhes-á
a graça da perseverança final.
“Tende em vós
os mesmos sentimentos de Jesus Cristo” (Fil 2,5)
Como contribuir para o Eco
As contribuições para o Eco de Mediugórie
podem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 4275-7, conta 403.964-5,
em nome de Servos da Rai-nha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também
ser deposita¬das nas agên-cias dos Correios que possuam Banco Postal,
Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas
eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos
efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.
Peregrinação 2007
Mediugórie, Fátima, Lisboa
Roma, Padre Pio, Lanciano
Saída: 03.09.2007
Retorno: 18.09.2007
Solicite a programação ou consulte a
Internet: www.servosdarainha.org.br
Tel. 061 3624-5511
Vagas limitadas
R A D I O M A R I A
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